Posts Tagged ‘viagem’

Que tal ir pra Russia pagando R$ 800?

quinta-feira, janeiro 20th, 2011

A Rússia sempre povoou meus pensamentos sobre destinos turísticos, mas claro que eu ainda não embarquei pra lá. Hoje a vontade aumentou ao ler o tweet do @jeffpaiva contando que é possível encontrar passagem ida-volta por R$ 780,00. Nada mal, hein? Ontem fui dar uma espiada no preço de uma passagem ida-volta para Recife para esse final de semana e não consegui nada por menos de R$ 2.500,00 e está aqui do lado, quando comparado com a Rússia.

Para conseguir tal proeza de viajar por menos de “milão” para a terra dos czares, basta ficar de olho no site da S7, que é uma das companhias aéreas que mais cresce na Rússia. A parceria da companhia é com a Iberia, então o vôo é com escala em Madri(escalas geralmente permitem uma parada com tempo maior, ou seja, ainda dá para dar uma esticadinha em terras madrilenhas). Essa promoção pode ser encontrada ao longo do ano, ou seja, tem que ficar de olho. Deixa o site aberto aí todo dia, que uma hora consegue. Eu fiz um teste considerando já início de alta temporada e ida-volta para Sao Petersburgo saiu cerca de R$ 1.600,00, o que também é um preço bem atrativo.

Li que o visto para entrada na Rússia caiu, mas no site da Embaixada ele ainda consta como necessário. Então caso resolva mesmo embarcar em tal aventura, sugiro entrar em contato com o consulado antes de partir.

Aproveitando o post, fica também a dica do site Momondo, um Decolar dinamarquês, mas também com opção em português. Fiz várias pesquisas de passagens e achei valores bem melhores que no Decolar ou diretamente nos sites da cias. aéreas.

Viajar está ficando cada vez mais fácil (e o aeroporto cada vez mais com cara de rodoviária! hehehehehe)

via Melhores Destinos e @jeffpaiva

Hospedagem personalizada: airbnb

terça-feira, dezembro 21st, 2010

Já falei por aqui sobre o Couch Surfing, que é uma ótima opção para quem vai viajar e quer mergulhar ainda mais na cultura local, já chegar fazendo amigos e se sentir amparado em terras estranhas, além de economizar uns trocados.

Agora envelheci um pouco e fiquei um pouco mais chata, querendo uma cama mais confortável ao invés da aventura em um sofá. Nas minhas últimas viagens as opções foram hotéis (baratos) ou casa de amigos.

Há uns dias atrás, enquanto eu vasculhava desesperada por opções para o meu reveillon, que foi por água abaixo em cima da hora, a Haydeca e o Ola sugeriram que eu conhecesse o airbnb, o qual fiquei viciada mesmo já com o pacote de final de ano fechado (e virada de ano salva!!!).

O airbnb é uma comunidade em que as pessoas disponibilizam suas casas, apartamentos, barcos, castelos ou seja o que for um lugar normal ou inóspito, para se hospedar. A maioria mora no local e tem quarto de hóspedes, que aluga para quem estiver afim de pagar. Assim como o Couch Surfing, muitos dão uma boa mão na viagem, basta conferir os reviews dos viajantes.

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O que me deixou boquiaberta foi a extensa lista de opções em qualquer canto do planeta, além de ter opções para todos os bolsos. Se você está duro e busca um sofá para alugar, você vai encontrar; se você quer passar uns dias morando numa casa em cima de uma árvore, você vai encontrar; se seu sonho é dormir num barco no coração de Paris, você também vai se dar bem; se sua pretensão é reunir os amigos e alugar um castelo, você vai achar; se você está encontrando um lugar inusitado e de fazer todo mundo cair o queixo com seu casamento, também vai achar; se você um dia sonhou que morava num avião, procure lá que também irá encontrar um para passar uns dias confortavelmente; ser quer ter a experiência de se hospedar num igloo, tem também.

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O site oferece várias listas com uma curadoria de lugares de acordo com o que o viajante está a procura.

