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Festivais de verão na Suécia

quinta-feira, julho 28th, 2011

O que eu percebi na minha última viagem, é que nesse ano uma leva muito maior de brasileiros seguiu rumo à Europa através dos festivais de verão. Alguns dos principais já rolaram, mas a Suécia abriga alguns bem interessantes no eixo Gotemburgo-Estocolmo para quem ainda está decidindo como pegar carona nos festivais e ter um bom motivo para, finalmente, conhecer a Suécia, especialmente agora com os dias longuíssimos com cerca de 3h apenas de uma escuridão bem mais ou menos.

Aí vão 3 bons motivos para embarcar na Suécia em agosto, não só para quem gosta de música, mas também para quem é apaixonado por cultura em geral. De quebra ainda visita as duas cidades, que ainda está fora do circuito de turismo do brasileiro no geral.

O Way Out West acontece em Gotemburgo entre os dias 11 e 13 de agosto, reunindo grandes nomes da música que inclui pop, rock, hip-hop e eletrônica, como Prince, Kanye West, Pulp, Robyn, Fleet Foxes, Thåström, Explosions In The Sky, Janelle Monáe, James Blake, Santigold, Aloe Blacc. A programação acontece durante o dia e à noite, se estendendo aos clubes da cidade, teatros, museus, igrejas e parques. O passe para acesso a tudo custa em média R$ 350,00. Mais informações aqui (infelizmente já está quase tudo esgotado).

Na semana seguinte, entre os dias 16 e 21 de agosto, em Estocolmo, a grande pedida é o Festival da Cultura que rola na cidade. São cerca de 500 shows apresentados por cerca de 250 artistas, sendo que 99% da programação é gratuita, já que parte da programação acontece nas ruas e tem atraído anualmente cerca de 300.000 visitantes no período. O festival abrange jazz, opera, música clássica, pop, rock, soul, standup comedy, atividades para crianças, leituras, street art, fimes, artes, dança, etc. Clique para saber mais.

Para quem gosta de teatro, performances e dança, entre os dias 24 e 27 de agosto acontece o Stockholm Fring Festival, com artistas de mais de 40 países, que são escolhidos através de inscrições que são abertas para quem tiver o que mostrar. O valor é quase simbólico, R$ 65,00. Corra aqui para ver como funciona.


Para ver o que mais rola nesse verão sueco: http://www.sweden.se

*Esse texto foi produzido originalmente para Volvo Brasil

Que tal se hospedar no mundo de Tron?

sexta-feira, janeiro 14th, 2011

Todo mundo já ouviu falar que a Suécia abriga um hotel feito de gelo construído anualmente, já que no verão ele vira água. As férias estão chegando e se hospedar no Icehotel é no mínimo uma experiência completamente diferente. Como nos dias atuais estamos em busca de experiências inusitadas, essa não pode ficar de fora.

A cada ano um artista diferente é convidado para desenhar o hotel. Para esse ano foram convidados os artistas ingleses Ben Rousseau e Ian Douglas-Jones, que desenharam o Icehotel na versão Tron. Foram utilizadas lâmpadas especiais, que parecem estar congeladas, fazendo lembrar uma boate.

Se você se animou com a ideia, a boa notícia é que ainda há disponibilidade para este inverno, por diárias para um casal varia entre R$ 300 e R$ 1.000,00. Caso não tenha muita certeza se é uma boa opção, sugiro dar uma conferida nas resenhas feitas por quem já foi no Trip Advisor.

O hotel fica às margens do Rio Torne, em Jukkasjärvi, a apenas 200 quilômetros ao norte do círculo ártico na Suécia. O gelo para construí-lo vem do rio. O Icehotel possui cerca de 80 quartos, sauna, cinema, teatro, museu, dois restaurantes e o ABSOLUT Icebar. A temperatura dentro do hotel é de -5ºC e para suportar o frio e dormir confortavelmente, o hotel oferece sacos de dormir especiais, camas cobertas com peles e até um curso para dormir em temperaturas tão baixas. Quem foi, garante que o lugar é de tirar o fôlego e atividades não faltam

O Icehotel foi o primeiro hotel de gelo a ser construído no mundo. Hoje é possível encontrar outros hotéis do gênero em outros lugares gelados do mundo, como no Canadá, Noruega, Finlândia, Suíça, Romênia. Para saber mais sobre ele, acesse http://www.icehotel.com.

