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Previsões & relatórios de Social Media

quinta-feira, abril 8th, 2010

Adoro previsões e recentemente comprei no eBay uma bola de cristal, para poder estimar impacto de ações para os meus clientes. Às vezes ela me surpreende, às vezes ela me decepciona.

Quem trabalha com Social Media sabe que há estimativas que são impossíveis de prever, como, por exemplo, quantos views vão ter um determinado vídeo. Outra solicitação comum é “plano de seeding para viralizar um vídeo ou uma ação”. O verbo “viralizar” me causa arrepios há pelo menos 2 anos. Vou eternamente agradecer a Viral Factory por ter falado na palestra que fizeram no NBC09, que eles fazem “virais”, mas nenhum irá custar menos de US$ 300mil. Um exemplo do que fizeram e jamais alguém diria que custou o que custou, foi o XXX Party, da Diesel.

A notícia boa é que tem muitos projetos bacanas de Social Media rolando no Brasil. Há muito o que aprender e a aplicar, além de quebrar de uma vez algumas por todas algumas crenças: não é fácil e nem barato fazer um viral, social media não é apenas seeding e ações com blogueiros.

Outra notícia boa é que há muito material bom espalhado pela web sobre o assunto. Resolvi compartilhar alguns reports que valem a pena serem estudados, seja por quem se interessa pelo assunto, seja para quem trabalha com publicidade e comunicação ou apenas para aqueles que gostam de ler sobre tendências. Have fun!

Predicting the future with Social Media by Social Lab HP – acabou de sair do forno e é um estudo bem interessante, que faz um estudo para prever receitas de bilheterias de filmes, a partir de comentários no Twitter. A escolha foi feita porque filme é um assunto de interesse e muito discutido nas redes sociais, além de ter uma variação elevada nas opiniões. Os resultados também podem ser obtidos a partir das receitas das bilheterias. O estudo está bem detalhado e focado no Twitter.

- 20 eBooks gratuitos sobre Social Media

- 10 Ideas for the new decade by Edelman – não é somente sobre Social Media, mas tendências para essa década. O relatório se inicia justamente falando sobre como as redes sociais alteraram os modelos de negócios. E depois discorre sobre mobile, localização, mas sempre com social media permeando todas as frentes dos negócios.

- 25 eBooks, relatórios e artigos gratuitos sobre Social Media – tem do básico, de como começar um blog nos negócios, o que é Social Media até SEO na Web 2.0. Dá para perder um bom tempo por lá.

- EConsultancy, tem estudos de várias áreas. São todos pagos, mas a amostra do relatório, que é gratuita, já tem bastante informação valiosa.

- Behaviorgraphics Humanize the Social Web – um bom estudo feito pelo Brian Solis, para ajudar as empresas a estarem nas mídias sociais de uma forma mais humana, pois muitas empresas criam uma lista de onde precisam estar (um blog aqui, um podcast ali) para alcançar seus objetivos de marketing. Uma abordagem coerente é focar no público-alvo e definir qual tipo de relacionamento a marca quer construir com ele, baseando-se no que estão preparados para ter como relacionamento. A Forrester classifica comportamentos de social computing em uma escada de 6 níveis de participação, usando o termo Tecnographics “Social” para descrever a análise da população de acordo com a participação nesses níveis. Marcas, sites, e qualquer outra empresa que buscam as tecnologias sociais, devem analisar seus clientes no Technographics Social primeiramente, e a partir daí criar uma estratégia baseada nesse perfil. A partir daí ele descreve a hierarquia desse gráfico.

- The Global Social Media Check-up feito pela Burson-Marsteller, analisando a lista Fortune 100, nos EUA, para identificar como se e como elas estavam usando as mídias sociais. O resultado mostrou que 79% das empresas estão nas redes sociais e aponta o Twitter como a plataforma favorita. (dica do @barbato)

- A World of Connections – A special report on social networking, feito pela revista Economist e é pago. Faz uma análise bem detalhada do comportamento nas redes sociais, mostra as oportunidades de empresas pequenas tornarem-se grandes usando as mídias sociais, citando cases, além de discutir sobre privacidade. Vale a pena eu compartilho com meu leitor a minha compra.