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O aplicativo é outro deleite a parte, pois traz todas as facilidades do site, tem geolocalização, em que o usuário pode buscar por locais para ficar nas redondezas de onde estiver, além de ver de imediato se o local está disponível. O aplicativo traz também uma oferta diária com descontos consideráveis

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Depois de ter passado dias grudada no airbnb, o que eu posso dizer é que não farei mais viagem sem consulta-lo, pois as opções são muito melhores (e especiais) que hotéis, fora que a impressão que dá é estar visitando um site de Arquitetura & Design, de tanto deleite visual de tantas casas incríveis e lugares paradisíacos.

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O segredo da Big Apple

terça-feira, outubro 5th, 2010

A Louis Vuitton lançou uma série de mini-guias de viagem no Youtube, e um dos de Nova Iorque explica o porque da cidade ser conhecida como Big Apple. Explicar, na verdade, ele não explica, porque são apenas conjecturas a respeito. Sobre até para o Steve Jobs na história. Eu prefiro a versão das tortas, porque as apple pies que aparecem no video são de babar.

Minha única grande dúvida é: por que raios então existe uma gigantesca maçã dourada em plena Park Avenue, bem no meio da rua? Se alguém souber, por favor me conte.

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Cross country e a Oscar Freire

sábado, fevereiro 13th, 2010

Ontem eu resolvi que desencanaria do esqui e iria relaxar no cross country skiing. Obviamente me enganei. Apesar do esporte ser mais fácil, pois na maior parte do tempo você está em lugares planos, ele exige mais força física. Assim como o esqui, ele também exige equilíbrio, inclusive a prancha é mais leve e fina, ou seja, se você não conseguiu ficar em pé na prancha de esqui, não ficará tão facilmente na de cross country.

Meu desempenho, de qualquer forma, foi melhor. No primeiro dia percorremos cerca de 3km  com pequenas descidas, em que consegui deslizar sem quedas.

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O mais interessante dessa prática esportiva, pelo menos por aqui, foi que nos lembrou passeios de finais de semana com a família, que comparamos com a Oscar Freire num domingo, em que famílias ou turmas de amigos andam pra cá e pra lá falando em seus celulares, passeando com as crianças ou cachorros, ou apenas tomando seus cafés enquanto apreciam o que acontece à sua volta, que obviamente não é muita coisa.

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No cross country skiing é a mesma coisa. Há muita gente sozinha indo e vindo, muitas vezes falando no celular e se equilibrando nos esquis de uma maneira invejável, mas logo percebemos que eles praticamente nascem calçados neles. As roupas são mais bonitas e justas, as botas são bem estilosas, ao contrário das de esqui, que parecem botas de gesso.

As famílias passam com as crianças e bebês, que vão seguindo em berço-trenó, o que também me envergonhou ao ver mães subindo ladeira puxando seus bebês e eu mal conseguindo parar em pé nas subidas, pois meus esquis teimavam em voltar para trás.

casal passeando com o cachorro

casal passeando com o cachorro

Quanto ao café, as pessoas levam suas garrafas térmicas e lanchinhos e param no meio de uma paisagem inóspita, cavam buracos na neve, sentam e ficam lá conversando, tomando café e vendo as pessoas passarem.

lavando a xícara do café

lavando a xícara do café

Hoje eu ousei e percorri um trecho de 6km, que quase matou minhas pernas, mas fez meu coração tremer de emoção por dois motivos: eu deslizei em declives ousados para mim e a paisagem me tirou o fôlego (que já era sofrível) com a paisagem linda de morrer.

Eu super recomendo para quem nunca esquiou na vida, que passe um dia fazendo cross country e depois se joga montanha abaixo nos esquis. E aproveita para dar uma geral na população local, na tendência da moda de inverno.

A caminhada também proporciona uma paz absoluta, afinal para os principiantes é necessária concentração, então quando você se dá conta, tem apenas você, seus esquis e a natureza a sua volta.

Escandinávia em duas estações diferentes

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

Quando planejamos férias e temos apenas uma grande oportunidade por ano, buscamos por lugares novos pelos quais ainda não passamos. Eu sempre fui assim, inclusive tinha um plano por 5 anos, que ia além da Europa e América, mas ainda não consegui sair desses dois continentes.

