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Heineken te leva ao Rock’n Rio

quinta-feira, setembro 22nd, 2011

Estou derrubando algumas lágrimas porque vou perder alguns shows no Rock’n Rio, porque ir pra lá vai ser impossível. Todos meus planos foram por água abaixo, mas como às vezes eu sou uma pessoa legal que adorar dar presentinhos, acabou aterrissando via Heineken, 1 par de convites para curtir o Coldplay ao vivo.

Para quem se amarra no bonitinho do Chris Martin ou o som da banda, põe a cachola pra funcionar e solta aí pra mim o porquê você merece vê-los ao vivo. Óh, pra ficar bem claro, é só o par de convites, não tem viagem, não tem hotel, não tem táxi, tá?

Pra se animar, confira aqui Paradise ao vivo, gravado no último Austin City Limits Music Festival, no dia 16 de setembro.

Amanhã a tarde eu aviso quem levou…. :)

Rock’n Rio

quinta-feira, agosto 18th, 2011

Ando por aqui acompanhando a luta de algumas pessoas para conseguirem convites para o Rock’n Rio. Eu não sou muito fã da programação fechada. Iria ver Buraka Som Sistema, Boys Noize e os vários amigos que tocam nos vários dias de festival, mas vou apenas para ver Stevie Wonder, porque para mim o cara é lenda viva e já está mais do que a hora de eu conferi-lo ao vivo.

Para quem tem conta no Itaú, está querendo ir a algum dos shows, mas ficou na mão, vai ter uma boa notícia como eu: descobri nessa última semana que rola transferir pontos de qualquer cartão Itaú (ou Multiplus) para o Club A e aí trocar pontos por ingressos (eles trocam por até 2 ingressos sem chorumelas). São 8.000 pontos para pista e 16.000 para a área vip. E para quem não tem ponto suficiente, rola também uma promoção de vídeo, em que os participantes soltam sua veia criativa fazendo cover de uma das atrações do festival. O ganhador assiste o show do seu artista favorito.

Corre lá!

 

Perto dos seus ídolos

terça-feira, novembro 24th, 2009

No final dos anos 90 os meus ídolos eram, muitas vezes, ícones antigos da música (alguns serão eternamente). Vê-los pessoalmente não era uma tarefa fácil e recorri a alguns artifícios, que me renderam uma canseira danada. Nos mesmos anos 90 eu era uma metaleira de plantão e fui a todos os shows de rock que rolaram por aqui entre 89 e 97, depois eu fui embora, traí o movimento e voltei pop.

Eu ia em todas as tardes de autógrafos que rolaram na falecida Woodstock, no Anhangabaú e em lojas na Galeria do Rock. Peguei autógrafo e, claro, tirei foto com Anthrax, W.A.S.P., Motorhead, Metallica, Quiet Riot, Deep Purple, Ozzy Osbourne só para citar alguns. Eu frequentava com meu ex-namorado, com quem fiquei 7 anos ouvindo hard-rock & heavy metal, o extinto bar São Paulo, que ficava numa ruela perto da Oscar Freire, trocando ideias com o Viper, Angra, Poseidon, etc.

Os festivais eram o Hollywood Rock, Rock’n Rio, M2000 Summer Concert, que rolava em Santos, Close-up Festival, além de bater carteirinha em shows no Olympia, onde vi Faith No More, Pantera, The Mission, Marilyn Mason, Steve Vai, Joe Satriani, etc; e em grandes estádios como no Morumbi, onde assisti Nirvana e lembro de ter comentado que poderia morrer feliz na época (ainda bem que não morri!). Música que não tivesse guitarra, baixo, bateria e vocal não era música para mim.

Que bom que os anos passaram. Eu não nego minha veia metal, tanto que adoro incluir rock bem pesado nos meus sets. O Rage Against the Machine está entre o meu top10 de melhores shows que assisti. Hoje sou mais eclética, aprendi a gostar de música eletrônica, virei fã de eletrorock e meus ídolos já não são tão inalcansáveis. Eles são conhecidos, mas não lotam estádios.

Rage Against the Machine

Rage Against the Machine

Criamos uma fantasia em cima dos nossos ícones e até sinto saudades deles. Eu não tenho qualquer problema em admitir meu lado tiete e colaria no Iggy Pop, David Bowie, Thom Yorke, Trent Reznor só para tirar uma fotinho com qualquer um deles.

Iggy Pop

Iggy Pop

Hoje o que eu ouço está mais acessível. Eu sempre fico feliz como criança quando consigo trocar figurinhas com alguns dos meus atuais ídolos. Ter hospedado o Larry Tee na minha casa foi, por exemplo, fantástico. De repente, o produtor daquela música que fazia eu dançar na pista até o quadril doer, estava ali sentado no meu sofá, folheando minhas revistas, abrindo minha geladeira. Foi assim com o Soulwax, Diplo, Designer Drugs, Dat Politics, Squeak E. Clean, The Bloody Beetroots entre outros. Lembro-me até quando o Iggor Cavalera foi pela primeira vez na minha casa, afinal eu fui grande fã do Sepultura. Vê-lo sentadinho no meu sofá discutindo formato de festas foi daquelas experiências que, ah, não tem preço.

Ola Persson, Larry Tee e eu

Ola Persson, Larry Tee e eu

Nem sempre os meus ídolos vem tomar uma cervejinha aqui em casa, mas hoje só o fato de poder trazê-los para tocar em festa minha, já é uma satisfação e alegria que não tem fim. A lista nesse caso é grande. Jantar com Yelle, passar a tarde com o The Raveonettes e o último grande ídolo que trouxe foi o Yuksek, que produziu um dos álbuns que eu mais curti em 2009, Away from the Sea, e foi quem me inspirou para esse post.

Yuksek

Yuksek

Eu gosto dessa aproximação, pois acaba sendo uma quebra de uma projeção que fazemos dos nosso ídolos, que muitas vezes chegamos a colocar num altar de tão distante que ele parece ser. E, de repente, ele está ali ao seu lado, conversando, rindo como qualquer outra pessoa.

Para fechar esse post nada como algo inédito, afinal atualmente ter algo inédito para compartilhar não é nada fácil. Nessa última passagem do Yuksek por São Paulo, o Ola gravou o set dele inteiro e finalmente liberamos ele para que todos possam ouvi-lo. O set está em 128kbps, mas logo mais disponibilizaremos no perfil da Crew, no Soundcloud, com qualidade decente. Aguardem!

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Yuksek DJ Set @ Festa Crew – Clube Glória (SP)