Posts Tagged ‘viagem’

Lisboa, a terra dos albergues bacanudos

quarta-feira, abril 15th, 2009

Quem pensava que o tino comercial dos portugas era para o ramo das padocas e that’s it, se enganou feio. Lisboa, hoje, concentra o maior número de albergues descolados por metro quadrado que eu já vi. No último ranking do Hostelworld.com, a cidade ficou com o 1º, 2º, 3º e 8º lugares entre os melhores albergues do mundo. Vai vendo. É lugar pra chuchu (ou xuxu, como preferir). Como morei lá 6 anos da minha vida – e cheia de orgulho -, posso dar a minha modesta opinião de qual deles vale mais a pena, considerando localização, conforto e fatores absolutos de desempate, do tipo ter ou não ter internet com wi-fi. And the winner is…Lisbon Lounge disparado na frente. Ele fica na Baixa, que é a parte central turistica da cidade, perto de tudo e, principalmente, do Rio Tejo. Lindo. De lá, você vai andando para o Chiado (onde estão as compritchas) e para o Bairro Alto (onde estão “copos”. Para quem não sabe, os portugueses não dizem “vamos tomar um chopp”, dizem vamos “tomar uns copos”). Pode também pegar o elétrico nº28 (elétrico = bonde) para a Alfama – bairro dos fados – e parar pra ver uma das vistas mais incríveis ever. No Lisbon Lounge teeemmm internet com wi-fi, café-da-manhã incluido e os quartos são bem espaçosos. Se eu fosse você, era lá que largava o mochilão. Mais dicas sobre Lisboa, é só gritar. 

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Cadernos de Viagem

segunda-feira, fevereiro 2nd, 2009

Uma das minhas frustrações é não ter qualquer inclinação para ser designer, então estou sempre à espreita namorando a arte alheia. Então já que não tenho tal dom, eu faço questão de apreciar os amigos que tem.

Então aí vai uma dica bacana para os criativos: o site Ideafixa e o Caderno Listrado lançaram em conjunto o projeto “Cadernos de Viagem“, que vai viajar o Brasil nas mãos de 80 artistas selecionados. Serão dois cadernos viajantes: um vai passear pelas mãos do público e o outro nas mãos dos colaboradores do Ideafixa.

O tema é “Viagem” em todos os significados que a palavra permite. Será possível acompanhar pelo blog a trajetória dos cadernos.

E aí, já viajou no que vai mandar para concorrer?

Não é só campuseiro que gosta de armar uma barraca.

sexta-feira, janeiro 23rd, 2009

Ontem, a convite da AgênciaClick, fui dar uma bizoiada no Campus Party, CParty para os íntimos, CP para os nerds. Tenho que confessar, meio sem jeito, que foi a primeira vez que fui nesse evento. E, claro, tive que ver de perto aquele monte de barracas montadas dentro de um centro de exposições. Em uma única palavra: bizarro. Eu adoro viajar, só falo disso aqui no blog, mas se tiver que dormir em barraca, prefiro pegar um sol na laje aqui de casa. A vantagem das barracas dos campuseiros é que não tem bicho e num chove dentro, já é alguma coisa. Intrigada com aquela disposição juvenil, tive a idéia de pesquisar quem mais no mundo, além dos nerds, curte armar uma barraca. E não é que eu descobri. Achei uma empresa inglesa que vive disso. Believe me. A Boutique Camping funciona mais ou menos assim: você e seus amigos querem ir a um festival de música e querem dormir in loco. Os caras vão lá e montam as barracas para a galera. Com (segundo eles) os melhores banheiros do mercado. Não, essa não é a melhor parte. As barracas podem ser decoradas. Isso mesmo. Você pode tar afim de uma noite das arábias ou uma coisa mais “índio do velho oeste”. O cliente manda, eles literalmente armam tudo. O precinho da aventura? A partir de 399 libras. 

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I’m throwing my arms around Paris

segunda-feira, janeiro 19th, 2009

Dar dicas de programas em Paris é correr o risco de falar do óbvio: você abre o roteiro de filmes e estão lá A Bela Junie e A Fronteira da Alvorada; você confere os lançamentos em música e Morrissey canta I’m throwing my arms around Paris. A cidade-luz é onipresente.