Nas minhas férias do ano passado eu vim passar o verão na Suécia com direito a uma esticada até a Noruega e Paris, que é a melhor conexão para chegar na Escandinávia e me faz separar uma semana para a capital francesa. Durante essas férias eu fui a uma estação de esqui pela primeira vez na vida, em Trysil, Noruega, porém era verão e o máximo que consegui foi contemplar a paisagem e sonhar com ela no inverno. Voltei ao Brasil decidida que voltaríamos para esquiar, num lugar que está totalmente fora da rota de esqui de qualquer pessoa que esteja em algum canto do mundo que não seja na Escandinávia.

Cá estou com o sol batendo na minha cara através da janela, que tem neve até a metade. A temperatura marca -9ºC lá fora, mas aqui dentro nos aquecemos com mais de 20 graus graças a um bom aquecimento. Hoje podemos diferenciar o que é céu e o que é montanha, enquanto ontem tudo parecia se condensar, já que o branco tomava conta tanto da terra quanto do céu.

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A nossa viagem começou em Gotemburgo, que para quem não conhece, é a segunda maior cidade sueca, mas para nós ela é menor que Campinas, com pouco menos que 1 milhão de habitantes. A cidade esbanja charme no verão e no inverno, mas mostra faces diferentes. Eu mal reconheci a cidade em que estive há 8 meses atrás. As ruas são movimentadas mesmo no inverno o que me chamou a atenção foi a quantidade de carrinhos de bebês indo e vindo por todos os cantos.

O Centro é um dos melhores lugares para ficar e 2 dias são mais que suficientes para conhecer a cidade. Do aeroporto o melhor é pegar o ônibus que vai até a cidade caso estejam em até duas pessoas, se o grupo for maior, vale rachar um táxi. A corrida custa em torno de R$ 100,00, enquanto de ônibus custa R$ 20,00/pessoa. Quanto a hospedagem, recomendo o Hotel Flora, que tem uma ótima localização e é bem charmoso. O preço é bem acessível: a diária para casal gira em torno de R$ 250,00, incluindo café da manhã, ou seja, mesmo preço que um hotel 3 estrelas em SP.

Para os amantes de design, a cidade é uma ótima pedida, pois há lojas e mais lojas e a Suécia é um dos países que oferece o melhor do design no mundo. Para presentinhos a Design Torget é uma das melhores alternativas, pois tem muitos objetos curiosos e coisinhas para casa que você olha e se pergunta porque ninguém pensou naquilo antes. Os preços são bem acessíveis.  Outra loja indispensável é a Engelska Tapetmagasinet, que tem um acervo incrível de papel de parede e dá vontade de encher o carrinho de rolos e mais rolos, pena que os preços não são tão atrativos, como em Buenos Aires, por exemplo. De qualquer forma ainda são melhores que no Brasil, onde papel de parede custa uma fortuna.

Para quem está atrás de cultura, a cidade oferece também boas opções. Uma delas é o Museum of World Culture, que tem sempre mostras temporárias de arte contemporânea, além de abrigar performances, teatro e mostras de filmes. Agora por exemplo, o museu está com uma mostra de cinema Bollywood. A boa é que a entrada é gratuita. A arquitetura do museu também é magnífica e assinada pelos arquitetos Cécile Brisac and Edgar Gonzales.

Gotemburgo é também um paraíso gastronômico, mas com preços salgados. Para quem quer experimentar a comida típica sueca, recomendo separar uma hora para almoçar no “mercadão“, que fica no Centro, o Östermalms Saluhall. O almoço concorrido é no Kåges Hörna, que tem um preço bem convidativo, mas nada de conforto. A comida é bem típica e servida no balcão, o preço do prato do dia é em torno de R$ 20,00 por um almoço bem servido.

Um dos melhores cafés da cidade é no Da Matteo, que tem duas lojas, uma menor que serve cafés e beliscos, na Södra larmgatan 14, 411 16, e a outra que serve comidinhas e uma deliciosa pizza, na Vallgatan 5, 411 16. E o público que frequenta o local é uma atração a parte.

O transporte é eficiente, mas não muito barato. Para passes de tram individuais, o preço é de 25 coroas suecas por viagem, ou seja, aproximadamente R$ 7,00 e nunca são comprados no próprio tram. Caso não seja inverno, sugiro um passeio de barco pelo canal principal que corta toda a cidade. Infelizmente no inverno ele congela completamente (como tudo por aqui).

