Pois então o Pavement, uma das bandas mais importantes do cenário musical alternativo americano, depois de 10 anos separada, anunciou, na última terça-feira, dia 15 de setembro, um dos reencontros mais esperados do público indie. Os motivos? A comemoração dos 20 anos de uma banda que não existe há 10, um show “beneficente” que irá alavancar ainda mais o Central Park Summerstage e, por que não, a “volta” de um grupo que não teve um fim muito bem definido. E quer saber de verdade? Nem importa quais são os motivos e sim que os ingressos da pré-venda do show, que ocorrerá somente em setembro de 2010, foram vendidos em apenas 2 minutos. E, por isso, foram necessários mais três dias de shows para aplacar o desespero dos fãs do Pavement. Isso é que é confiar no futuro. Enquanto isso, vou ficar aqui de dedos cruzados rezando pra continuar morando em NY e, quem sabe, conseguir um lugarzinho ao sol.
E o que a Apollo 11 tem a ver com o David Bowie? Tudo. Ou quase tudo. Ou o fato de que há 40 anos o homem pisava na lua e o camaleão do rock lançava “Space Oddity” para arrematar mais uns fãs. Mais curiosidades sobre o que andava rolando na época na timeline que o NYTimes criou especialmente nessa segunda-feira para comemorar um dos dias mais importantes da história da humanidade.
Pra quem está passeando ou mora em NY, gosta de Jack White e quer conhecer um pouco mais sobre sua mais nova banda, o The Dead Weather, não perca os shows que acontecem hoje e amanhã no Terminal 5, às 8 da noite. A primeira vez que a banda tocou por aqui foi em um secret show e infelizmente não tive a oportunidade de ir. Mas sexta-feira estarei por lá e depois escrevo aqui o que achei dessa outra banda do rapaz talentoso de Michigan.
Aproveitando a “to do list” que estou fazendo pro meu irmão que acabou de chegar aqui em NY segue mais dicas de lugares alternativos para se tomar uma pint aqui na cidade dos bares punks!
No post anterior “Pra não dizer que não falei de rock” citei o Motor City Bar. Agora é a vez do Welcome To The Johnson’s. Também localizado no Lower East Side, no número 123 da Rivington Street, o Johnson’s faz história desde 1979. E parece que o lugar continua exatamente igual: as paredes decoradas com fotos bizarras e antigas, o sofá revestido com um plástico que tenta preservar o tecido da época, a mesa de sinuca com caçapas tamanho GG (dá pra encaçapar quase duas bolas ao mesmo tempo!), a televisão antiga “a la Poltergeist” e uma junkbox recheada de clássicos pop. Costumo dizer que amigo meu de verdade só o que “aguenta” e gosta do boteco. É gente, o The Johnson’s nao é pra qualquer um.
O terceiro da lista é o Mars Bar (25E, 1st Street). Ah, esse também é pra lá de especial! Há muito namorava esse inferninho. Passava na frente sempre que ia redesenhar minhas tattoos, mas nunca havia entrado lá, até um amigo falar muito bem do lugar. Um dia tomamos coragem, e várias cervejas, e acabamos no Mars. E juro que foi excelente! O garçon é bonna gente, a junkbox é recheada de punk rock e os frequentadores são figuraças. Quer um exemplo? Conhecemos um cafetão em crise que sempre traz seu cachorrinho branco a tira-colo para o boteco. Surreal!
O último é o The Charleston. No meio da rua mais badalada de Williamsburg, o bairro hypster de NY (e preferido da Lalai), na 174 Bedford Avenue, o Charleston também faz história em NY. Com seus sofás vermelhos, uma velha mesa de sinuca ao fundo, um palco para bandas locais, o boteco é referência para a velha e a jovem guarda de Williams. E, apesar de alternativo, acho o lugar aconchegante e ainda tem uma portinha do lado com fatias de pizza FREE para os mais bêbados e esfomeados.
No início do ano passado o André me convidou para fazer a curadoria de um mini-festival com bandas independentes dentro da Casa de Criadores. A primeira edição foi mais conturbada, afinal era a primeira, foi decidida em cima da hora e tínhamos decidido que focaríamos em bandas de electro, mesmo assim funcionou e deu uma repercussão bacana. Na 24a edição do evento, que rolou em dezembro, repetimos a dose e desta vez o foco foram bandas com pegadas mais rock. A repercussão foi maior ainda e desde então temos corrido atrás para viabilizar o festival e conseguir patrocinadores para aumentar a dimensão dele.
A próxima Casa de Criadores acontece nos dias 27, 28 e 29 de maio. Nesta fase vamos abrigar inscrições via myspace para bandas que queiram tocar no evento. Para o próximo semestre estamos desenhando algo ainda mais bacana e que vai dar maior projeção para as bandas participantes, afinal a idéia é alavancar bandas que fazem um trabalho bacana, mas que são pequenas. Sabemos que tem muita banda boa por aí, mas que não conhecemos porque elas não tem oportunidade de mostrar o trabalho. A Internet tem diminuído esse espaço entre público e banda, mas a quantidade é tão grande que nem todas se sobressaem como deveriam (e poderiam).
Se você tem uma banda ou conhece alguma bacana, indique para nós no myspace ou por email casadecriadores@gmail.com. As inscrições estão abertas até o dia 15 de maio.
Quando larguei a AgênciaClick eu decidi que iria me dedicar somente a projetos relacionados a assuntos que eu gosto: moda, música, festa, artes, cultura. Está rolando, mas ainda não do jeito que eu gostaria. Não posso reclamar, já que estou há apenas 3 meses trabalhando por minha conta e não tenho parado um momento sequer.
Estou sempre atrás de referências e muitas vezes me deparo com projetos que eu leio e penso: AH, PODERIA SER EU! Não só na estratégia, mas na execução mesmo. O projeto 100 BANDAS, 100 DIAS é um deles, assim como o Converse Rock Trip também. Afinal quem não quer viajar, ver shows e ainda ser patrocinado? Eu quero!
Só que o “100 bands, 100 days” não tem patrocínio. O Nick, autor do projeto, decidiu montar o projeto e abriu um espaço para doações para ele. O projeto começou no dia 23 de janeiro e até o momento ele arrecadou $ 867, gastou $ 925 e arcou com $ 682,30. Ontem foi aniversário dele e ele completou 70 shows com Dirty Projects no Scala em Londres. Nesse período ele não pode repetir uma banda sequer. Nada mal. Dá uma olhada nas coisas legais que ele já viu até o momento. E aqui é possível ver quais serão os próximos shows que ele irá assistir. Ele é redator na minha agência favorita: a W+K de NY.
Congratulations Nicks! Pelo projeto e pelo aniversário.
Ele é o dj campeão do DMC mundial, super respeitado, tem músicas boas, remixes ótimos. E aqui vai um vídeo dele tocando ao vivo, brincando com “Robot Rock” do Daft Punk. De passar mal!
O que aconteceu com o “live fast, die young” do velho e bom rock and roll? Iggy Pop, o doidão sem camisa, se rendeu (???) e estrela um comercial de seguro! Chocante pra mim!
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.