De qualquer maneira, como cada um estabelece uma relação com as cidades que mais gosta (tem seus locais preferidos, pratos que não deixa de comer, ruas que não deixa de passar), selecionei alguns passeios na capital da França. Se você lê francês, a primeira coisa é comprar a Inrockuptibles da semana e dar uma geral na programação cultural, além de aproveitar a ótima mistura de matérias de cultura francesa e internacional da revista. Amuse toi bien!

Paris vista a partir do Georges PompidouParis vista a partir do Georges Pompidou

Paris vista a partir do Georges Pompidou

.Les Catacombs (metrô Denfert-Rochereau)
São as catacumbas. Você anda por baixo da terra por cerca de meia hora, só vendo ossos e ossos de cemitérios que foram transferidos do que hoje é o centro de paris (Beaubourg) pra esse local. É surreal, frio e úmido. Gosto pelo inusitado.

. Château D’Eau (metrô Châteu D’Eau)
É uma região onde habitam africanos de ex-colônias francesas. Vale dar uma passeada porque tem mercadinhos com produtos indianos, restaurantes ótimos com comidas bizarras e acessíveis (menos de 10 euros a refeição), além de você ouvir as mais variadas línguas e dialetos, exceto o francês. Evidente que este bairro não aparece em nenhum guia. Ao descer do metrô, você será abordado por um monte de gente com ofertas para cortar cabelo e para vender coisas. Em Château D’Eau,  paga-se bem menos por produtos básicos (como cartões telefônicos para fazer ligações internacionais).

. Château Rouge (metrô Châteu Rouge)
Também bairro de descendentes de ex-colônicas francesas na África. Esse metrô é curioso, não parece Paris: muitos pulam a roleta,  óculos/cintos são comercializados nos corredores e os fiscais da RATP fazem vista grossa. Tipo Brasil. Saindo do metrô, você vai ver que de um lado tem milhões de ruelas, cheias de africanos vendendo comida na rua (de frutas a peixes) e bares mais trashs, estilo centrão. Do outro lado, atravessando o boulevard, você está quase em Montmartre – ou seja, o oposto. Dá pra seguir pela Rue Custine e subir uma escadinha que tem nela pra chegar no Sacre Couer.

. os arredores da estação Glacière do metrô
Gostava muito de caminhar e me perder por essas ruas. É totalmente parisiense: feirinhas, pequenas casas, hotéis baratinhos, lavanderias e todo o clima de Paris, inclusive a sede do jornal Le Monde.

. Bibliothèque Nationale de France François Mitterrand
Adoro o deck de madeira gigantesco e as linhas retas e áridas: é super fotográfico. Dá pra sentar e pegar um sol, dá pra ir no cinema e comprar dvds e livros, além de tomar um café.

. Parc de Bercy (metrô Bercy)
É lindo e tem a Cinemateca. Não tem como ir pra Paris e não dar uma passada por lá, seja pra ver algo ou pra pegar os guias de programação com vários textos longos sobre cinema cult.

. 13º arrondissement (metrô Place d’Italie)
O 13º é um bairro de urbanização mais recente, com torres e prédios altos. É, também, onde tem a maior concentração de restaurantes e supermercados de povos asiáticos. Um hit absoluto de podutos freak asiáticos é o supermercado Tang Frères  (48, avenue d’Ivry Paris): esse super vende suco de aloe vera, suco de coco queimado, além de outras delícias insuspeitas, como massas miojo turbinadas.

. Parc André Citroen (metrô Balard)
Tem que andar umas duas quadras a partir do metrô (veja no Google Maps). É um parque muito, muito legal e sem turistas. Tem parisienses, verde e a vontade de fazer piquenique.

. A creperia Chez Josselin (67, Rue du Montparnasse – metrô Edgar Quinet)
Um dos melhores crepes de Paris, segundo minha amiga francesa. Não é muito caro, é de fato bem bom e bem charmoso. De sobremesa peça o crepe de mel.

Programas óbvios que valem a pena
. Subir no Arco do Triunfo
A vista do Arco no fim de dia fala por si.  Não tem elevador; esteja preparado para enfrentar a escadaria.