Caso o interesse seja Estocolmo, mas haja um tempinho de sobra, eu recomendo passar por Gotemburgo. Para mais informações acesse o site oficial e o I love Goteborg.

A diferença maior entre as duas estações (verão e inverno) foi em Ljungskile, que fica no litoral a 50km de Gotemburgo e onde mora a família do Ola (aka meu namorado). É um vilarejo com cerca de 4.000 habitantes e com uma paisagem de tirar o fôlego. Fiquei numa casa que fica incrustada numa pedra de frente para o mar com uma ilha bem em frente.

Casa do Ola - foto tirada by Rseefo do mar

Casa do Ola - foto tirada by Rseefo do mar

No verão o lugar é ótimo para velejar, no inverno o mar congela totalmente e vira uma área de pesca, em que os moradores fazem buracos no gelo e ficam pacientemente esperando um peixe fisgar sua isca. Nesse inverno a neve chegou a 30cm e cerca de 1m de gelo. A paisagem é inóspita e não tem como não achar curioso estar caminhando sobre o mar, ir e voltar de uma ilha para outra andando, puxando um banquinho e treinando a paciência com a pesca e até passeando com os cachorros. Olha abaixo a foto que eu tirei no verão e a que tirei no último final de semana, no ápice do inverno:

no verao

no verao

no inverno

no inverno

Gosto bastante dessa mudança mais marcante, em que os lugares se transformam em cada estação do ano. A Suécia é um dos lugares mais lindos que já visitei. A natureza é abundante e tudo é muito bem cuidado. O inverno restringe a ida a alguns lugares, que se recolhem no frio e não há muito o que fazer.

Depois da Suécia seguimos para Trysil, na Noruega, onde fica a maior estação de esqui da Escandinávia e recebe turistas suecos, noruegueses e dinamarqueses, que são considerados por aqui os piores esquiadores do norte. Viajamos via Oslo e a vista é bem repetitiva, pois são grandes campos brancos com pinheiros altos cobertos de neve. Não tem como não fica embasbacada com os grandes rios completamente congelados.

Trysil by Ola Matsson

Trysil by Ola Matsson

Trysil foi a região mais branca em que chegamos. Num dia fechado o céu se confunde com as montanhas. É um pouco surreal, pois você não sabe onde termina a montanha e começa o céu. As casas tem neve até a metade delas pelo menos. A vista da nossa casa é de frente para uma das montanhas e não há como não se emocionar com ela. O silêncio é puro aconchego e a roupa adequada nos aquece no meio da temperatura baixíssima fazendo com que a gente role na neve sem qualquer problema.

eu fantasiada de esquiadora

eu fantasiada de esquiadora

Os preços na Noruega são exorbitantes. Numa estação de esqui eles dobram. O copo de 500ml de cerveja custa num bar no mínimo o equivalente a R$ 20,00. Converter é algo proibido caso queira diversão. Uma semana de aluguel de equipamento completo e acesso as estações somam mais ou menos R$ 1.000, além de gastos com comida, viagem e hospedagem caso não tenha onde ficar.

Nos lugares que fomos as pessoas estranham bastante o fato de sermos brasileiros e vir esquiar por aqui, pois a Escandinávia não está listada nos melhores lugares para se esquiar no mundo.

Essa é a primeira vez que eu me aventuro no esqui e confesso, não nasci para ele. Mal consigo me equilibrar nos esquis e passo a maior parte do tempo tentando levantar do chão, pois mais caio do que fico em pé. Do grupo de 6 eu fui o grande desastre da turma e por enquanto não consegui ultrapassar o espaço onde as crianças treinam suas primeiras esquiadas. Porém a sensação de esquiar (no pouco que eu consegui) é de uma liberdade inacreditável e é o que me faz encarar o esporte novamente. Vale a penca cada queda, cada centavinho, cada mico.

Vir para uma estação de esqui é alternar o tempo entre esquiar e ficar em casa sem fazer nada, o que é muito bom, já que pouquíssimas vezes temos oportunidade de não fazer nada. Mal ligamos os computadores e nem mesmo os livros. Apenas nos entregamos às nossas taças de vinhos e muita conversa, sempre com nosso cartão-postal como contemplação.

nossa paisagem diária vista pela janela da sala

nossa paisagem diária vista pela janela da sala

A dica que dou aos iniciantes como eu que desejam se aventurar a tal arte, é que dêem um jeito no condicionamento físico antes, pois isso ajuda bastante, especialmente a se levantar de cada queda. Aos que nunca pensaram no assunto, eu sugiro colocar na lista de coisas para se fazer antes de morrer, pois a sensação é realmente inacreditável.