*Esse post foi originalmente escrito para a Volvo Brasil.

Simplesmente neve

quinta-feira, janeiro 6th, 2011

Eu amo neve. Lembro-me da primeira vez que vi, que senti, que me emocionei com ela. Lá estava eu passando uma temporada na Suécia. O ano era 1997 e tudo era novidade para mim. Tinha saído de um emprego confortável, mas entediante; de um relacionamento longuíssimo que achei que era para sempre, para me aventurar e iniciar a transformação que resultou no que sou hoje.

Cheguei na Suécia no início de outubro de 97. Ainda dava para sentir os resquícios do verão, mas logo já não era possível sair de casa sem uma malha, jaqueta, cachecol, luvas e botas. Nas filas das festas serviam café para amenizar o frio na espera. Só no início de dezembro é que vi os primeiros flocos de neve. Foi uma baita emoção. Por dias a fio tudo que eu queria era afundar meus pés na neve fofa, levar meus escorregões, sentir a neve batendo no meu rosto. Logo me mandei para Londres, onde troquei a neve por uma chuva constante.

Voltei a ver somente em 2007, quando fui para Praga. No meu último dia por lá, a neve chegou e me fez feliz novamente, porém durou pouco, pois logo embarcaria para Paris, onde a neve passava longe na época.

Há um ano atrás me reúne entre amigos e fomos passar o carnaval entre Suécia e Noruega. O intuito era esquiar. No nosso grupo de 6 pessoas, apenas um, apesar de ter viajado inúmeras vezes, nunca tinha visto neve. Quando cheguei na casa do Ola e vi a frente da casa com metros e metros de neve, com o mar a frente completamente congelado, abri o sorrisão, pois já sabia que me divertiria como criança. Não foi diferente. Quando todos chegaram e resolvemos atravessar o mar andando, logo nos jogamos na neve, fizemos “anjos”, pulamos, mergulhamos e ríamos. Parecíamos um grupo adolescente (talvez éramos). O Renato, que nunca tinha visto neve, era um dos mais animados do grupo. Depois disso seguimos pra Suécia e passamos uma semana com a neve cobrindo cerca de 70cm da casa e em algumas partes, mais de 1m.

Eu gosto do mundo branco, eu gosto do por do sol que ele nos proporciona, eu gosto da luz que ele emana, eu gosto da arte que ele cria sozinho. Não me canso de olhar à minha volta e ter o branco cobrindo tudo. Ela me acalma e realça a beleza do mundo.

casa do Ola e os amigos se divertindo no mar congelado

Ok, estou bem brega hoje, mas o vídeo abaixo super me inspirou e ainda ajudou a levantar o astral de um amigo que estava todo borococho hoje. Neve real agora só no final do ano. Se você estiver derretendo por aí como eu aqui, dá um play e contemple:


Dutch Winter from Kasper Bak on Vimeo.

Journeys of Inspiration: next stop Sweden

sexta-feira, junho 18th, 2010

Fui convidada pela MediaContacts para ser uma das “inspiradoras” no concurso que desenvolveram para a KLM, que explora os 5 sentidos: audição, paladar, olfato, tato e visão. Foi convidada uma persona para representar cada um dos sentidos. Eu na audição, Ricardo Cobra , do blog Homem na Cozinha (paladar); Cristiana Arcangeli (olfato); o designer e ilustrador Eduardo Souza Campus (tato) e o fotógrafo Daniel Mitsuo (visão).

O objetivo é inspirar os usuários associarem os 5 sentidos a um dos mais de 240 destinos operados pela KLM. Cada semana é um sentido explorado e no final das 5 semanas, os 20 participantes com mais votos irão para a segunda fase, para concorrerem a 5 passagens para Amsterdam.