- Blog Social Media por Raquel Recuero, que é uma expert no assunto e sempre tem artigos e discussões bem interessantes.

***esse post está em construção – farei updates para compartilhar uma boa lista que tenho separada por aqui, mas para não demorar para sair, já dá para ir aproveitando algumas dicas

We love WGSN

segunda-feira, março 22nd, 2010

Para quem curte tendências, o WGSN é uma das paradas obrigatórias, mas ter uma assinatura requer um investimento não muito acessível a todos. Foi lançado o novo portal e para aproveitar o lançamento, criaram uma ação aqui no Brasil para os fãs do site. A ideia é que você declare seu amor ao WGSN com foto ou vídeo, poste na comunidade no Facebook a sua declaração e as 3 que tiverem mais votos do público (ou “curtir”), ganha uma assinatura de 6 meses. Se você como eu sonha com uma assinatura, coloca toda a sua criatividade para fora e manda bala.

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2010: tendências

terça-feira, dezembro 1st, 2009
future by h.koppdelaney

future by h.koppdelaney

Final de ano e as previsões para o ano seguinte já bombando. No ano passado eu tentei mapear as principais tendências para 2009 aqui no blog, além de dicas de sites focados no assunto. Muito do que se lê a respeito de “tendências” já é realidade. O próprio relatório FEED 2009 da Razorfish já demonstra isso. A experiência do consumidor é essencial, o diálogo entre ele e a marcar é algo que já deveria ser o básico, já que a informação é livre e o boca a boca é um dos maiores fatores de decisão na hora da compra.

2010 também é analisado como um ano de mudanças incríveis no marketing, eu diria que essas mudanças já estão rolando há algum tempo. Esses dias participei de uma reunião envolvendo uma grande marca, que tem foco no verão e sempre lança grandes campanhas nessa época do ano. A minha vizinha de mesa, que passou a vida trabalhando em agências “offline”, quase caiu para trás quando fomos informadas de que em 2010 a marca não faria a habitual campanha, que o foco e esforços seriam concentrados na web. Isso mesmo, a marca que passou os últimos anos gastando uma fábula com campanhas na TV e mídia impressa está mudando seu “jeito de fazer propaganda”. Para quem trabalha com Internet e está acostumado a lidar com budgets reduzidos, que geralmente não ultrapassam 10% do investimento anual estão invertendo: reduzindo o budget para marketing e aumentado o investimento para campanhas na web.

No último NBC09 alguns palestrantes afirmaram que o anúncio de TV não está morrendo (e também não acho que esteja), mas ele precisa se reinventar cada vez mais, especialmente numa década em que o sonho de qualquer marca é emplacar um “viral”, sendo que são poucos que conseguem e geralmente com um investimento altíssimo.

Abaixo algumas apresentações, relatórios e posts sobre 2010:

16 tendências em Social Media pelo Agent Wildfire, que não tem nenhuma novidade para quem vive focado em mídias sociais há pelo menos 1 ano: conteúdo diferenciado, SEO, ser o primeiro a fazer, construir relações influentes e por aí vai, mas tem insights interessantes.

Web 2010 – Ten trends defining your future, feito pelo Jay Berkowitz, CEO do Ten Golden Rules, em que ele fala sobre as inovações que estão conduzindo negócios ao sucesso, os melhores sites de social media para negócios, futuro do Google, como usar a internet para construir sua marca de forma personalizada, como ganhar dinheiro com Social Media, etc. O objetivo da apresentação é mostrar como as empresas e pessoas podem se diferenciar e ter sucesso online.

10 Trends to watch in 2010, por David Stutts, mostrando o que vai ser a bola da vez no próximo ano e o porquê. Entre suas previsões tem realidade aumentada indo ao mainstream, P2P (pagamento por celular), QR Codes (aqui será que vai pegar?), e-commerce nas redes sociais, crowdsourcing, aplicativos para celular, etc.

Five Social Media Predictions for 2010, pelo Social Media Today, também traz realidade aumentada em primeiro lugar, depois cita geotagging e colaborações em desenvolvimento de aplicativos.