*eu dedico esse post à saudosa Marisa (in memorian) pela Suécia ter sido um dos seus cantos favoritos no mundo e ela sempre se mais faz presente quando estou por aqui, inclusive nos meus sonhos

Nova York your way

terça-feira, outubro 6th, 2009

Olha aí o Hoteis.com chegando ao Brasil e, bobo nem nada, chamando o Ricardo Freire para ser o seu ‘garoto propaganda’ na internet. Além dele, o @Dudex [Eduardo Camargo] também está na jogada. O experimento, “Desempacotando NY”, é comparar duas viagens, feitas por cada um deles, a Nova York do curioso – o que pega dicas, lê revistas, pesquisa na web; e a Nova York do preguiçoso – aquele que compra pacotes pré-prontos.

A ação promete uma série bem divertida para quem gosta de viagem, para quem gosta de internet, para quem gosta de Nova York. E quem acompanhar ainda concorre a uma viagem para a tão desejada Big Apple.

[via @cchcreative]

Fuck Lou Reed, fuck Lou Reed

quarta-feira, agosto 12th, 2009

Desde que cheguei em Chicago, acordo todos os dias ouvindo Band of Horses (todos os créditos para meu anfitrião, Roger Macedo, que tem um excelente gosto musical). Acho que assim como eu e ele – o Roger -, mais centenas de pessoas estavam ansiosas para que o penúltimo show do LollaPalooza finalmente pudesse começar. Não, a banda não estava atrasada, nem enrolada em centenas de toalhas brancas no camarim. Muito pelo contrário: os caras são tudo, menos pop stars. Todo mundo só tava esperando que o Lou Reed terminasse a performance que desafiou todos os limites – dos tímpanos e da paciência do povo – que, rapidinho, começou a reclamar em coro (e com a maior finesse): fuck Lou Reed, fuch Lou Reed. E o mais engraçado (ou não), um coro muito mais afinado que o solo de guitarra do moço. Se eu fosse ele, depois dessa, pendurava as chuteiras, a guitarra, o microfone, pendurava tudo. Mas vamos lá, voltando ao que interessa: eu que já tinha gostado da banda – e ouvido a mesma música até o itunes reclamar -, fiquei passada com o show. Além da boa música, eles são super carismáticos. Meu melhor argumento para isso é que eles conseguiram deixar os americanos animados. Se não fosse o figurino das locais, eu ía até achar que a gente tava no Brasil. Outro argumento dos bons: perdi a vontade de ver The Killers. Convencidos? Para quem não conhece a banda, recomendo The Funeral e  Is There a Ghost

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36 anos festejando

sexta-feira, junho 5th, 2009

Adoro fazer retrospectivas em viradas de ano e aniversário. Hoje completo 36 anos e confesso que ainda não consegui me encontrar nos 30, apesar de estar num dos melhores momentos da minha vida. O bacana de escrever isso é que eu já disse isso outras vezes, ou seja, estou sempre achando que estou melhor! hahahahaha…

Devido a alguns problemas pessoais, eu resolvi que esse ano eu passaria meu aniversário longe dos amigos, por isso vim parar em Paris com a desculpa de reencontrar o namorado e rever uma grande amiga. Estou feliz com a opção que fiz. Paris faz bem a qualquer um sempre, especialmente no início do verão, quando os dias são longos e o bom-humor toma conta da cidade. Os parques ficam lotados e onde quer que você passa, tem gente sentada no chão com uma garrafa de água ou vinho com um livro na mão ou apenas contemplando a vida.

Sempre que venho para cá, eu acho que preciso vir com mais tempo, curtir mais a cidade e desbravar melhor seus cantinhos secretos. Tenho meio que uma preguiça constante de acordar cedo e correr pra cima e pra baixo para não perder nada. Eu sempre perco. Tenho preguiça de me preocupar com o tempo quando me dou férias. Já me repreendi o suficiente por isso e acho que finalmente eu aprendi a curtir férias. Durmo até a hora que quero, faço o que eu quero e se eu decidir não fazer nada, eu não faço e fico bem. Isso eu acredito que tem um pouco a ver com a idade, quando tudo ou nada passa a ser importante.