. Canal de Saint Martin
Mais uma das incontáveis atrações lindas da cidade. Vá percorrendo toda a extensão do canal, a pé. Tem bares, cafés, lojas de livros e roupas e acessórios descolados, inclusive fotografia. Branché (descolado), como eles dizem.

. Parc de La Villette (metrô Porte de La Villette)
Parque gigante, onde rolam vários shows no verão. Vá em dia de sol! Tem um cinema incrível, com a arquitetura em formato de bola metálica, La Géode, que passa filmes numa tela que te cobre inteiro, tipo 360 graus (ok, não é 360 graus, mas você entendeu o que eu quis dizer).

Praia no Rio? Que praia?

terça-feira, janeiro 6th, 2009

Fui passar alguns dias no Rio de Janeiro para aproveitar coisas ótimas que a cidade oferece, exceto as praias – que, vamos convir, são todas meio iguais: mar lindo e agitado e uma vista com morros, eventualmente tomados por favelas.  Me interessava pesquisar a vida fora da areia, maneira pela qual cheguei a quatro vibes muito características do Rio (fin-de-siècle, anos 20-30, anos 50-60, anos 00), todas com atrações bacanas, pra você ficar bem longe de quem quer se bronzear comendo biscoito globo.

. Fin-de-siècle: sabe a virada do século XIX pro XX, naquele espí­rito famí­lia real e decoração carregada? Os cariocas adoram e mostram as razões pelas quais já foram a cidade mais importante do paí­s. Aqui entram a Confeitaria Colombo do Centro (a do Forte de Cocapabana é um truque pra captar turistas), que nem tem doces tão bons assim, mas vale pelos lustres absurdos, espelhos e elevadores de época; o Paço Imperial (tipo a Pinacoteca de São Paulo), que exibia uma ótima exposição sobre o Roberto Burle Marx, incluindo os estudos feitos à mão da calçada de Copacabana e do Aterro do Flamengo projetados por ele, além de tapeçarias, gravuras e pinturas; e o Palácio do Catete, com os jardins grandes e toda a exuberância (monótona) de museus que contam histórias de governantes.

. Anos 20-30: é muito legal pegar o bondinho na Lapa e subir o morro até Santa Teresa, ambos bairros hypados pelo Noel Rosa e a galera do samba. Santa Teresa enfileira casarões caindo aos pedaços, não tem sinal de celular nem caixa eletrônico, mas seus largos, restaurantes e lojas de artesanato fino compensam muito o trabalho de chegar até lá. Aqui, o samba antigo e os “malandros” são originais. Desça também de bondinho e ande pelos arredores pra ver a arquitetura bizarra e encantadora dos prédios da Petrobrás e da Catedral Metropolitana.

. Anos 50-60: a letra de Lí­gia, do Tom Jobim, resume tudo. A bossa nova hypou Ipanema, Leblon e Copacabana, antes do Rio praticamente estacionar nos anos 70 e se alimentar de saudosismo, até hoje. Quer algo mais a cara do Rio do que uma foto amarelada tirada na praia de Copacabana? Vale cada centavo da revelação do filme. Seguindo na onda o barquinho vai, a tardinha cai, destaco o suco de cupuaçu vendido nas várias lojas de frutas da rua Visconde do Pirajá, em Ipanema; e as confeitarias Garcia & Rodrigues e Talho Capixaba, ambas na Ataulfo de Paiva, no Leblon, que servem sanduí­ches perfeitos, feitos com os melhores ingredientes. Não é difí­cil comer bem no Rio – muito pelo contrário, é uma nova possibilidade de sabor em cada esquina. 

. Anos 00:  são os poucos pontos superconectados da cidade, livres do ranço praia/samba e que poderiam estar em qualquer metrópole. Aqui incluo o único local em que fui bem atendido, o ótimo restaurante Zuka, no Leblon. De entrada você pede a experiência de foie gras; como prato principal, o filé negro com purê de pequi; e, para a sobremesa, o brownie de pistache com calda de frutas vermelhas. Falar em 00, o famoso 00, no Planetário da Gávea, também tem um restaurante com cardápio delicioso, junto com uma pista e um deck com bar ao ar livre – tem algo em São Paulo assim, que junte bar/restaurante/pista e dê super certo? Ah! E o Dama de Ferro, que todos conhecem, é a balada em que vi mais gente animada dançando bom som eletrônico no meio de uma estrutura fria de aço, vidro e luz vermelha – inferninho chique.