Quando me convidaram, meu desafio era escolher um dos 240 destinos, me inspirar no destino escolhido e produzir um mixtape. Não tive dúvidas quanto ao destino, corri para Estocolmo, já que a Suécia é atualmente meu paradeiro constante. Também foi uma forma de homenagear meu namorado Ola, que é quem tem me proporcionado surpreendentes momentos naquela ponta da Europa.

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Não canso de dizer que a Suécia é um dos países mais lindos que já visitei e, de fato, inspira. São as paisagens de tirar o fôlego, o povo bonito, a música, a arte, o design, a propaganda. É linda nas 4 estações, todas bem definidas. A Suécia é para mim um país acolhedor, divertido, relaxante, inspirador…. é o lugar que sempre quero voltar.

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Coincidentemente eu já tinha passado 3 meses por lá há 10 anos atrás e, na época, não foi uma das minhas melhores experiências. Cheguei no início do inverno, no meio do nada e, num momento em que eu mal sabia quem eu era. Fiquei entediada, fugi e não quis voltar. Cresci, voltei e me apaixonei!

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Hoje eu falo: quem vai para lá na hora certa não deixa de se derreter pelo país. Na última ida levei mais 4 comigo, que agora ficam perguntando quando iremos voltar. Um já retornou e voltou querendo mais.

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A Escandinávia não está nos nossos primeiros roteiros, mas tem que estar. Eu recomendo: não morra antes de ir para lá.

Quanto ao meu mixtape, eu escolhi os artistas suecos mais pops (e ainda faltaram alguns) e escolhi um mix de Suécia e Brasil para fechar. Ouve aí e divirta-se:

Swedish mixtape by lalai

Agora aproveita, se inspire, participe do concurso para garantir uma ida até Amsterdam e dá uma esticada até a Suécia, porque eu juro: você não vai se arrepender. E, se precisar, ainda te encho de dicas bem valiosas.

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O primeiro vídeo a gente nunca esquece

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

Rendi-me aos apelos da Ana Laura e comprei uma filmadora. Não filmei o suficiente das minhas férias, mas consegui produzir meu primeiro vídeo (tosco) com alguns dos melhores momentos. Como faltaram alguns, eu roubei no jogo e coloquei fotos, o que fez o vídeo ficar mais tosquinho, mas como o primeiro vídeo a gente nunca esquece, eu estou aqui me derretendo com minha primeira produção.

Aproveito para desejar PARABENS para a Gaby Hunnicutt, que viajou comigo e agora está em Lisboa com o restante do grupo comemorando seu novo ano. Por aqui brindamos por ela e desejamos o melhor, afinal a moça merece.

Entre os melhores momentos do vídeo, não há como negar que a parte 2:29 é a melhor, mas virou piada interna. Nesse momento temos o Marcos com as pernocas cruzadas com medo de se soltar, a Gaby, Renato e o Roger no chão. Eu estou filmando e também congelada com medo de soltar o corpicho e deslizar na neve, que como já sabem pelos posts anteriores, foi um desastre.

A trilha sonora é  Wouldn’t It Be Nice (The Girls Can Hear Us Remix), do Beach Boys:

Escandinávia em duas estações diferentes

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

Quando planejamos férias e temos apenas uma grande oportunidade por ano, buscamos por lugares novos pelos quais ainda não passamos. Eu sempre fui assim, inclusive tinha um plano por 5 anos, que ia além da Europa e América, mas ainda não consegui sair desses dois continentes.

Nas minhas férias do ano passado eu vim passar o verão na Suécia com direito a uma esticada até a Noruega e Paris, que é a melhor conexão para chegar na Escandinávia e me faz separar uma semana para a capital francesa. Durante essas férias eu fui a uma estação de esqui pela primeira vez na vida, em Trysil, Noruega, porém era verão e o máximo que consegui foi contemplar a paisagem e sonhar com ela no inverno. Voltei ao Brasil decidida que voltaríamos para esquiar, num lugar que está totalmente fora da rota de esqui de qualquer pessoa que esteja em algum canto do mundo que não seja na Escandinávia.

