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Bandas para correr atrás

domingo, julho 10th, 2011

Como já falei por aqui, eu ando colaborando com a Revista Noize, com minhas descobertas sonoras. Algumas podem não ser exatamente novas, mas para mim, vale a ouvida. Como dia 13 de julho é dia do rock, e a gente ama rock, resolvi compilar minhas indicações rockeiras do ano, quem sabe tenha algum aí no meio que você não ouviu? Algumas coisas que já falei no blog, acabei não repetindo a dose…

THE GREENCOATS

Se você gosta de My Bloody Valentine, tem grandes chances de se derreter pelos suecos The Greencoats, banda formada por 10 integrantes. As musicas do álbum de estréia, “A Blend of Silk & Satin”, são bem psicodélicas com uma mistura de britpop dos anos 90, rock inglês dos anos 60, com a guitarra sempre reinando absoluta entre uma canção e outra. É musica pra ouvir no verão, pra abrir os braços, girar, rir, sonhar. Eles bem que poderiam cair numa Invasão Sueca em São Paulo. Alguém indica?

THINK ABOUT LIFE

O nome da banda é sugestivo. Eles vêm de Montreal, no Canadá, onde já vimos muita gente ir para repensar a vida. Existem desde 2005, fizeram turnê com o Wolf Parade, Art Brut e Franz Ferdinand. Think About Life é uma banda de indie rock, com guitarras rasgadas, falsetes e gritos. O som tem uma variação constante. O 2º álbum (e último que lançaram), Family, de 2009, é uma musica boa atrás da outra. Ótima trilha sonora para reunir amigos, cerveja e festejar. Pensar na vida, só depois.

MAPUCHE

O músico Isaac Varzim, metade do Superpose, acaba de lançar seu projeto solo, o Mapuche. O projeto já surge com o álbum de estreia Sanctity, com músicas introspectivas, orgânicas, arranjos delicados, bases eletrônicas, violões, bandolins e até saxofone marcam algumas canções. O álbum nos deliciou e surpreendeu aqui em casa, que já está no repeat alguns dias. Vale ficar de olho, Varzim aparentemente tem muito a mostrar. O som é lindo de morrer.

DOLL AND THE KICKS

Fez um dos shows que mais me encantaram no SXSW. A vocalista Doll, assim como o nome, parece uma boneca. Linda, performática, com uma voz que já ganhou comparações com Siouxsie e foi considerada pelo Morrissey, a melhor cantora britânica da atualidade. Em 2008, a banda foi convidada pelo próprio cantor para abrir sua turnê. Para quem adora indie rock britânico, vai ter o álbum homônimo como um dos preferidos dos últimos tempo com certeza.

MODERN CAVEMAN

É outra banda sueca, vinda de Gotemburgo, que afirma que rock em primeiro lugar é para ser ouvido ao vivo. O Modern Caveman foi formado em 2005, lançaram apenas um álbum, Jonnhywise, cheio de canções de atitude. Ouvi-los nos faz querer estar num festival dançando na grama, celebrando com os amigos num clássico show de rock’n roll.

NATURAL CHILD

É uma banda de Nashville, que toca garage rock dos bons, com fortes influências de punk e country. Fazem música despretensiosa e com letras bem-humoradas e simples, como FRIEND’S AT HOME WITH HIS WIFE; NOBODY WANTS TO PARTY WITH ME. Música que dá vontade de ouvir em lugar pequeno, bebendo cerveja com os amigos e, claro, chacoalhando a cabeça. Lançaram apenas um EP, The Jungle, mas que já faz a gente se apaixonar por eles e querer mais.

THE CLEANERS

Conheci o The Cleaners em 2009 quando eu produzia o Festival de Música Casa de Criadores. Eles se inscreveram e chamaram minha atenção com um indie rock bem feito, com guitarras e solos que contagiam. Na época o som da banda me remeteu ao Snow Patrol. Foi uma escolha acertada, fizeram um show vigoroso e desde então eu acompanho a saga do quarteto paulista. Estão lançando agora o primeiro álbum, Behind the Truth. É banda pra ficar de olho e se der, conferir ao vivo.

the cleaners | 1 jul | clube berlin from daniel bernardinelli on Vimeo.

DORGAS

O quarteto carioca Dorgas anda chamando bastante atenção de quem ouve. Dorgas produz um som etéreo, com produções pop e experimentais, ao qual você se rende completamente. Lançaram recentemente o single Loxhanxha, que tem uma pega jazzística, que vai te embalando mas sem chegar ao clímax. Música pra ouvir, relaxar acompanhado de um bom vinho. Eles soam bem diferente de tudo que tenho ouvido de produções brasileiras. Eu aposto neles como a banda de 2011.

THE DONKEYS

O álbum novo “Born with Stripes” é a nova trilha sonora aqui de casa, trazendo um clima de verão em meio ao avanço da chegada do inverno. Diferentemente dos conterrâneos de San Diego, The Donkeys produz um rock com uma pegada anos 60, com influências folk e blues, mas não deixando de lado o ar “surfista” californiano. O som do quarteto lembra Pavement, especialmente “I Like The Way You Walk” e “Ceiling Tan”, do novo álbum. A NME também escreveu que o álbum está no repeat por lá.

RINGO DEATHSTARR

Para quem não resiste a um bom shoegaze no volume máximo, não pode deixar de ouvir Ringo Deathstarr. Muitas distorções sonoras, ruídos, vocais sujos, nos remetem a My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain. A banda formada por Elliot Frazier, Alex Gehring, Daniel Coborn e Renan McFerland, surgiu em 2007 em Austin e, recentemente, lançou o primoroso álbum Color Trip, que tem tudo para entrar na lista dos melhores álbuns do ano. So High e Imagine Hearts são músicas que grudam como chiclete.

