Posts Tagged ‘rock’

The Belle Brigade

quarta-feira, julho 13th, 2011

Hoje é dia do rock e até fiz um especial com 10 bandas para ouvir no início da semana, em comemoração ao dia mais rockeiro do ano. Aproveitando o embalo, tirei mais um texto que fiz para a Revista Noize, que saiu na edição de maio, sobre a banda The Belle Brigade.

Para quem curte um rock para acalmar os ânimos, vai curtir a dupla de Los Angeles, formada em 2008 pelos irmãos Ethan e Barbara Gruska, que produz um pop rock delicioso.

The Belle Brigade acabou de lançar o primeiro álbum homônimo, com 11 faixas falando sobre temas comuns como amor e solidão, mas que funcionam super bem. Não há uma música sequer com sintetizadores e há faixas com instrumentos clássicos, como violino e órgão. “Sweet Louise” e “Punchline” são lindas de morrer. O álbum foi gravado no estúdio Capitol e não vão demorar para estourarem, já que atualmente estão no selo Warner

A música sempre correu solta na veia da família, que tiveram/tem vários membros bateristas: o bisavô, os tios-bisavós, os irmãos dos avôs, o tio, que excursiou com Tina Turner, Air Suplly entre outros. John Willians, o avô, já foi indicado ao Oscar várias vezes por trilhas feitas para filmes de Spielberg, em alguns ele levou a estatueta.

A Barbara começou a tocar bateria aos 10 anos, mas hoje ela toca guitarra na banda nos shows ao vivo. Ethan ganhou sua primeira guitarra aos 8 anos, mas sempre foi o piano que o atraiu.

Os dois tocam todos os instrumentos no álbum, além de ter uma harmonia natural nos vocais, pois é fácil perceber nas vozes a familiaridade que rola nelas. É curioso, porque há momentos em que não dá para sacar de cara se é ela ou ele que está cantando.

Apesar da forte influência familiar, o som da banda é bem atual, jovem e fresh. Aperta o play:

Só Garotos por Patti Smith

sexta-feira, janeiro 7th, 2011

foto por Steven Sebring

Patti Smith é uma das minhas artistas favoritas. Já passei épocas ouvindo-a incansavelmente.

Além de acha-la genial, compartilho com ela uma paixão em comum: Rimbaud. Para mim ela é um dos maiores ícones femininos do rock’n roll. Marcou época, fez um dos melhores shows que vi na vida, me dando uma porrada no estômago.

Não tinha como deixar passar “Só Garotos“, não apenas por ela, mas pelo Robert Mapplethorpe, que eu também gosto, mas não conheço sua biografia muito a fundo.

“Só Garotos” é um livro sobre amor, música e arte. Patti narra sua história ao lado do Robert com uma maestria poética, que faz com que o leitor devore página por página, ávido por esmiuçar detalhes que, provavelmente, não sabia.

Eu sabia da história que viveram juntos e do quanto ela tinha sido intensa e conturbada, mas não sabia das suas nuances, ora romântica, ora trágica, ora cômica.

Patti passou maus bocados no início da sua aventura em NY e Robert foi uma das primeiras pessoas que conheceu por lá. Como o destino muitas vezes adora pregar deliciosas peças, eles acabaram se cruzando de forma inusitada posteriormente e não se largaram mais.

Primeiro veio o romance, a paixão, o amor, a dedicação, as decepções, as separações, as voltas até finalmente ela admitir, mais que ele, sua homossexualidade, que a deixava de fora da relação. Ainda assim continuaram dividindo a mesma casa, depois de uma grande odisséia pelo famoso Hotel Chelsea, que foi com certeza o estopim para eles saírem da miséria em que viveram e começarem a acontecer, afinal boa parte do sucesso são bons contatos, não? Aliás, as histórias que ela viveu e as pessoas com quem ela cruzou enquanto viveu no Chelsea são sensacionais.

Ela conta a história de como o Robert migrou dos desenhos e colagens para a fotografia, onde acabou se firmando de fato.

Além da história dos dois juntos, o livro discorre sobre a cena efervescente que rolava no final dos anos 60 e início dos 70; do Max’s Kansas City, que foi frequentado pelo Andy Warhol e abrigou a cena do glam rock e shows de artistas como Iggy Pop, The Velvet Underground, David Bowie, Lou Reed e após a sua reabertura após um breve fechamento, mais um monte de nomes conhecidos, incluindo a banda recém-lançada da Patti Smith, que até então nunca tinha cogitado cantar na vida, que dedicava totalmente à poesia, Rimbaud e desenhos, sempre acompanhada de bons discos rolando na vitrola.