O que eu mais gosto em Paris é justamente reparar nas pessoas. É contemplar os cafés, os parques, as pontes, as ruas, o trânsito, o metrô. Ontem estávamos no metrô e uma garota linda dançava loucamente com seu ipod. Era tanta felicidade, que mal cabia nela. Ficamos olhando e rindo, porque quando temos coragem de manifestar nossas alegrias tão publicamente? Estamos sempre nos reprimindo, não querendo chamar a atenção e é tão bom quando conseguimos colocar para fora a alegria do momento.

Depois do perrengue do primeiro dia, eu finalmente estou curtindo a viagem. E nada como vir a Paris com um amor ao lado. Estou feliz, vim me desejar feliz aniversário e quis compartilhar meus pensamentos soltos por aqui.

E para quem está em São Paulo, hoje tem a festa PostIt no Vegas com o Phelipe Cruz, Fabilipo, Enéas Neto, André Pomba, Johnny Luxo e a Maria Eugenia. E para quem está em Paris, meu aniversário será comemorado no Social Club com DJ Set do Calvin Harris.

Rumo a Paris

domingo, maio 31st, 2009

Maio foi um dos meses mais puxados da minha vida. Trabalhei, dormi pouco, me estressei, mas fiz coisas legais. Uma das mais bacanas foi o Festival de Música Casa de Criadores, mesmo que ainda tenha sofrido alguns problemas técnicos no último dia, que cortou o show da banda Subburbia no final da terceira música. Devido a esse problema, Subburbia tocará na edição de novembro.

As bandas que tocaram foram: The Cleaners, Nikita, Plano Próximo, Dark Disko Republik, The Junkie Dogs e Subburbia. Felizmente todas superaram as expectativas que eu tinha em relação a elas e fizeram shows fantásticos, dançantes. Entre as boas surpresas, acho que The Cleaners foi a maior delas, mas seria injusto não comentar a ótima performance da Nikita, que dominou o público rapidamente, dançou, brincou e provocou a quem a assistia. No final eu gostei mesmo de todas as bandas e todo mundo que viu os shows, comentou sobre as boas escolhas.

E ontem foi a despedida na Crew, que infelizmente não teve o Toxic Avenger, mas que será reagendado para o próximo semestre. A festa foi incrível também. Aliás, o Sexistalk é de fato uma ótima promessa musical. A dupla detona! Foi a merecida despedida depois de tanto trabalho, com direito a uma festa surpresa na minha casa antes de seguir para o Glória com bolo feito pelo Renato.

Agora aqui estou na sala de embarque contando os minutos para rever dois grandes amigos e claro, meu namorildo Ola. Paris é uma das minhas cidades favoritas e a melhor notícia da semana foi que Calvin Harris toca exatamente no dia do meu aniversário em uma festa no Social Club.

Enquanto isso, confira as fotos do Vitor para a Casa de Criadores e nosso blog oficial do evento.

Donde se quedaria Gaudi de mochilones

quarta-feira, abril 15th, 2009

Conforme prometido, damos continuidade à série “melhores albergues do mundo” segundo minha opinião y nada más. Se você segue para Barcelona com sua mochila nas costas, minha sugestão é o Mambo Tango Backpackers Hostel. Ok, ele não é tão descolado como o de Lisboa (aliás, em termos de design e decoração, a cidade das mulheres bigodudas tem me saído melhor que a encomenda, viu?), mas é bonitinho. O albergue ocupa um prédio do século 17 e fica perto das Ramblas, o que quer dizer, perto dos turistas. ok, suponha que você não queira ver turistas, o Mambo Tango também fica perto de todos os pontos de ônibus para fugir deles. Café-da-manhã incluido, internet com wi-fi e sala de jogos são alguns dos itens de série. Um ponto que não conta a favor: os quartos são para quatro, seis, oito ou dez pessoas. Meio muvuca, na minha opinião…mas prato cheio para quem quer fazer amigos gringos. Diárias a partir de 26 euros. obs: não se assustem com o site. é feio que dói. 

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