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Michael J morre e Michael M vive: “Halloween, O Início”.

sexta-feira, junho 26th, 2009

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Ontem a noite saí pra jantar com minha filha antes de ir a pré-estreia do SPTERROR. Enquanto esperava a comida chegar, comecei a ser bombardeado por ligações e sms´s dizendo quem Michael Jackson tinha morrido. Difícil de acreditar em princípio, mas a ficha vai caindo aos poucos. Qaundo ele fez show por aqui em 93, minha ex estava grávida da minha filha e eu chorei ao final do show quando ele cantou a péssima “Heal The World”. O amigão Dudu Marote tava comigo e disse que eu só tinha achado bacana porque eu ia ter uma filha logo e por isso eu estava sensível. Hoje eu concordo com ele, claro. E 15 anos depois, eu jantava com a Isabella na hora que soube que o cara tinha sido encontrado morto e o que ela me disse é que só sentia porque não iria vê-lo ao vivo.

Bom, nada de melhor agouro pro início de um festival de cinema fantástico por aqui que a morte de um “mostrinho” (desculpem, mas era sim) momentos antes. E ao chegar no Reserva Cultural, dou de cara com o mestre dos mestres José Mojica Marins chegando junto.

Aliás, aqui vai um parêntese rápido. Um repórter/apresentador da Tv Cultura com uma folha de pauta em mãos, na minha frente, perguntando pro assessor de imprensa do festival quem era o tal José Mojica Marins que ele precisava entrevistar. O assessor aponta o cara e o repórter diz “não, aquele é o Zé do Caixão”. O assessor confirma e ele então, rindo, diz, “ah, eles são a mesma pessoa! agora eu entendi!” Sim, isso na minha frente. Eu quase vomitei no pé do repórter essa hora, de raiva.

Depois disso tudo, entrei pra assistir “Halloween, O Início”, do Rob Zombie. Adoro o Rob Zombie, desde sempre e como diretor de filmes, mais ainda, porque o cara é cruel e despudorado. E ele escreveu o roteiro e produziu e tal. E o filme é bom demais. Cheio de closes, como um bom filme de terror tem que ser, pra mostrar as podreiras mesmo!

Bom, esse “Halloween” conta o começo da piração do Michael Myers, ele com 10 anos de idade passando de dissecar gatos e ratos pra matar amiguinhos da escola e na noite das bruxas, destruir quase a família toda, sua irmã, o namorado, o padrasto tosco deixando viva apenas sua irmãzinha bebê e sua mãe gostosa.

A sequência que conta bem esse início de doideira é Myers, gordinho, cabelo na cara, máscara de palhaço (recorrente, aliás, nos filmes de Rob Zombie, né?), sentado na frente de sua casa e sua mãe, stripper, dançando na boite ao som de “Love Hurts” momentos antes dele, Michael, começar a chacina. Lindo e poético!

Daí pra frente ele é internado num manicômio e tratado por um médico quase doidão, vivido por ninguém menos que Malcom MacDowell que numa bobeada, deixa o moleque com uma enfermeira enquanto conversa com a mãe gostosa dele e o moleque ´~ao perde tempo e trucida a mulher com um garfo.

17 anos se passam, Myers cresce, um monte, e volta pra sua cidade atrás da irmãzinha que cresceu. Claro que numa noite de Halloween e claro que matando todo mundo que vai encontrando pelo caminho.

E isso tudo muito bem filmado, com uma trilha ótima e uma edição quase perfeita. Claro que os sustos a gente quase sempre sabe quando vão acontecer, mas quando acontecem, surpreendem pela crueldade. Prepare-se, porque nesse filme não tem aquele susto que não é: sempre é!