Há curiosidades, como o fato da Patti Smith nunca ter sido ligada em droga e bebida, apesar do tipo meio junkie que ela tinha. A história termina como já sabemos, com Robert sucumbindo junto com seu companheiro Sam Wagstaff, um dos seus grandes mentores, que acabou o levando um ano antes.

O livro foi escrito por um pedido do próprio artista quando já estava no leito de morte. Ao ler o livro, percebe-se que não deve ter sido uma tarefa fácil, tanto que o livro saiu do forno no ano passado, após 22 anos desde a morte do Robert Mapplethorpe.

Se você gosta de rock’n roll, arte e literatura não pode deixar de cogitar a leitura. O livro vale cada linha e é daqueles que quando você termina, você quer ir atrás da lista de referências que foi anotando ao longo da leitura.

Coincidentemente eu emendei no “A Vida dos Artistas”, Calvin Tomkins, que acaba complementando de alguma forma “Só garotos”, já que retrata alguns artistos muito citados pela Patti Smith, mas essa é uma história para um próximo post. :)

kings of leon : radioactive

quarta-feira, setembro 8th, 2010

depois do estrondoso sucesso de ‘only by night’ de 2008, o kings of leon lança novo álbum: come around sundown, que chega as lojas americanas em outubro e parece retomar um pouco do rock dos primeiros álbuns com a inconfundível voz de caleb fallowill.

o primeiro single, radioactive, talvez não agrade aos fãs mais novos da banda por não ter o mesmo ‘vigor’ de sex on fire ou use somebody. mas a mim, que sou fã desde ‘youth & young manhood’ de 2003, sim.

os caras fazem show no brasil, agora em outubro no SWU e prometeram tocar este e outros novos singles.

Kings Of Leon - Radioactive
Kings Of Leon – Radioactive

via @thehypemachine

Sob o clima do Lollapalooza

quarta-feira, julho 7th, 2010

Depois do presente sob ameaça de separação, que foi uma conta premium no Spotify do Ola, voltei aos meus primórdios rock’n roll e cá estou revirando o line-up do Lollapalooza atrás de coisas boas, que eu desconheço. Logo mais eu compartilho essa parte num set especial que estou fazendo do festival.

Isso tudo só veio a calhar com a festinha que eu e a DJ Mulher tocamos hoje à noite, no Alberta, a Rocks Off. O tema da noite é Blondie, num especial a partir das 22h, com Claudia Medusa e Los Macaquitos. Depois tem Miss Má, o trio sucesso Lalai & DJ Mulher & Marildinha com um set rock’n roll 70, 80, 90 e 00, e o Tiago Guiness com um set recheado de pop rock dançante.

Lista amiga $ 15 – festarockoff@gmail.com (até às 18h). Cola lá, afinal faz tempo que eu não me empolgo tanto e tiro a poeira do meu case rock’n roll. Muito cabelão batendo na pista hoje.

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Vídeo instalação para a Billboard

quarta-feira, junho 2nd, 2010

Incrível esse poster digital feito para a revista Billboard, pela AlmapBBDO, totalmente interativo e muderno. A produção ficou nas mãos da Formentera.

Um luxo e inspirador:


Billboard Magazine video instalation from Marcos Kotlhar on Vimeo.

via @enriquejimenez

Blur: No distance left to run

sábado, março 13th, 2010

Quero ver o documentário do Blur. Alguém já assistiu?


Blur – No Distance Left To Run from ale cartier on Vimeo.

Para mais informações, acesse blur.co.uk. Aqui tem a listinha de onde vai passar o documentário.

music sunday

segunda-feira, janeiro 25th, 2010

muse é sempre bom, mas desde a primeira audição do álbum resistance,esta é a minha música preferida.

Que ganhar uma ABSOLUT Rock?

quinta-feira, novembro 26th, 2009

UPDATE2: o ganhador da promoção foi o ALE CARTIER. Depois faço um post colando o random e um print do email dele com a resposta correta. Caso ele não entre em contato, a gente sorteia novamente! Hehehehehe… também desconsiderei os comentários postados após às 10h.

Adoro as edições especiais que a ABSOLUT lança. Entre todas as que foram lançadas, não nego que a última ABSOLUT Rock Edition é minha favorita, afinal minha alma é rockeria. Sou o tipo de fã da marca que não bebe vodka.

