Gasto parte do meu dia atrás de novas idéias e referências. Para quem não sabe, meu trabalho implica em gastar horas em blogs, facebook, myspace, orkut, twitter e qualquer outra rede social imaginada. Bebo das fontes Techcrunch e Mashable, além dos sites/blogs focados em social media. Ganho para isso e posso dizer que estou satisfeita, obrigada.
Por que tanto blá, blá, blá? Porque estou atrás de um estilo para o meu blog e confesso que ainda não encontrei. Hoje no twitter o Inagaki começou a discorrer sobre blogs 1.0 relembrando blogueiros que foram famosos e sumiram. Várias pessoas, incluindo moi, se manifestaram relembrando outros e também quando começaram. Eu fui atrás do meu primeiro blog, mas ele não está no ar, que deve ser mais ou menos de 1999. Depois eu migrei para o blogger em 2001 e passei muito tempo por lá, até aposentá-lo e seguir para o multiply e assim por diante, além de colaboração em tantos outros e os alter-egos espalhados por aí com meus codinomes.
Eu sempre tive um problema danado no tal FOCO. É, focar para mim é um sonho distante. Sou multi-desk. Estou sempre fazendo zilhões de coisas ao mesmo tempo. Estou trabalhando num ppt, falando com pessoas no msn, twittando, lendo meus feeds e emails, atendendo telefone. É difícil eu parar e ficar só em uma coisa, mas às vezes eu consigo tal façanha.
Claro que às vezes rola um curto-circuito. Dá aquela paranóia e vontade de sumir. Pego o caderninho, esboço alguns destinos, tomo uma cerveja e desencano. O lado bom é que raramente meus surtos viram o dia, mas quem não tem vontade de vez em quando de jogar tudo para o alto e sumir? Foi isso que fez eu iniciar este post.
Enquanto lia meus feeds me deparei com um que eu considero o mais curioso dos últimos tempos, além de ser bem criativo. Um australiano chegou neste ponto de querer uma vida nova. Pelo jeito o saco estava na lua de tão cheio. Pois bem, decidiu vender tudo e colocou a sua vida à venda no e-Bay.
Fez um site, o A Life for Sale, explicando tudo e o que está a venda. Tem carro, casa, moto, jet ski, spa e ainda 2 semanas de teste no emprego dele, além dos amigos, que parecem ser bons companheiros de farras. Assim que conseguir liquidar tudo, ele diz que vai pegar a carteira, o passaporte e começar uma nova vida.
Isso que eu chamo de atitude radical.
Via Quero te contar