O que fazer em 3 dias em Paris?

domingo, setembro 12th, 2010

Lá vou eu dar uma passada rápida em Paris no próximo final de semana. Ainda dá tempo de pegar resquícios do verão, diferente da última ida em que eu passei dias debaixo de um guarda-chuva e me escondendo em cafés em busca de vinho para aquecer a alma gelada.

3 dias são praticamente um tira-gosto para Paris, mas a gente sempre dá um jeitinho de sair de lá satisfeita. Enquanto tento não pensar no tempo, mas no que fazer, aqui vão algumas dicas de como sobreviver por lá por tão pouco tempo. Chego no sábado, às 11h30 da manhã, ou seja, só um meio de tarde e noite para aproveitar nesse dia.

Antes disso preciso lamentar que os melhores shows do mês na cidade, acontecerão exatamente 1 semana antes da minha chegada. Murphy me persegue!

MUSICA:

No sábado, dia 18, tem o U2 passando por Paris com a nova turnê 360º. Quem abre o show é o Interpol. Apesar de não ser fã do U2, eu iria pelo show que costumam fazer e, ainda de quebra, reveria o Interpol. O problema é que não tem mais ingressos, óbvio! Pela dica do blog Conexão Paris, até achei um site que vende ingressos de pessoas que desistiram de ir (ou resolveram faturar algum!). O problema é que os preços estão bem salgados. Como eu não curto, prefiro deixar pra lá.

A boa é que consegui uma troca bem superior. Vou ver show do Wolf Parade, que EU AMO e passei 2006 e 2007 ouvindo a banda ininterruptamente. Quem abre o show é Peter Kernel, que é uma banda bonitinha, mas que costuma me tirar bocejos. Eles se apresentam no Point Ephémere, que eu nunca fui. O ingresso custa 18 euros. Nada mal!

No domingo rola uma noite de folk no Flèche D’Or com os canadenses Plants & AnimalsWoodPigeon, e a dupla francesa de shoegaze Yeti Lane. Vai ser tipo noite fofa para ser acompanhada de taças de vinho, conversinhas e um aconchego no coração! Hahahahaha….

Na segunda-feira o clube recebe a banda de indie-rock Band Of Skulls, que lançou recentemente o bizarro clipe “Fires”, que me remeteu a campanha “verão redondo”, da Skol:

Update: recebi uma dica arrasadora e acho que vai ser lá a fuga no dia 20, segundona, para uma noite de soul rock: Caveau des Oubliettes. (dica da @camilamatsubara).

ARTES:

Vou ter que otimizar o tempo. No sábado vou tentar correr e pegar Gabriel Orozco, que estréia essa semana no Centre Pompidou na sua primeira exposição na França. A exposição abre no dia 15/09 e vai até 03/01/11:


Gabriel Orozco
Enviado por centrepompidou. – videos de Arte e de animação

Ontem em Paris começou e vai até 23 de outubro a Biennale de Belleville, focada na nova arte contemporânea. São várias galerias participando com exposições individuais, performances e intervenções diversas, além de mesas-redondas e palestras sobre temas como a condição urbana e arte contemporânea. A bienal acontece em torno do Pavillon Carré de Baudoin.

Se der tempo eu quero dar um pulo em Versalhes, que eu não vou desde Maria Antonieta, aproveitar para ver a exposição do Takashi Murakami, que estreia por lá no próximo dia 14 e fica até dez/2010. Uma boa desculpa para dar uma escapada rápida de Paris.

COMPRAS:

Felizmente na minha atual situação, vai sobrar pouco tempo para as comprinhas, mas claro, não dá para deixar de passar na Colette, onde eu adoro comprar revistas; na H&M, que eu sempre acho coisas mais legais no que na da Suécia (onde termino a viagem); na Uniqlo para sair de lá vestida de Charlize Teron por 77 euros e quem sabe, na minha generosidade, trazer um slim fit jeans para o Ola ficar meio Orlando Bloom e, claro, virar Marais de ponta cabeça na segunda-feira para ver se rolam uns achados especiais.

COMIDINHAS:

Não dá para não ir na La Patisserie des Rêves, que faz qualquer um querer comer com os olhos.

Lapat

Quero conhecer o La Cordonnerie, que é o restaurante em Paris com a melhor cotação no Trip Advisor. Não sou tão paciente com esperas, então pode ser que ele fique para uma outra oportunidade. O restaurante que não pode faltar na listinha é o delicioso Le Saint Marthe, que oferece uma cozinha tradicional francesa de lamber os beiços.

Também tem que rolar um drink no La Perle, que após um passeio em Marais, é um ótimo pit stop.

Acho que o tempo acabou, tanto por aqui quanto o que vou ter por lá. Aqui tem um guia bacana para dar uma zapeada no que está rolando no momento.

Quem tiver alguma dica quentíssima, manda aí, porque vai ser sempre bem-vinda.

Blue Sunshine

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

Vi esse vídeo no Kitsuné Noir e concordo com o Bobby, que diz que o vídeo remete ao sonho. São imagens diversas, velhas e novas, misturadas que compõem o clipe da música “Blue Sunshine”, da dupla dinamarquesa Syntaks. A produção ficou nas mãos da própria dupla, que traduziu com maestria o clima onírico da música:


Syntaks – “Blue Sunshine” from Ghostly International on Vimeo.

Hope Sandoval para começar a semana bem

segunda-feira, agosto 17th, 2009

No próximo mês será lançado (oficialmente) o álbum “Through the devil softly“, da Hope Sandoval & The Warm Inventions. Passei a semana ouvindo massivamente esse álbum e é belíssimo e etéreo como todos os anteriores.

Escolhi um vídeo da música Suzanne, de 2002 que é uma das minhas favoritas: