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A invenção da mentira

domingo, março 7th, 2010

Desde a infância aprendemos que é feio mentir, mas mesmo assim passamos a vida mentindo. Sejam pequenas e tolas ou grandes e perigosas as nossas mentiras.

Eu entrei em parafuso há um tempo atrás sobre esse assunto, pois às vezes a mentira toma proporções que fogem ao controle e transforma a vida do seu interlocutor num “mundo faz de conta”. Uma fábula em que ele acredita fazer parte. A mentira nesse caso não era minha e sim de duas pessoas que faziam parte da minha vida. É, duas! Para lidar com o assunto, o destino me encaminhou duas pessoas com perfis bem similares e como eu sou uma pessoa que acredito no ser humano, caí como patinho na balela de ambos.

Muitas vezes tentei entender se ambas eram mitômanas ou se realmente as mentiras foram saindo do controle a ponto de ter que criar uma vida baseada nela. Desisti.

Li bastante a respeito, revi minha própria vida e minhas próprias mentiras que se transformaram em verdades. Não sou expert no assunto, mas ele me interessa bastante. Livros sobre o assunto não faltam.

Ricky Gervais é para mim o mestre de trazer assuntos cotidianos de uma forma incrível para a tela. Vide The Office. Um de seus últimos lançamentos foi o filme “The invention of lying“, em que Gervais escreveu e dirigiu à quatro mãos com Matthew Robinson.

O filme conta a história de um mundo em que a mentira não existia, tanto que no momento em que ela surge, o personagem Mark (Ricky Gervais) fica procurando uma palavra para descrever a mentira e não encontra. Acaba o diálogo dizendo que não existe uma palavra para definir o que fez e tenta explicar de maneira prática a mentira, porém como ela não existia, seus interlocutores não entendem.

O filme é simples e genial. Ele beira o insuportável, já que as pessoas falam o tempo todo o que elas realmente sentem. Ninguém poupa ninguém, a vida é sem graça, as emoções parecem contidas e, obviamente, todo mundo acredita no que todo mundo diz, até que Mark descobre a “manipular a verdade” e começa a usá-la para conquistar uma mulher.

O elenco é primoroso: a mulher pela qual Mark se apaixona é vivida pela atriz Jennifer Garner, além de John Hodgman (do Daily Show with Jon Stewart), Tina Fey (30 Rock), Rob Lowe, Jonah Hill, Christopher Guest, Jeffrey Tambor e o comediante Louis C.K.

O filme deixa claro que seria insuportável viver sem a mentira. O mundo fica tão real, que parece artificial. O filme não foi lançado por aqui, mas vale ir atrás e assisti-lo:

Globo de Ouro, prêmios TV.

domingo, janeiro 11th, 2009

Vencedor de ator coadjuvante em tv por seriado ou filme pra tv é Tom Wilkinson, inglesão fodão, pra mim um dos melhores atores de hoje em dia. Vejo qualquer coisa que ele faça impreterivelmente. E claro, o filme é da HBO.

Vencedora de atriz coadjuvante de tv é Laura Dern pelo filme “Recount”, imperdível. E os comentários do Rubens Ewald Filho são absurdos. Falou que a “Laura é feia, coitada”!

Ator principal de série ou filme de tv: só ator muito bom. Apresentado pela Cheerleader preferia de “Heroes”. E quem ganha é o Gabriel Byrne pelo “In Treatment”.

E a dupla de Star Treck entrega prêmio de melhor atriz de tv para Ana Paquim, do meu preferido True Blood, que tem vampiros, sexo e muito peito! Estréia agora em janeiro aqui na HBO. Sou viciado e fiquei bem feliz agora. Ela é demais!

“John Adams”, seriado da HBO ganhou. Tom Hanks produtor agradece e o relax dele em comparação a atriz inglesa que ganhou como coadjuvante é foda!

A melhor atriz coadjuvante é Laura Linney, por John Adams, bem boa, que já deu uns beijos no Santoro naquele filme inglês “Somente Amor”.

Melhor ator de seriado foi pro Alec Baldwin, só pra provar que “30 Rock” arrasa! Ele ganhou também o Emmy por isso, o papel da vida dele, com certeza.

Ator de filme pra tv ganhou o Paul Giamatti pelo, de novo, “John Adams”. E a gente aqui estranhou que o Rubens não disse que ele é feio!

O melhor musical ou comedia pra tv adivinha, ganhou 30 Rock, claro, apesar de eu ser apaixonado por “Weeds” e até torcer um pouco. “30 Rock” ganha tudo, seriado demais, com e escrito pela Tina Fey.

Melhor atriz vai para….. todas atrizes fodonas. Claro que a Tina Fey ganha!

Melhor seriado drama em tv ganha, claro, “Mad Men”. Bom demais!