8 Social Media Predictions for 2010, pela Navstar Inc., em que para mim o ponto principal é que o 2.0 vai  (já está chegando) ao mainstream. Se você não está no Twitter, Facebook e Youtube, vocês simplesmente não está na Internet.

Six Social Media Trends for 2010, pela Harvard Business, em que aponta em primeiro lugar que Social Media será cada vez menos social, fazendo com que as redes se tornem cada vez mais exclusivas.

O ZDNet publicou um artigo bacana questionando se em 2010 as mídias sociais vão alcançar a ubiquidade (a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo).

A Techflash promoveu uma mesa redonda para tentar prever o futuro do Twitter, Google e outras marcas. Chegam a prever até os valores das ações dessas companias até o final de 2010. Para eles o twitter é um veículo promocional, enquanto o facebook é um veículo social, ou seja, o twitter tem mais potencial de fazer receita. Vamos ver!

A CNBC fez uma previsão sobre consumo no próximo ano e já começa afirmando que os consumidores voltarão no estado de hibernação após as férias, pois aprenderam a viver com menos.

Para quem é da indústria, vale a leitura das previsões feita pela Luxoft, que também não deixa a Social Media de fora.

A Mintel fez previsões para as tendências que impactarão no desenvolvimento global de produtos novos focado no ramo alimentício.

Vale sempre conferir os briefings do Trendwatching e assinar os feeds do WGSN, The Cool Hunter, Trendspotting, Trendcentral, Springwise e também recomendo o 180360720.

O que eu acho bem interessante é fazer comparativos das previsões que rolaram para 2009, analisando o que realmente se tornou realidade, o que ainda se apresenta como tendência ou o que foi uma previsão furada.

Achei interessante essas previsões globais feitas em 1996 para o ano de 2010 pelo NIC. Também há previsões globais para 2015, 2020 e 2025. Isso que é ter bola de cristal.

Aproveitei para dar uma olhada no Google Zeitgeist, que aponta as palavras mais buscadas. Apesar da crise econômica, escândalos diversos, Olimpíadas, catástrofes, as maiores buscas foram relacionadas às redes sociais, sendo que o Orkut lidera o ranking, depois vem youtube, hotmail e os dois grandes termos buscados foram “futebol” e “gripe suína”. A Geisy não apareceu.

Ainda em dezembro eu vou fazer uma análise do previsto para 2009, o que de fato aconteceu e o que continua como previsão para 2010. Acho que vale o exercício.

Também agradeço contribuições para esse post com novas sugestões de relatórios e/ou posts relacionados à 2010.

Razorfish: FEED 2009

segunda-feira, novembro 9th, 2009

Saiu no início do mês o novo report da Razorfish, o FEED, focado no comportamento do consumidor. Esse ano eles mudaram um pouco o foco para entender melhor como o mundo digital tem mudado a interação dos consumidores com as marcas.

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O que eles identificaram? Que a experiência é essencial. Tanto é, que as experiência estão se tornando a nova publicidade. E essas experiências estão impactando diretamente na forma como o consumidor percebe a marca e decide pela compra do produto e/ou serviço.

Também perceberam que os consumidores estão envolvidos com as marcas em todo o meio digital.

A Razorfish deu uma boa incrementada na forma de distribuição do relatório, além da versão em pdf, também disponibilizaram todos os charts e uma versão no Blurb, para quem prefere o estudo em versão impressa.

Pegando carona no espírito do Stewart Brand, que proclamou que a “informação deve ser livre”, disponibilizaram todos os dados e gráficos utilizados no estudo para aumentar a análise e utilização do material, além de convidarem todos para debater o relatório, tanto no blog quanto no Twitter, utilizando a hashtag #FEED09.

Mãos à obra!

Relatório ‘Você Sabia?’ edição 4

terça-feira, setembro 22nd, 2009

Essa é mais uma daquelas vídeo-aulas que a gente acha pelos YouTubes e SlideShares da vida. Mas esse vale a pena. Bem completo, o vídeo – que foi produzido pela Shift Happens em parceria com o The Economist – consolida muito dos achismos da gente que fica de olho nas tendências de web e comportamento do usuário quanto aos meios de comunicação tradicionais e seus números, os digitais, convergência, as novas tendências…

É aquela história: “It’s easier than ever to reach a large audience, but harder than ever to REALLY CONNECT” — todo mundo hoje pode ter os seus 15 minutos de fama. Mas esses 15 minutos já não duram mais nem 15 minutos. Aparecer e impactar milhões não é mais tão difícil. O desafio hoje está em criar experiência, fidelização, seguidores.

