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TV on the Radio: You

sábado, julho 23rd, 2011

Gerard Smith by http://www.flickr.com/photos/worldwideviral/

Eu adoro o TV on the Radio e foi um dos shows que mais me emocionaram no SXSW. No dia corria o boato que o show seria cancelado devido a recente descoberta que o baixista Gerard Smith estava com cancer. No final o show rolou e foi incrível, daqueles shows que você mal consegue respirar, piscar, cantar…. era emoção correndo solta por todos os lados. Não muito depois veio a triste notícia da morte precoce do Gerard.

Nessas minhas férias consegui pegar um show da banda em Berlim, dessa vez sem ele. Confesso que chorei um pouquinho pela lembrança do show ainda com ele em março. O show foi ótimo, mas não superou nem de perto o grande show do SXSW. E hoje novamente chorei assistindo esse vídeo.

Lindo vídeo do TV on the Radio. Uma bela homenagem ao “Gerry”. :)


TV On The Radio – You from B CLAY on Vimeo.

14 artistas que você deveria conhecer

sexta-feira, abril 10th, 2009

Adoro listas e adoro dicas de bandas novas. Esta semana vi um post no Cool Hunter com as 14 artistas que você deveria conhecer. Tem um monte de coisa legal no meio e umas eu nunca tinha ouvido falar. Caso tenha ficado por aí no feriado, está sem ter o que fazer e quer mesmo é saber das novidades, confira a lista, ouça e depois conte para nós.

As bandas são:

Iran – que tem o vocalista e guitarrista Kyp Malone do TV on the Radio, ou seja, tem que ouvir!!! Só tem 2 músicas disponíveis, mas é banda para ficar de olho, pois promete.

Emil & Friends – ninguém sabe muito a respeito e houve até boatos de que era banda do Emile Hirsch. Tem uma pegada meio MGMT com Animal Collective. O som é delicioso.

Fenech-Soler – 3 ingleses e 1 francês, mas o que predominou? Uma boa pegada do electro francês. Dançante, mas nada genial, porém com chances de dominar a pista. É só algum nome bombado remixar. Vamos esperar.

Bag Raiders – já passaram por aqui duas vezes. Impossível não dançar ao som deles. Faz parte da trupe australiana que está dominando as pistas de dança do mundo.

Jonathan Boulet – também australiano, mas com uma pegada bem diferente do que a Austrália tem trazido aos nossos ouvidos. Apenas vinte aninhos e de repente poderia até armar um show com a Mallu (Magalhães), que eu acho que daria um “samba”.

Los Valentinos – esses não são nenhuma novidade e também da turma australiana (não é mesmo que eles estão dominando o mundo??). São bons de verdade, mas ainda não me pegaram. Preciso ouvir mais, pois agrada bem aos ouvidos. Boa batida

Shazam – de um selo australiano que eu adoro: o Bang Gang 12 Inches, que tem um monte de gente bacana (incluindo os citados acima Bag Raiders e Los Valentinos). Ouve!! O clima é bem festa e não há como ficar parado. Adoro! (o player do Bang Gang só tem Shazam, ouve lá)

Snob Scrilla – totalmente diferente dos anteriores, pois sai do electro e vai para o hip-hop. Quem vai gostar é meu namorado.

The Elephants – dinamarqueses com um som pop e que eles dizem. Som pop bom para relaxar, tomar uma champagne e ler Vogue.

The Hundred in the Hands – dupla do Brooklyn com pegada bem electro-indie. Só tem uma música, queria ouvir mais, pois não consegui opinar muito.

The Sound of Arrows – conterrâneos do namorado. A dupla é de Estocolmo e pelo jeito já tem um hit na manga: M.A.G.I.C., que é ótima para aquecer a pista. A música tem um remix no myspace deles, mas curti mais a original.

The Temper Trap – também australianos. Estão com uma turnê européia com a agenda lotada, o que mostra que eles estão bombando lá fora. O Cool Hunter achou uma boa definição para a música deles: make music that will break your heart and shake your soul.

Wale – hip-hop e já é da lista dos bombadões. Teve remix até do Lil Wayne.

Wiley – o rapper é inglês e é considerado um dos fundadores do estilo “grime“. Quem gosta do estilo já tem ele no ipod faz tempo.

Artista do ano: TV on the Radio

domingo, dezembro 21st, 2008

Gosto de comparar as listas que as pessoas e revistas fazem, mas a que realmente traduz o que mais fez sucesso no ano são listas baseadas no que as pessoas mais ouviram de fato. Há duas listas populares: a do last.fm e a do iTunes.

A NME fez um grande favor reunindo várias listas, que tem Uncut, Pitchfork, Metacritic, Sunday Times, The Observer, Q entre outras.

