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Back to the roots !?

terça-feira, janeiro 27th, 2009

E agora com tanto questionamento sobre a influência (ou não) da primeira-dama americana Michelle Obama na moda, cabe a nós brasileiros darmos nosso exemplo mais do que tardio. Considerado um “celeiro” de belezas tanto por sua história como por sua “mistura” racial, única e virtuosa; o Brasil já poderia estar passos à frente com relação a esse aspecto há muito tempo. Afinal, não deslocamos “montanhas” para ver Gisele nas passarelas, porque não temos o mesmo interesse com nossas e nossos belíssimos modelos negros?? Será que somente os “brancos”  (definição muito questionável no brasil…) compram moda ou até mesma a comunidade não dá muito apoio por medo, vergonha, segregação ou descaso??

Um tema que foi muito abordado no continente europeu em 2008, Naomi Campbell (muito famosa mais pelas atitudes negativas do que pelas ações comunitárias e opiniões verdadeiras), Miuccia Prada, etc, saíram da escuridão para expor uma realidade muito cruel da civilização ocidental. A “Vogue Brasil” algum dia faria um número especial somente com a beleza negra (algo realizado pela “bíblia” Vogue Itália, mesmo correndo o risco de perder poderosos patrocinadores…)?? Afinal, o Brasil olha mais para o mundo do que para si próprio?? E agora, subitamente, todos aqui sentem orgulho (mesmo estando milhares de kilômetros de distância da América do Norte) por terem (ELES) um presidente negro?!

Como acredito que uma imagem vale muito mas muitos mais que palavras, postei aqui as maravilhosas imagens de um dos últimos desfiles do recém terminado São Paulo Fashion Week. Desfile de André Lima, que seguindo com sua já conhecida mistura de cores e referências, nos deixa uma prova de que mulheres negras podem SIM serem refinadas e belas. Que o Brasil acorde de seu “pedestal do olimpo” e ao invés de somente focar metas econômicas em comparação a outros distantes países, olhe para si próprio porque SOMENTE assim seremos algo. E algo GRANDIOSO como podemos e merecemos…

YES, WE CAN !!!

SPFW (4ºdia) – no fio da navalha

quinta-feira, janeiro 22nd, 2009

REINALDO LOURENÇO – Visando o futuro, Reinaldo Lourenço evoca o passado nos dando, com maestria, uma demonstração de como seguir uma (e sua) trajetória. Segundo o estilista, o inverno necessita de uma estética forte, de impacto, não por menos elegante e limpa. Vermelho, prata e preto são as cores escolhidas. Inspirado no Art Deco, a linha , o equilíbrio e geometria são o fio condutor de toda a coleção, apresentada principalmente em vestidos nos mais diferentes tecidos (organza, cetim, lamê). Destaque para os vestidos em “escamas” de vinil e os lindos vestidos de franjas com espelhos (duas imagens das mais inspiradoras e um dos ápices de toda a semana de moda paulistana nesta edição). Um olhar mais criterioso relembra os maravilhosos sapatos e aneis futuristas, mas ressalta a desnecessária utilização dos vestidos cubistas-tridimensionais da parte final do desfile, algo excessivo ao tão desejado equilíbrio. Uma coleção moderna capacitada para aportar em outros mercados num futuro-presente tão incerto.

SPFW (2ºdia) – no fio da navalha

terça-feira, janeiro 20th, 2009

2º dia de desfiles outono/inverno 2009 no Sao Paulo Fashion Week. Sete desfiles, poucas novidades relevantes, segue os destaques do dia:

FORUM – Tufi Duek nos apresenta para o próximo inverno 2009 suas amazonas. Poderosas, dominadoras e sexys, elas caminham confiantes com suas botas de cano altíssimo (quero presenciar isso nas ruas…) ao som de rock (mais especificamente Pat Smith). O ponto de partida da coleção são os cavalos (um animal sensual,visceral e forte segundo o estilista) e todo o universo da equitação (fivelas,botas,rabos de cavalo,etc,etc). Couro, lã, crepe e jersey são seus tecidos emoldurados em casacos, ponches, vestidos de ombro único (com fivelas), curtos caftas drapeados ou esvoaçantes com barras bordadas. Com uma edição primorosa em looks monocromáticos em tons de negro ou branco, Tufi Duek agradará em cheio todas suas fieis escudeiras. Dispensando as estampas de cavalo (algo óbvio e muito utilizado pela maison Chloe), o desfile remetia algumas vezes aos últimos “ventos” soprados por Balmain, Gucci ou DSquared para se dizer a verdade. Mas ok, foi um desfile atualizado com o que qualquer pessoa encontraria em Milão ou Paris. Então a Sra. Dominatrix que estiver de viagem marcada para essas capitais europeias, dê uma passadinha lá na Oscar Freire e compre alguns “hot tickets” da coleção que assim voce “descerá” atualizada e adequada no velho continente.