O conteúdo é parte do Fórum Anual de Convergência de Mídia, que acontece em Nova York, em outubro.
Clique aqui se quiser ver o relatório Você Sabia em sua edição 2, de 2007.

[a dica foi do Daniel Perlin]

Next Big Sound

segunda-feira, agosto 10th, 2009

No último post que eu escrevi sobre “o que as pessoas estão ouvindo por aí”, o Fabricio deixou um comentário sobre uma recente descoberta dele: o Next Big Sound, que eu estou completamente in love. Eu até ia complementar o outro post com a informação, mas achei tão genial, que resolvi fazer um post a respeito.

Eu sou fascinada por estatísticas e o Next Big Sound é exatamente  isso: uma grande estatística musical. Ele faz uma combinação de várias ferramentas separada por artistas e fãs, utilizando o myspace, iLike, last.fm, além de considerar o Twitter e Facebook. O site mostra o que está sendo mais postado em blogs & hype machine, a lista da Pitchfork, vídeos, top songs no iTunes e também cria uma lista a partir da preferência dos usuários.

Next big sound é the next big thing.

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O que as pessoas estão ouvindo por aí?

segunda-feira, agosto 10th, 2009

Minhas redes sociais favoritas são as relacionadas à música. Como todos estão carecas de saber há várias boas, outras não tanto, mas indispensáveis como o myspace. Entre redes e sites especializados o que mais utilizo são o Hype Machine, last.fm, SoundCloud, além das dezenas de blogs de música que acompanho diariamente.

No mês passado uma dupla de suecos (tinha que ser!) criou o CitySounds.fm, que é uma lista com as maiores cidades do mundo com o que as pessoas estão ouvindo. O site é dividido por cidade, que busca no SoundCloud o que as pessoas estão ouvindo dividindo por cidade e as fotos das cidades vem diretamente do flickr.

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Por aqui eu acho que o SoundCloud não é a ferramenta mais utilizada (por enquanto), tanto que na minha busca por São Paulo veio música ouvida no final de semana e não em tempo real. Quando você clica na cidade, automaticamente o streaming inicia e aí dá para ter uma ideia mais clara do estilo que está mais em evidência em cada cidade.

Resumindo: é mais um meio para pesquisar as tendências de música no mundo, pois muitas vezes achamos que o que está bombando por aqui, está bombando no mundo e nem sempre isso é real, além de ser também um bom jeito de descobrir coisas novas (ou velhas que desconhecemos).

Via

Briefing Trendwatching

terça-feira, maio 5th, 2009

Para quem curte tendências, o site Trendwatching é indispensável, assim como o report anual que eles fazem. Hoje saiu o briefing de maio e está disponível para baixar em pdf.

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Onde está todo mundo?

quinta-feira, abril 30th, 2009

A revista Baekdal publicou uma análise fantástica sobre como as pessoas se conectam numa viagem de 210 anos de história e desenha uma previsão para mais 10 anos. Onde estávamos, onde estamos e para onde vamos?

2009 é o ano em que tudo é “social” e mostra que a Internet é quem domina o mundo atualmente. O jornal está morte, as pessaos vêem TV cada vez menos, os sites tradicionais estão morrendo e o novo rei da informação é qualquer um, usando redes sociais para se conectar e se comunicar.

Olha que bacana: nos últimos 210 anos vimos uma evolução fantástica da informação:

1) consegue a informação em lugares distantes
2) consegue ao vivo
3) vê ao vivo
4) consegue decidir quando ver algo e o que ver
5) nos permite fazer parte e comentar
6) publicamos nossas próprias informações
7) … e em 2009… somos a informação

Mas 2009 é também o início da próxima revolução, porque tudo que sabemos é sobre mudanças. E em 2020 o tradiocional estará morto, pois de acordo com a análise nos próximos 5-10 ainda teremos mudanças no formato da informação e tudo que estiver na forma tradicional não resistirá.