No dia 05 de novembro, Marky Ramone aterrissou na festa de lançamento da nova garrafa e nos brindou com um set bem “bate-cabelo”. Todo mundo saiu de lá morrendo de vontade de pegar uma garrafa e esconder na bolsa.

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Acabei ganhando duas garrafas e resolvi sortear uma aqui no blog. Para ganhar é a maior barbada, basta assistir o vídeo da festa e me mandar um email dizendo qual é a música da trilha. Aí depois comenta aqui no post “eu quero a garrafa” (mas tem que mandar o email). Amanhã às 10h eu vou sortear no random.org um dos comentários, e caso o autor tenha enviado email com a resposta correta, ele leva a garrafa. A boa notícia é que a participação é aberta para todo o Brasil, depois eu mando por correio (torça para não quebrar! rs).

UPDATE!

NAO ADIANTA COLOCAR O NOME DA MUSICA NOS COMENTARIOS, QUE SÓ SERÃO VALIDOS COM A FRASE “EU QUERO A GARRAFA”. O NOME DA MUSICA & ARTISTA DEVE SER ENVIADO PARA MEU EMAIL (lalai31@gmail.com)

Pixies @ Hammerstein

terça-feira, novembro 24th, 2009

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Depois de, no ano de 2003, perder o show do Pixies em Londres e, depois de dois anos, não conseguir vê-los em Curitiba, nada me faria desistir do show deles aqui em Nova York, ontem, no Hammerstein Ballroom. Nem o torcicolo que não me deixava mover a cabeça direito. Chegamos no teatro lotado e conseguimos achar um lugarzinho na frente do palco em meio a protestos de alguns gringos. Problema deles, pensei. Não saio daqui sem cantar “Here Comes Your Man” quase que no microfone! :-)

O show começou no horário previsto, às 9 horas (aliás, uma coisa que eles sabem fazer por aqui é respeitar o público: nada de atrasos!). O  palco era simples, sem frescuras: um telão pra vídeos e umas bolas de papel que subiam e desciam de acordo com a música. E, pra falar a verdade, o público não parecia se preocupar nem um pouco com isso. A banda entra e abre o show com “Dancing The Manta Ray”, um dos quatro B sides que eles levaram, todos do Doolittle. A platéia vai ao delírio (inclua-me nisso!) e o show segue seu curso delirantemente natural: “Debaser”, “Wave of Mutilation”, “Here Comes Your Man”, “Hey”, “Gouge Away”, “Where is My Mind” e, por fim, “Gigantic”. Surtei…

Pixies @ Hammerstein Ballroom in NYC – 11/23/2009

“Dancing The Manta Ray”
“Weird At My School”
“Bailey’s Walk”
“Manta Ray”
“Debaser”
“Tame”
“Wave of Mutilation”
“I Bleed”
“Here Comes Your Man”
“Dead”
“Monkey Gone to Heaven”
“Mr. Grieves”
“Crackity Jones”
“La La Love You”
“No. 13 Baby”
“There Goes My Gun”
“Hey”
“Silver”
“Gouge Away”

Bizz 1:
“Slow Wave of Mutilation (UK Surf)”
“Into the White”

Bizz 2:
“Isla De Encanta”
some of “Vamos”
“Nimrod’s Son”
“Where is My Mind”
“Gigantic”

Setlist e fotos via http://www.brooklynvegan.com/archives/2009/11/pixies_hammerst_3.html

Pavement, o reencontro

segunda-feira, setembro 21st, 2009

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Pois então o Pavement, uma das bandas mais importantes do cenário musical alternativo americano, depois de 10 anos separada, anunciou, na última terça-feira, dia 15 de setembro, um dos reencontros mais esperados do público indie. Os motivos? A comemoração dos 20 anos de uma banda que não existe há 10, um show “beneficente” que irá alavancar ainda mais o Central Park Summerstage e, por que não, a “volta” de um grupo que não teve um fim muito bem definido. E quer saber de verdade? Nem importa quais são os motivos e sim que os ingressos da pré-venda do show, que ocorrerá somente em setembro de 2010, foram vendidos em apenas 2 minutos. E, por isso, foram necessários mais três dias de shows para aplacar o desespero dos fãs do Pavement. Isso é que é confiar no futuro. Enquanto isso, vou ficar aqui de dedos cruzados rezando pra continuar morando em NY e, quem sabe, conseguir um lugarzinho ao sol. :-P