ALEXANDRE HERCHCOVITCH – Alexandre Herchcovitch mais uma vez nos supreende. Nem tanto por seus “arrombos” estilísticos, mas por sua concepção mercadológica, coragem e força. Após um “release” cheio de referências distintas e até confusas, o que inspira na verdade Herchcovitch neste inverno é o significado da palavra caos (caos visual, caos das grandes metrópolis, antagonismo, choque e contraste). Desse ponto de partida a mistura de tecidos e texturas diferentes (até opostas em peso e caimento), as falsas sobreposições e as assimetrias dão o tom desta coleção. Paetês, tachas, bordados “sopram” um pouco de luz numa coleção difícil de “decifrar” mas altamente arriscada e corajosa para a atualidade. destaque para o look negro de Ana Claudia Michels, os leggings bordados e a ” bolsa pedra”, já hits deste inverno. No final, Herchcovitch mostra uma coleção, uma atitude (e um risco) que só alguns estilistas no mundo atualmente podem ter em meio a tantos conglomerados empresariais no setor. Confronto, ruptura e contradição sempre marcam a moda a um proximo passo. Good luck !!

SPFW (1ºdia) – no fio da navalha

segunda-feira, janeiro 19th, 2009

E o “start” foi dado ontem na Bienal ao Sao Paulo Fashion Week, maior evento de moda da America Latina. Em meio às crises financeira, econômica e de valores (??), estilistas apresentarão suas coleções de outono/inverno 2009. Segue uma síntese dos melhores momentos deste domingo:

FAUSE HATEN – “paixão” era o ponto de partida do estilista para sua coleção outono/inverno. Dividido em três partes delineadas por cores (violeta/vinho;  vermelho sangue; amarelo/branco) o que se viu foi o emprego de tecidos nobres (cetim, rendas) em looks com muitos drapeados mostrando uma mulher elegante, mas sexy sem perder a classe jamais. No entanto, algo se perdeu em meio a tantas cores e frufrus. Teria sido muito melhor se o estilista tivesse optado em mostrar somente a segunda parte (bloco vermelho sangue, emotivo e visceral) e desenvolvido mais looks  partir daí. Com um começo pesado e truncado e um final desconectado com o resto do desfile, muito se perdeu de impacto/mensagem em um desfile onde em minutos o estilista necessita explicar (e vender) um semestre de desenvolvimento. Fause Haten é famoso por mostrar muitos elementos em um mesmo desfile ou em um mesmo looks, no entanto, nos tempos atuais ao menos uma característica há que se reconsiderar: o menos é sempre mais.

OSKLEN – primeiramente devo dizer que sempre fui fã da Osklen (conceito/markenting, estilo, coleções) ainda quando seus desfiles eram realizados no Rio de Janeiro. Segundo, penso que a trajetória da marca chegou num ponto (exito e vendas), onde é necessário desvinculá-la com seu mentor/proprietário Oscar Metsavaht pois por detrás há uma grande e talentosa equipe. Portanto, algo a que se dizer: não foi uma de suas melhores coleções… algo faltou. Busca de novos valores? (para o mundo ou para a marca??) Uma nova ordem mundial? Se ainda os economistas e sociólogos não conseguem responder a isso, o que ficou claro para mim é que não encontrei essas respostas neste desfile. Experimentações em novas (e inúmeras) modelagens em moletons deixaram o desfile repetitivo e cansativo. Vale ressaltar os outros materiais utilizados como o couro vegetal (sem cheiro) entre outros que sempre fazem parte do conceito ecológico/sustentável defendido pela marca. Com uma atitude inusitada e tímida do estilista no final do desfile e uma “áurea” de sucesso intocável pairando sobre a imprensa especializada me pergunto: se esse exato desfile fosse realizado por algum estilista desconhecido ou novato as opiniões da imprensa seriam as mesmas???