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Ótimo material para as agências “onlines” deixarem seus ppts ainda mais vendedores. Quem disse que o mundo já está convencido pelo óbvio? Estamos apenas no começo, especialmente quando se fala de Social Media, que todos querem, mas querem porque acham que é ali que vai fazer campanha sem tirar um tostão do bolso.

Social Media não é BTL, é o futuro e que já está aí batendo nas nossas portas.

O celular é antisocial?

quinta-feira, abril 16th, 2009

Li há um tempo atrás um ensaio na revista Época escrita pela Ruth de Aquino que ela discorre sobre a forma exagerada como nos relacionamos com nosso celular. Inclusive ela cita um romance do Philip Roth, Fantasma sai de cena, que depois de viver isolado nas montanhas por dez anos, ele chega a Nova York: “O que mais me surpreendeu foi a coisa mais óbvia – os telefones celulares. Na Manhattan de que eu me lembrava, as únicas pessoas que andavam pela Broadway aparentemente falando sozinhas eram os loucos. O que acontecera que agora havia tanto a dizer e com tanta urgência que não dava para esperar? (…) Alguma coisa que antes inibia as pessoas agora havia desaparecido, e por isso falar sem parar ao telefone se tornara preferível a caminhar pelas ruas sem estar sendo controlado por ninguém. (…) Para mim, isso tinha o efeito de fazer com que as ruas se tornassem cômicas, e as pessoas, ridículas. Havia também um lado trágico nisso. A anulação da experiência da separação. (…) Você sabe que pode ter acesso à outra pessoa a qualquer momento, e, se isso se torna impossível, você fica impaciente e zangado, como um deusinho idiota. (…) Tendo vivido parte da minha vida na era da cabine telefônica, cujas portas dobradiças podiam ser hermeticamente fechadas, impressionava-me aquela falta de privacidade. (…) Eu não conseguia compreender como alguém podia imaginar que levava uma vida humana falando ao telefone metade do tempo em que estava acordado”.

Quando li este texto na época, eu me vi bastante nele, pois eu passo boa parte do tempo olhando para o meu celular ou fazendo algo nele. Não necessariamente esperando ele tocar, porque não sou muito fã de falar ao telefone, mas para ver emails, twitter, meus feeds. Acabei refletindo e comecei a tentar deixa-lo um pouco mais de lado, pois notei muito facilmente o quanto alguém ao seu lado grudado no celular pode ser chato. Você está conversando com alguém que mal presta atenção nas suas palavras, pois está fazendo alguma coisa no celular. E não presta mesmo, por mais que diga o contrário.

Se você olhar a sua volta vai ver quantas pessoas estão no seu próprio mundinho mesmo ao lado de amigos. Acabo chegando a conclusão que o celular não conecta, mas disconecta. Torna o próximo em distante, o real em virtual. Nos transportamos para nossos pequenos aparelhos e nos trancamos como se ali fosse um meio seguro e muito mais interessante do que fora dele. Eu não sou muito diferente do perfil descrito, mas tive a sorte (ou azar, depende do ponto de vista) do meu smartphone dar pane e na pressa eu peguei um celular que a principal função é música, ou seja, pensar em utilizar a internet nele é algo quase impraticável. Percebi nestas duas semanas que estou com ele que tenho estado mais presente com as pessoas que estão comigo.

Não quero ir na contra-mão da tendência do celular, da publicidade que cada mais tem que pensar nele como um meio imprescindível, não quero voltar para trás, mas depois de uma boa auto-análise, eu quero me desconectar um pouco dele e curtir mais as pessoas que dividem minha atenção com ele. Deixar o celular para momentos mais solitários, quando ele me salva do tédio no trânsito, e urgentes.

Ontem meu namorado me enviou um vídeo de uma palestra dada pelo Renny Gleeson. Ele foi escolhido pelo Chris Anderson para dar uma palestra curta (3 minutos) durante o TED 2009. Ele fala sobre o perigo do celular e o quanto ele nos isola. E ele mostra isso de uma forma divertida, mas que faz muita gente se identificar.