Tem pra vários gostos e bolsos, e é super prazeroso andar pelas ruas super arborizadas, se sentindo sempre num cartão postal. Mas esteja preparado para o serviço precário, uma constante nos estabelecimentos do Rio: você tem que reforçar seu pedido em média três vezes, e ter muita paciência. Apesar de ser uma cidade turí­stica, a  comida demora pra vir, os garçons são atrapalhados e a conta sempre traz itens a mais.  Nessas horas, nem a certeza de ter sempre uma vista linda de mares e morros é consoladora.

Santa Teresa, no Rio de Janeiro

Estratégia de mkt ou medo dos fãs tupiniquins?

domingo, dezembro 21st, 2008

Pessoas não viajam apenas para lugares, longe, perto ou mais ou menos. Elas viajam sem sair do lugar também. Foi o que eu e mais uma centena de semi-ocupados fizeram ontem na Melo Alves, entre cotoveladas e sacoladas. Eu explico. Sábado de compras natalinas, estava eu escolhendo umas lembrancinhas para mim mesma na Plastik, quando vi um aglomerado na frente da loja ao lado (sorry, sei que a loja é mega cool, mas não faço a mais remota idéia do seu nome). E qual a minha surpresa quando descobri que Madonna estava a caminho, não sei se com ou sem Jesus, seu mais novo brazilian guy (aliás, Madonna com Jesus na véspera de Natal parece sacanagem, né?). Enfim, voltando pra muvuca. Vários seguranças estavam a postos, ninguém entrava, ninguém saía da loja – isso me fez pensar se alguém costuma entrar e sair de lá – e cada vez chegava mais gente. O desfile de modelo de celular tava mais concorrido que o SPFW, todos querendo garantir uma fotenha. Claro que eu e meu N95 também, sem o menor medo de ser feliz. De repente, alvoroço, os seguranças aflitos sinalizam que os carros estão subindo a rua. E estavam mesmo. But… where is Madonna? A fofa não sai do carro e eles se vão, supostamente de volta para o hotel. Sem fotos, sem peruas se descabelando por um autógrafo. Coisa mais sem graça. Em pouco mais de dez minutos, os seguranças já tinham ido embora e o povo voltou à sua rotina natalina. Pergunto: estava Madonna mesmo dentro daquele carro cheio de insufilm? Seria uma estratégia de mkt da loja que eu não sei o nome para que talvez mais pessoas saibam o seu nome? Ou…ela, a “Magde” ficou com medo de nóis, pobres fãs do terceiro mundo tupiniquim? Será que em LA ou London Town ela também tem medo de sair do carro? Tudo bem, eu nem queria mesmo.

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Chega de tapas

quarta-feira, dezembro 17th, 2008

Quando você estiver em Madrid e simplesmente cansar da combinação cañas y tapas (sim, porque uma hora cansa, viu?), tenho duas sugestões delícia. Sem querer fazer trocadinho, mas já fazendo, a primeira delas é a Delic Cafe. Na minha modesta opinião, um dos lugares mais gostosos para passar a tarde na cidade. Levando em conta que você é esperto e não vai perder a noite de Madrid, considere também uma ótima opção para o seu café-da-manhã tardio. O lugar é pequenininho e todo cheio de quinquilharia. Eles adoram fazer umas gracinhas na vitrine, o que faz lembrar um pouco o nosso Ritz. Ou será que o Ritz é que faz lembrar a Delic? Ops. Bem, a comida também é um negócio, tudo caprichado, gostoso (pronto, me deu fome), perfeito pra ficar horas beliscando. Guarde espaço para a sobremesa, já vou avisando. Mas se você não quiser comer, também pode tomar um café e ficar lá, apreciando as beldades. O Delic, além de ser um charme, também acumula a função de mega bem frequentado. Por locais, o que faz toda a diferença. A segunda sugestão é mais restaurante mesmo. Chama-se Bazaar e fica em Chueca, bairro descolado onde os descolados moram. Ele chama Bazaar porque as mesas são redeadas por prateleiras onde você pode encontrar o último do fino em artigos de mercearia. Chique, viu? Até garrafa de água dá vontade de comprar. A cozinha é mediterrânea e, para meu espanto, o preço também é comestível. 