Confira outras listas e os 3 primeiros lugares de cada uma: (mais…)

Melhores álbuns de 2008

domingo, dezembro 21st, 2008

Top 10 é algo muito relativo. Ontem fiquei zapeando na web várias listas e comparando. Há unanimidades, mas há disparidades também. Nem sempre o que eu considero o melhor foi o que eu mais ouvi. Depois de pedir a cada um dos meus colaboradores para fazer suas listinhas eu esbarrei na dificuldade de fazer a minha. Percebi que o que mais ouvi este ano foram cds lançados no final de 2007 e que ando mesmo atrasada com a música. 2008 também foi um ano em que ouvi mais músicas soltas do que cds inteiros. Para mim 2008 foi o ano do remix. Então retirei muita coisa do fundo do baú que foi revisitado numa nova versão por alguém. Há três listas que preciso fazer: top 10 dos melhores lançamentos do ano, top 10 das melhores músicas do ano e top 10 do que eu mais ouvi no ano. Vou começar pela primeira lista.

O que eu acho é que em 2008 saíram muitas coisas boas do forno e 2009 é um ano que promete musicalmente. Vamos ao que, na minha opinião, foram os melhores álbuns deste ano que está chegando ao seu fim. Não leve a ordem em consideração:

1) TV on the Radio - Dear Science,

2) Cut Copy - In Ghosts Colours

3) Primal Scream - Beautiful Future

4) The Presets - Apocalypso

5) Nine Inch Nails - Slip

6) MGMT - Oracular Spetacular

7) Fleet Foxes - Fleet Foxes

8 ) Portishead - Third

9) Santogold - Santogold

10) Girl Talk - Feed the Animals

Ainda estico a minha lista para Hot Chip (Made in the Dark), Glasvegas (Glasvegas), Ladytron (Velocífero), The Kills (Midnight Boom), The Whip (X Marks Destinations), The Ting Tings (We started nothing).

Do top10 eu apenas vi 3 ao vivo este ano: NIN no Lollapalooza, MGMT no Lollapalooza e no Tim Festival e Girl Talk no Lollapalooza e no All Points West. O NIN foi o mais lindo e emocionante, o MGMT, apesar de um belíssimo trabalho de estúdio, não me empolgou ao vivo, mas durante o dia e em local aberto funcionou melhor do que no Tim e Girl Talk me proporcionou uma das experiências mais empolgantes da minha vida, quando eu saí da pista e virei dançarina dele no All Points West. Dos demais eu vi apenas a nova turnê do The Kills no Lollapalooza, que fez um show muito superior ao apresentado aqui há alguns anos atrás.

A minha expectativa é que em 2009 eu possa ver ao vivo o restante da lista e acho que não será uma tarefa tão árdua.

Confira também os top10 que a Dani, Ana Laura, Fabilipo, Renato e do João Perassolo fizeram aqui no blog. E a próxima lista será meu top 10 com os melhores shows que vi em 2008. Aguardem!

Scarlett Johansson – Anywhere I Lay My Head

quinta-feira, maio 29th, 2008

Muito se fala do da estréia de Scarlett Johansson no mundo musical e tudo o que eu li por aí foram opiniões divididas. Até mesmo entre os que o não ouviram bem, ou aqueles que são sempre do contra (e eu me incluo nessa categoria). Antes de mais nada, a fala “canta mal” como motivo para levantar ou baixar o polegar à estréia é pura balela de quem não tem paciência para ouvir ou pior, argumentos para opinar. Quantas vozes menos encorpadas fizeram alguns dos mais marcantes momentos da história da música popular? E, no sentido oposto, quantas de tons afinados nos deram algumas das mais insuportáveis canções? (Celine Dion está bom pra você?). Scarlett Johansson pode não ter as cordas vocais e os pulmões de uma diva, mas a sua estréia musical não parece ser apenas birra criativa de uma atriz mimada.

É certo que é fácil escolher um ícone incontestável para, no jogo do “diz que gosta”, se ganhar aparente respeito. Mas, mais que escolher uma mão-cheia de temas de Tom Waits, o álbum Anywhere I Lay My Head revela o entendimento da cantora-atriz com uma equipe de notáveis, reinventando as canções com um conjunto esteticamente coeso e capaz de acolher ouvidos dos mais refinados até os mais simplórios. Dave Sitek, dos TV On The Radio, é talvez a figura central neste filme, com o argumento de Tom Waits, que Scarlett Johansson interpreta como… uma atriz. Com David Bowie como ator secundário em algumas das melhores cenas, e também a participação não menos visível do guitarrista Nick Zinner (dos Yeah Yeah Yeahs).

O disco pede atenção antes do sim ou do não, principalmente nos momentos alucinógenos de “Falling Down” ou do fantasmagórico “I Wish I Was In New Orleans”, numa canção de ninar from hell. O álbum é todo construído de idéias concretas e conseqüentes, porém revela uma abordagem plástica de soluções semelhantes entre si que talvez demonstre falta de ginástica como complemento às boas idéias do ponto de partida. Mesmo assim, Scarlett Johansson não envergonha ninguém. E se escutarem álbuns pop de atores como William Shatner, Nichelle Nichols ou mesmo Johnny Depp, verão porquê…