Cá estou com o sol batendo na minha cara através da janela, que tem neve até a metade. A temperatura marca -9ºC lá fora, mas aqui dentro nos aquecemos com mais de 20 graus graças a um bom aquecimento. Hoje podemos diferenciar o que é céu e o que é montanha, enquanto ontem tudo parecia se condensar, já que o branco tomava conta tanto da terra quanto do céu.

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A nossa viagem começou em Gotemburgo, que para quem não conhece, é a segunda maior cidade sueca, mas para nós ela é menor que Campinas, com pouco menos que 1 milhão de habitantes. A cidade esbanja charme no verão e no inverno, mas mostra faces diferentes. Eu mal reconheci a cidade em que estive há 8 meses atrás. As ruas são movimentadas mesmo no inverno o que me chamou a atenção foi a quantidade de carrinhos de bebês indo e vindo por todos os cantos.

O Centro é um dos melhores lugares para ficar e 2 dias são mais que suficientes para conhecer a cidade. Do aeroporto o melhor é pegar o ônibus que vai até a cidade caso estejam em até duas pessoas, se o grupo for maior, vale rachar um táxi. A corrida custa em torno de R$ 100,00, enquanto de ônibus custa R$ 20,00/pessoa. Quanto a hospedagem, recomendo o Hotel Flora, que tem uma ótima localização e é bem charmoso. O preço é bem acessível: a diária para casal gira em torno de R$ 250,00, incluindo café da manhã, ou seja, mesmo preço que um hotel 3 estrelas em SP.

Para os amantes de design, a cidade é uma ótima pedida, pois há lojas e mais lojas e a Suécia é um dos países que oferece o melhor do design no mundo. Para presentinhos a Design Torget é uma das melhores alternativas, pois tem muitos objetos curiosos e coisinhas para casa que você olha e se pergunta porque ninguém pensou naquilo antes. Os preços são bem acessíveis.  Outra loja indispensável é a Engelska Tapetmagasinet, que tem um acervo incrível de papel de parede e dá vontade de encher o carrinho de rolos e mais rolos, pena que os preços não são tão atrativos, como em Buenos Aires, por exemplo. De qualquer forma ainda são melhores que no Brasil, onde papel de parede custa uma fortuna.

Para quem está atrás de cultura, a cidade oferece também boas opções. Uma delas é o Museum of World Culture, que tem sempre mostras temporárias de arte contemporânea, além de abrigar performances, teatro e mostras de filmes. Agora por exemplo, o museu está com uma mostra de cinema Bollywood. A boa é que a entrada é gratuita. A arquitetura do museu também é magnífica e assinada pelos arquitetos Cécile Brisac and Edgar Gonzales.

Gotemburgo é também um paraíso gastronômico, mas com preços salgados. Para quem quer experimentar a comida típica sueca, recomendo separar uma hora para almoçar no “mercadão“, que fica no Centro, o Östermalms Saluhall. O almoço concorrido é no Kåges Hörna, que tem um preço bem convidativo, mas nada de conforto. A comida é bem típica e servida no balcão, o preço do prato do dia é em torno de R$ 20,00 por um almoço bem servido.

Um dos melhores cafés da cidade é no Da Matteo, que tem duas lojas, uma menor que serve cafés e beliscos, na Södra larmgatan 14, 411 16, e a outra que serve comidinhas e uma deliciosa pizza, na Vallgatan 5, 411 16. E o público que frequenta o local é uma atração a parte.

O transporte é eficiente, mas não muito barato. Para passes de tram individuais, o preço é de 25 coroas suecas por viagem, ou seja, aproximadamente R$ 7,00 e nunca são comprados no próprio tram. Caso não seja inverno, sugiro um passeio de barco pelo canal principal que corta toda a cidade. Infelizmente no inverno ele congela completamente (como tudo por aqui).

