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Trainspotting 21st Century

quinta-feira, agosto 20th, 2009

Picture 1

E se o John Hodge fosse escrever esse texto fodão do filme Trainspotting agora, no século 21? Acho que seria assim:

Choose a virtual life. Choose a job as a social media. Choose a modern and new career. Choose not to be with your family. Choose a fucking big LCD television with a big shitty home teather and a wii or ps3 with a lot of games or maybe guitar hero. Choose smart washing machines, no cars, go on foot, go green, choose an ipod 80gb, and no tin, please. Choose organics to be healthy, to lower cholesterol and get insurance for everything in your life. Choose not to pay mortgage, the U.S. is broke. Choose to live with your mother until she dies. Choose your virtual friends on facebook, twitter, lastfm, blipfm, linked in, flickr, goodreads, and never meet them. Choose not to wear leisure clothes – because you don’t have time for this – and no matching luggage, you cannot travel with all this work. Choose a three piece suite in a website on hire purchase in a range of fucking organic fabrics. Choose not to do it yourself, because you just don’t have time to do these casual things, and don’t wonder who the fuck you are on a Sunday morning, because you don’t even know it, but you need to write about this on your blog. And everybody needs to know about your fake life. Choose sitting on that exclusive aeron chair in front of your computer seeing mind-numbing spirit-crushing youtube videos, while stuffing fucking salad into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last and miserable virtual life, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you don’t have to spawned to replace yourself. Don’t fuck. Don’t have children. Don’t choose your future. We don’t have a future. Choose a virtual life. But why would I want to do such a thing? I chose not to choose a virtual life: I chose something else. And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you’ve got alcohol?

“Quem Quer Ser Milionário” é “o” filme!

segunda-feira, março 2nd, 2009

Finalmente, com o reconhecimento de “Quem Quer Ser Milionário” pela Academia de Cinema Americana, concedendo 8 prêmios Oscar pra esse filme independente (mas caro) inglês, fica reconhecido o talento do seu diretor, Danny Boyle, como o cara que desde 95 quando lançou “Cova Raza”, vem fazendo do cinema um lugar mais bacana e mais pop. Por causa de Boyle, nomes como Tarantino e Guy Ritchie são o que são hoje em dia, isso porquê “Cães de Aluguel” é anterior a “Cova Raza”, mas Boyle na minha opinião é o cara que com seus filmes consolidou essa estética pop fodona que levou, por exemplo, Fernado Meireles a fazer “Cidade de Deus” do jeito que ele fez. Porque é bem errado as pessoas pensarem depois de assistirem “Milionário” que Boyle copiou o Fernando com as câmeras na mão no meio da favela. Isso vem lá de “Trainspotting”, lembra?

Então, “Milionário” é o ápice de uma carreira até que irregular de Danny Boyle, mas irregular porque o cara experimenta e tenta e erra e faz de novo até que acerta. Mas quando ele acerta, é só ele mesmo. O filme é bacana porque conta uma história de amor linda linda. Apesar de toda ação, porradaria, gangsters, favela, o que importa é que o moleque que nasceu na maior favela de Mumbai é apaixonado por uma outra favelada que some e reaparece e some de novo de sua vida e por isso ele resolve participar do programa de tv de perguntas e respostas não por causa do prêmio em dinheiro, mas sim para dar a ela a oportunidade de vê-lo e saber onde ela pode encontrá-lo.

Só que o moleque, ex-favelado, menino que serve chá numa central de tele-marketing, começa a certar todas as respostas do programa e vai ganhando muito dinheiro. Ao fina do primeiro dia de programa, ele é levado pela polícia sob suspeita de fraude e durante sua “estadia” na delegacia ele vai contando como sabe cada resposta. E quando ele conta, em flashback, a história de sua vida vai sendo mostrada, desde que ele era um garotinho até como perdeu de novo o amor de sua vida.

O filme é demais. Bom filmado, bem montado, ágil, urgente e pop, muito pop. Muio se deve a direção de arte com ares hindus aqui e ali e a trilha sonora perfeita, que eu garanto que no shuffle do i-pod funciona perfeitamente, fazendo lembrar do quanto o filme é bacana e mesmo assim canções ótimas fora do contexto também.

Tenho certeza que esse filme, com o reconhecimento que vem tendo, vai mostrar um pouco de Bollywood por aí e atiçar a curiosidade do povo. MAs estão dizendo que esse é o filme de Bollywood dirigido por um inglês e tal, daí acho exagero. O filme é a cara do Boyle, com toques hindus, mas não tem nada de Bollywood, a não ser a sequência de dança dos créditos finais que é bem bacana, mas fora isso, é um filme inglês pop atual e pronto! O que já é demais, nesse caso!

Ah, só pra terminar, fiquei ainda mais feliz vendo o filme porque o ator principal, o Jamal que tenta achar a menina, é Dev Patel, de quem eu já era fã quando ele era do elenco da minha série inglesa preferida, “Skins”!

Post junto com “Já Viu?”.