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Estava com saudade de Lisboa e olha o que eu achei.

terça-feira, dezembro 16th, 2008

A minha cidade preferida no mundo acaba de ganhar um hotel design de verdade. Não é daqueles que pretendem ser, mas que são mesmo. Eles nem tinham que ter se preocupado tanto com a decoração dos quartos, uma vez que você abre a janela e dá de cara com o Mosteiro dos Jerônimos, um dos lugares mais bonitos da cidade. Mas eles se preocuparam sim, e fizeram umas instalações de cair o queixo. E que reforçam o que eu sempre digo: Lisboa não é mais aquela cidade veiuca, desdentada, cheia de mulher de bigode. Quem acreditar em mim, não se arrependerá. Mas enfim, propaganda de Portugal a parte (desde que saiu minha dupla cidadania, eu tô assim), o achado chama-se Jerônimos 8 e fica no Bairro de Belém. Sim…. exatamente onde fica a Fábrica de Pastéis de Belém, também conhecidos como pastéis de nata. Os quartos chamados “superiores” – lê-se que a tarifa também é superior – têm varandinha com vista pro mosteiro. Pode pagar mais que vale a pena. 

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Não saia de NY sem conhecer o Dumbo.

domingo, novembro 16th, 2008

Sim, sei que soa estranho. Que para conhecer o Dumbo, o certo seria ir para a Disney, não para NY. Pois bem, Dumbo é o bairro mais design do pedaço e só descobri isso hoje. Paraiso para os web designers, designers, arquitetos, fotografos e simpatizantes, o bairro resume-se a algumas quadras bem embaixo da Brooklyn Brigde (vizinho de Williamsburg). Além da vista fantástica de Manhattan, encontrei a “bem provavelmente” melhor book shop de NY, a Powerhouse Arena. Uma espécie de livraria, galeria, lojinha de design e reduto de cabeças pensantes. O espaço é incrível, pé direito altíssimo, cara de galpão industrial. A seleção de livros, nem se fala. Fui obrigada a adquirir alguns exemplares. Saindo dali (se você for capaz), vale muito a pena conhecer uma loja no melhor estilo “100% japanese”, chamada Zakka: toy art, livros de design de todos os cantos do mundo, camisetas, posters e miudezas em geral. Outro espaço que, vez ou outra se transforma em galeria. O bairro, além das lojas e galerias, hospeda várias performances e eventos. Vale a pena consultar o calendário quando for a NY. E andar por lá, despretenciosamente, vale a visita.

It’s not a hotel

sexta-feira, novembro 14th, 2008

Definitivamente NY já não é mais a mesma. O bairro mais cool deixou faz tempo de ser o Soho e as melhores baladas não estão mais concentradas no LES (lower east side, para os íntimos). E ninguém me contou, não. Eu fui ver bem direitinho. A convite de uma amiga ultra local, peguei um taxi no Brooklyn e fui experimentar a noite de Williamsburg. Gente. O que é aquilo? Se o mundo deixar de ter pessoas bonitas de uma hora para outra é porque elas estão todas lá, no Hotel Delmano. Não, eu não fui passar a noite num hotel em Williamsburg. Trata-se de um bar ultramegamaster cool. De fora, você não dá nada pelo lugar, parece uma esquina abandonada. A entrada fica na lateral e não há qualquer placa que ajude um turista nó cego a entrar. Para a sorte de todos nós. Os drinks são caros, bem caros, mas eu prometo que vale cada centavo. Prometo muito. E se você tiver coragem de sair de lá, um bom lugar para continuar a noite é o Union Pool, dos mesmos donos. O povo é mais despretencioso e o ambiente, idem. Mas vale dar uma olhada. Hotel Delmano: 82, Berry Street, Williamsburg