Caso o interesse seja Estocolmo, mas haja um tempinho de sobra, eu recomendo passar por Gotemburgo. Para mais informações acesse o site oficial e o I love Goteborg.

A diferença maior entre as duas estações (verão e inverno) foi em Ljungskile, que fica no litoral a 50km de Gotemburgo e onde mora a família do Ola (aka meu namorado). É um vilarejo com cerca de 4.000 habitantes e com uma paisagem de tirar o fôlego. Fiquei numa casa que fica incrustada numa pedra de frente para o mar com uma ilha bem em frente.

Casa do Ola - foto tirada by Rseefo do mar

Casa do Ola - foto tirada by Rseefo do mar

No verão o lugar é ótimo para velejar, no inverno o mar congela totalmente e vira uma área de pesca, em que os moradores fazem buracos no gelo e ficam pacientemente esperando um peixe fisgar sua isca. Nesse inverno a neve chegou a 30cm e cerca de 1m de gelo. A paisagem é inóspita e não tem como não achar curioso estar caminhando sobre o mar, ir e voltar de uma ilha para outra andando, puxando um banquinho e treinando a paciência com a pesca e até passeando com os cachorros. Olha abaixo a foto que eu tirei no verão e a que tirei no último final de semana, no ápice do inverno:

no verao

no verao

no inverno

no inverno

Gosto bastante dessa mudança mais marcante, em que os lugares se transformam em cada estação do ano. A Suécia é um dos lugares mais lindos que já visitei. A natureza é abundante e tudo é muito bem cuidado. O inverno restringe a ida a alguns lugares, que se recolhem no frio e não há muito o que fazer.

Depois da Suécia seguimos para Trysil, na Noruega, onde fica a maior estação de esqui da Escandinávia e recebe turistas suecos, noruegueses e dinamarqueses, que são considerados por aqui os piores esquiadores do norte. Viajamos via Oslo e a vista é bem repetitiva, pois são grandes campos brancos com pinheiros altos cobertos de neve. Não tem como não fica embasbacada com os grandes rios completamente congelados.

Trysil by Ola Matsson

Trysil by Ola Matsson

Trysil foi a região mais branca em que chegamos. Num dia fechado o céu se confunde com as montanhas. É um pouco surreal, pois você não sabe onde termina a montanha e começa o céu. As casas tem neve até a metade delas pelo menos. A vista da nossa casa é de frente para uma das montanhas e não há como não se emocionar com ela. O silêncio é puro aconchego e a roupa adequada nos aquece no meio da temperatura baixíssima fazendo com que a gente role na neve sem qualquer problema.

eu fantasiada de esquiadora

eu fantasiada de esquiadora

Os preços na Noruega são exorbitantes. Numa estação de esqui eles dobram. O copo de 500ml de cerveja custa num bar no mínimo o equivalente a R$ 20,00. Converter é algo proibido caso queira diversão. Uma semana de aluguel de equipamento completo e acesso as estações somam mais ou menos R$ 1.000, além de gastos com comida, viagem e hospedagem caso não tenha onde ficar.

Nos lugares que fomos as pessoas estranham bastante o fato de sermos brasileiros e vir esquiar por aqui, pois a Escandinávia não está listada nos melhores lugares para se esquiar no mundo.

Essa é a primeira vez que eu me aventuro no esqui e confesso, não nasci para ele. Mal consigo me equilibrar nos esquis e passo a maior parte do tempo tentando levantar do chão, pois mais caio do que fico em pé. Do grupo de 6 eu fui o grande desastre da turma e por enquanto não consegui ultrapassar o espaço onde as crianças treinam suas primeiras esquiadas. Porém a sensação de esquiar (no pouco que eu consegui) é de uma liberdade inacreditável e é o que me faz encarar o esporte novamente. Vale a penca cada queda, cada centavinho, cada mico.

