Posts Tagged ‘saudades’

For lovers only

segunda-feira, julho 18th, 2011

Eu sou romântica. Sempre fui. Poucas vezes na vida eu não estive apaixonada, não só pelos homens, mas também por músicas, amigos, pessoas, filmes…

Hoje passei o dia saudosa pela ausência do Ola, que está preso na Suécia por conta do maldito visto. Enquanto fazemos malabares para contornar as saudades e nos mantermos próximos, mesmo com esses milhares de quilômetros que nos distanciam, eu tenho meus momentos melancólicos em que deito na cama sentindo aquele vazio do lado e choro baixinho. No dia seguinte corro para o skype para poder ver o sorriso dele e, então, me acalmar tentando não contar os longos dias que faltam para a gente se rever.

Nessas horas eu entro no modo “estou sofrendo”, aí vou ver filmes românticos, músicas felizes e por aí vai. Hoje foi dia que passei horas e horas no vimeo só assistindo vídeos que tem o “amor” como tema central, porque no final isso me aquece e tranquiliza de alguma maneira. Seguem alguns que achei espetaculares:


A SHORT LOVE STORY IN STOP MOTION from Carlos Lascano on Vimeo.


APRICOT — A Short Film by Ben Briand from Moonwalk Films on Vimeo.


For Lovers Only iTunes Trailer #2 from Julia_ti on Vimeo.

E esse vídeo até poderia ser feito com nós dois, cada um de lado do mundo:


Splitscreen: A Love Story from JW Griffiths on Vimeo.

E o trailer do lindo “I’m here”, do Spike Jonze, que agora dá para assistir na íntegra (e super vale a pena) no site oficial do curta.


Spike Jonze “I’m Here” from BLAST on Vimeo.

E claro, duas músicas que me fazem lembrar muito do Ola, especialmente a primeira, do James Blake:


What Else Is There? from Röyksopp on Vimeo.

E antes que digam qualquer coisa, eu assumo toda minha breguice. :)

for ola with <3

1 ano de saudades

sábado, agosto 21st, 2010
foto by benoit paille

foto by benoit paille

Hoje celebrarei e brindarei às minhas lembranças, aos nossos bons momentos e as saudades apertadas e doloridas que sinto há exatamente um ano.

Ela foi uma das pessoas mais próximas que eu perdi, que se foi depois me dizer adeus e que me amava, mas que seria melhor assim. Chorei noites e noites e achei que essa dor nunca passaria. Essa amenizou, mas as saudades se intensificaram, as perguntas morreram e deram lugar a uma estranha compreensão.

E sinto muita falta, penso muito nela e, de alguma forma, ela sempre estará presente do meu jeito. Confesso que às vezes converso com ela, pois ela sempre foi uma pessoa que ficava feliz quando eu compartilhava minhas alegrias. Ela ria e vibrava comigo. Éramos tão diferentes, mas tínhamos tantas coisas e anseios em comum.

Eu suporto os meus, ela não suportou os dela.

Sempre fico imaginando como seria se ela estivesse por aqui ainda e o que estaria fazendo. Acredito que ela esteja em paz onde quer que esteja. Tudo que eu queria era poder abraça-la como abracei várias vezes.

Muitas saudades, pois ela será uma pessoa que vou amar pra sempre!!!

Ode ao que restou…

sexta-feira, julho 24th, 2009

Há dias que eu não paro por aqui, talvez por pressa, talvez por preguiça, talvez pela falta de inspiração. Sei que esse blog nunca teve um intuito de ser um diário pessoal ou talvez teve, mas se perdeu no tempo, fazendo eu buscar outras alternativas para colocar para fora minhas angústias e escrever sempre foi uma delas.

Não sei se é o inverno, a distância e as saudades de um tempo que não vai voltar. Estou nostálgica, especialmente em relação aos amigos. Lembro das risadas, das bebedeiras, das músicas bregas, das festinhas na madrugada, dos micos, das promessas, das viagens, das milhares de ideias de projetos em conjunto, dos jantares, da cumplicidade. Eu, por muito tempo, não tive a preocupação de envelhecer sozinha. É como se isso não fosse possível, agora tem uma pontinha aguda que me remete ao medo da solidão.

Sempre que perco algo, eu penso no quanto eu ganhei antes. E acho que minha última perda, a mais dolorosa que eu já tive na vida, trouxe tantas coisas boas que faz eu não pensar nas coisas ruins. São referências, é ter me ensinado a assistir TV, ter me mostrado um universo ilimitado de boa música, de filmes, de séries, de escritores, de viagens. A companhia em horários inóspitos, o choro no ombro, a espera numa sala fria enquanto eu me desligava numa endoscopia, a coragem em atravessar a cidade em madrugadas ou em horário de rush pare me dar carona, os planos de viagens, os shows para serem assistidos juntos, as histórias inventadas, as desilusões, as broncas na hora certa que fizeram parte de uma história que durou tantos anos que eu sinto dificuldade em contá-los.

Sinto o coração despedaçado, porque nunca estamos preparado para perder alguém, especialmente se esse alguém for um grande amigo. Às vezes os sentimentos se misturam e me confundem.

Aí para me confortar me restam as boas lembranças dos nossos bons tempos com a certeza de que essa é a parte que vale eternizar. Sei que ainda vou chorar e não será tão simples aplacar minha tristeza que vai e volta. E uma hora eu fico bem e supero minha perda… mas sei que não vai ser de uma hora para outra como muitos esperam.


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