PRISCILLA DAROLT – (DESTAQUE DO DIA) foi uma agradável surpresa o desfile de uma nova estilista como Priscilla Darolt. Partindo de inspiração de um frasco de perfume comprado pela mesma, o que se viu foi um ótimo exercício de modelagens, pesquisas de tecidos e uma nova forma de mostrar a sensualidade num país repleto de uma sensualidade exagerada, desgastada e de gosto duvidoso. Havia um “perfume” a la Balenciaga (diga-se a verdade), mas Priscilla seguiu firme apresentando uma cartela de cores preciosa (segundo ela, vindo da maquiagem), uma modelagem estruturada (com destaque para o cetim dublado e os plissados) em um desfile seguro e cool. Que as jovens e sensuais mulheres desfilem pelas festas vestindo essa estilista, o Brasil agradece.

Começa o SPFW inverno 2009

domingo, janeiro 18th, 2009

Hoje deu a largada no maior evento de moda do país: o SPFW. O tema desta 26ª edição é BRASILEIRISMOS, representados pela leveza e pela felicidade que povoam o imaginário do brasileiro, e sua relação única com o mundo que o cerca. Também será celebrado o centenário de nascimento de um dos nossos primeiros ícones internacionais, Carmem Miranda.

Confira o calendário do SPFW:

(mais…)

E a festa do Kenzo?

terça-feira, junho 24th, 2008

Eu já não sei falar sobre vários assuntos, moda ainda menos. Arrisco porque sou metida. Não a fazer crítica, porque aí a casa cai, mas falar sobre coisas que eu gosto. Dei pouco a pinta lá no SPFW porque a vida anda corrida por aqui, mas no final de semana fiz a fina e fui lá ver os amigos. Claro que o bom, especialmente no meu caso, foi conhecer pessoas e ontem bons cartões de visita deslizaram na minha bolsa.

A preguiça mor estava imperando, mas me rendi ao “social” e fui com o Didi a tiracolo para a festa do Kenzo, que rolou no Figa. Lugar chique, gente chique e linda (e muitos mal-educados), algumas interessantes e claro, muita mídia e gringaiada. A porta estava um fuá quando chegamos e o lugar já estava bombando. Meu nome não estava na porta como eu já imaginava. Olhei para a Adriana Recchi e pensei em dar uma chorada, mas meu orgulho não permitiu. Para melhorar nossa auto-estima, um amigo saiu esbaforido lá de dentro gritando “a festa está uma merda”, mas logo entrou de volta. Vai entender esses rompantes!

Decidimos que iríamos para a festa da Maria Garcia, mas ei que as moças simpáticas da porta nos convidaram para entrar e claro, pidões como só a gente, ainda deixamos o nome da amiga na lista delas para que ela pudesse entrar quando chegasse.

Lá dentro mal se podia respirar. Chegar no bar era desafio com direito a apostas. O problema é que o target da festa era dotado de pessoas com no mínimo 1,80 (as mulheres neste caso). A sorte é que apelei para o saltão 15 e me aproximei do target e do bar. Consegui a última taça de champagne, porque na seqüência passaram a servir só cerveja. E eu jurando que a noite seria regada de Veuve Clicquot. Aham! No som estava o Lovemaltine, que causou estranhezas com boas pitadas de maximal e eu era uma das poucas que não resistia em chacoalhar o corpicho.

E claro, todo mundo de sempre estava lá. Muitos vips de verdade e os faxionistas. Tava o moço carudo do Face Hunter, a Yaya, o gatinho curitibano do Disco Punk, os fofos do B-Luxo, a dona Chebel, o bonitinho do Florian, que foi com quem mais conversei e outras personas que conheço da pista, mas não lembro os nomes (tá, eu sei que é feio, mas o hd aqui tá no limite!!!). Conversei com muita gente estranha, fui fotografada junto com a Yaya na escada pelo moço do Face Hunter (mas que nunca publica foto com duas pessoas juntas), conversei com a Recchi que estava linda de morrer fazendo a oriental e quando me dei conta, o povo todo tinha fugido para a outra festa.

Por sorte meu casaco largado numa cadeira qualquer não chamou atenção de ninguém e se manteve lá jogado até eu decidir que era hora de ir embora. Eu até torci para que alguém o levasse e eu levasse outro por “engano”, mas não rolou (tá, eu confesso que não teria coragem, mas choraria pelo meu pobre Zara surrupiado).

O Lovemaltine deu lugar ao Zé Pedro e aí achei que era hora do tchau, afinal já tinha gente cambaleando demais. O Kenzo mesmo foi visto (por mim) na entrada da festa e claro que o babado maior é com quem ele foi embora, mas como aqui não é o Te Dou um Dado, eu não vou contar.

(fotos feitas pelo Eduardo Porfírio – o gatinho curitibano do Disco Punk)