Vir para uma estação de esqui é alternar o tempo entre esquiar e ficar em casa sem fazer nada, o que é muito bom, já que pouquíssimas vezes temos oportunidade de não fazer nada. Mal ligamos os computadores e nem mesmo os livros. Apenas nos entregamos às nossas taças de vinhos e muita conversa, sempre com nosso cartão-postal como contemplação.

nossa paisagem diária vista pela janela da sala

nossa paisagem diária vista pela janela da sala

A dica que dou aos iniciantes como eu que desejam se aventurar a tal arte, é que dêem um jeito no condicionamento físico antes, pois isso ajuda bastante, especialmente a se levantar de cada queda. Aos que nunca pensaram no assunto, eu sugiro colocar na lista de coisas para se fazer antes de morrer, pois a sensação é realmente inacreditável.

*eu dedico esse post à saudosa Marisa (in memorian) pela Suécia ter sido um dos seus cantos favoritos no mundo e ela sempre se mais faz presente quando estou por aqui, inclusive nos meus sonhos

North Kingdom Reel

quinta-feira, janeiro 7th, 2010

Muito foda esse reel da agência sueca North Kingdom, com cases selecionados entre 2003 e 2009. Ah, esses suecos, viu? Sempre me fazem virar os olhinhos:


North Kingdom Showreel 2009 from Designchapel on Vimeo.

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Electro para animar o domingo

domingo, outubro 4th, 2009

Adorei a sueca Emmon, que descobri no blog Arjanwrites. Electro bem energético e empolgante:

Campanha para turismo na Suécia

quarta-feira, agosto 19th, 2009

Todo mundo sabe que ando uma fã de carteirinha da Suécia, mas antes mesmo do Ola, eu já morei no país por 3 longos meses invernais. Sobrevivi à escuridão e à depressão que se abateu nos meus amigos suecos na época, afinal não é nada fácil encarar graus e graus negativos e ter no máximo duas horas de claridade por dia.

Na época eu fiquei numa cidade afastada do mundo chamada Örebro, que fica no meio do nada. Hoje entendo perfeitamente a razão do meu tédio, mesmo em meio a um pouco de diversão que tive. De qualquer forma, eu voltei certa de que a Suécia estava entre os países mais bonitos do mundo (ok, eu não conheço o mundo inteiro). As cidades pequenas parecem que são de contos de faz-de-conta. Estocolmo beira à perfeição e só estando lá para entender.

Em junho eu retornei ao país, mas dessa vez com sorte triplicada: com um namorado sueco (lindo) a tiracolo, verão e fui para uma cidade maior, Gotemburgo. Passei dias dizendo que eu estava no país do “uau”, afinal a cada canto que o Ola me levava, eu ficava sempre embasbacada com tamanha beleza. Com certeza estive nos lugares mais lindos que já fui na minha vida. Dessa vez sem qualquer exagero. Desde então me tornei fã oficial do país e a vida perfeitinha seria passar o verão lá e o restante do tempo por aqui. Who knows?

Hoje vi no NotCot uma campanha de turismo da Suécia focado no público inglês: Dave goes to Skåne , que mistura animação (Dave) com o real. Os vídeos são tão bons, que não tem como não parar e assistir todos:

Mais vídeos aqui.

Dazed Raw Blog Awards

segunda-feira, agosto 17th, 2009

Há um tempo atrás eu escrevi sobre o concurso de blogs da Dazed em parceria com a Raw. Os finalistas já foram escolhidos nas categorias: música, moda, arte & cultura e fotografia. Gostei da seleção final, tem alguns blogs bem conhecidos, mas há algumas novidades no meio (pelo menos para mim).

Já abra o bookmarks ou seu leitor de feeds e adiciona, porque tem um monte de coisa legal. Vai até lá com um tempinho e dê uma boa zapeada. Aliás, entre vários, eu amei o blog de moda dessa sueca Elinkan, que como várias que conhecemos fotografa seus looks diários. Amei o estilo dela e as fotos também são incríveis.

Aparentemente ela se diverte um bocado na gélida Suécia:

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Dá até uma vontade de arrumar as malas e ir morar lá.