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Revistas de setembro

sábado, setembro 5th, 2009

Adoro quando chega o começo do mês para me esbaldar em revistas. É só uma pena que as importadas cheguem com preços tão absurdos por aqui, que costuma ser superior aos preços de livros. Recentemente assinei a Monocle, que custa R$ 76,00 na Livraria Cultura, enquanto a assinatura semestral me custou R$ 90,00.

Enfim, revistas européias estão totalmente fora da minha realidade e só compro se for através de alguém que está vindo do lado de lá.

A grande surpresa do mês foi a revista Santa Art Magazine, que é nacional, dedicada à arte e fotografia e está na terceira edição e custa R$ 30,00, mas vale a pena, pois a impressão é impecável em couché 150g. A revista é trimestral e traz um trabalho da fotógrafa Loretta Lux na capa, que aliás é uma das fotógrafas convidadas para o próximo Paraty em Foco, que começa no dia 23 e vai até 27 de setembro. Essa edição foi lançada no final de abril, então eu imagino que a quarta edição esteja para sair a qualquer momento.

As outras compras foram a Nylon Magazine (meu lado teenager), que tem a edição dedicada à TV com entrevistas com várias pessoas por trás das principais séries americanas, como Diablo Cody (United States of Tara), Kime Buzzelli, que é a consultora de estilo de 90210, Courtney Conwell, assistente da produtora executiva de Gossip Girl, etc.

A Wired com uma análise bem completa sobre o Craigslist e um especial sobre o o Rock Band dos Beatles. Dá pra ler tudo online, mas eu amo folhear a revista, então continuo comprando mesmo com o conteúdo disponível gratuitamente. Que as revistas impressas sobrevivam!!

As últimas foram a Vogue Brasil com a Ana Claudia Michels na capa e a americana, com a Charlize Theron toda linda. Gostei do editorial “Silhueta em evidência” feito pelo Bob Wolfenson, mas vamos concordar que a capa da Vogue Brasil é horrível e ainda ironicamente tem a chamada “Hora de ousar”. Aham! Já a americana eu comprei por causa do preço (R$ 20) e sempre tem algumas coisas boas (tá, eu queria mesmo era a italiana, mas não dá para bancar R$ 69). Nessa de setembro tem um editorial incrível feito pelo Steven Meisel (in the mood), além de um super especial com a Charlize, a musa da edição.

Agora fico na babação de ovo das que não deu para comprar. Faltou na listinha a iD, Dazed & Confused, a Tokion, que disponibiliza gratuitamente a versão digital e a canadense sobre música DT death + taxes.

Aproveite para baixar a última edição da Soma+ e dar uma espiada na nova edição da Another Magazine, que tem a belíssima Kate Moss na capa.

anothermagazine

Back to the roots !?

terça-feira, janeiro 27th, 2009

E agora com tanto questionamento sobre a influência (ou não) da primeira-dama americana Michelle Obama na moda, cabe a nós brasileiros darmos nosso exemplo mais do que tardio. Considerado um “celeiro” de belezas tanto por sua história como por sua “mistura” racial, única e virtuosa; o Brasil já poderia estar passos à frente com relação a esse aspecto há muito tempo. Afinal, não deslocamos “montanhas” para ver Gisele nas passarelas, porque não temos o mesmo interesse com nossas e nossos belíssimos modelos negros?? Será que somente os “brancos”  (definição muito questionável no brasil…) compram moda ou até mesma a comunidade não dá muito apoio por medo, vergonha, segregação ou descaso??

Um tema que foi muito abordado no continente europeu em 2008, Naomi Campbell (muito famosa mais pelas atitudes negativas do que pelas ações comunitárias e opiniões verdadeiras), Miuccia Prada, etc, saíram da escuridão para expor uma realidade muito cruel da civilização ocidental. A “Vogue Brasil” algum dia faria um número especial somente com a beleza negra (algo realizado pela “bíblia” Vogue Itália, mesmo correndo o risco de perder poderosos patrocinadores…)?? Afinal, o Brasil olha mais para o mundo do que para si próprio?? E agora, subitamente, todos aqui sentem orgulho (mesmo estando milhares de kilômetros de distância da América do Norte) por terem (ELES) um presidente negro?!

Como acredito que uma imagem vale muito mas muitos mais que palavras, postei aqui as maravilhosas imagens de um dos últimos desfiles do recém terminado São Paulo Fashion Week. Desfile de André Lima, que seguindo com sua já conhecida mistura de cores e referências, nos deixa uma prova de que mulheres negras podem SIM serem refinadas e belas. Que o Brasil acorde de seu “pedestal do olimpo” e ao invés de somente focar metas econômicas em comparação a outros distantes países, olhe para si próprio porque SOMENTE assim seremos algo. E algo GRANDIOSO como podemos e merecemos…

YES, WE CAN !!!

Eu e meus feeds

segunda-feira, novembro 10th, 2008

Hoje tive um dia mais tranquilo, o que foi ótimo para colocar a leitura dos meus feeds em dia. E claro, como eu adoro compartilhar tudo que eu gosto, aí vão uma dicas bacanas do que eu vi e vale conferir:

- Feed08: baixe este relatório para usá-lo como referência caso você trabalhe com Planejamento, Redes Sociais e/ou para quem gosta de tendências

- WGSN 10 Anos: a WGSN e quem ganha é você, saca? Eu sempre vivo babando nos highlights e roendo as unhas por não poder ver o conteúdo, que só não é pago, como custa uma fortuna. Pois bem, eles estão de aniversário e liberaram alguns estudos bem interessantes até o final de dezembro. Corra lá!

- Super Obama: está todo mundo careca de saber que ninguém utilizou tão bem as ferramentas sociais em uma campanha como o Obama. E claro, não param de surgir coisas relacionadas a ele. Se joga na versão Obama do Super Mario.

- Tokyo Art Beat: eu ando  numa fase de fascinação pelo Japão e juntando as moedinhas para em breve dar uma passeada por lá. Enquanto não vou, eu vou me deleitando com os blogs, revistas e referências de lá. Este site tem um bom guia de eventos que estão rolando em Tokyo.

- 150 top Blogs de Social Marketing: uma lista bem interessante para ter como referência e consulta. É blog que não acaba mais. E se você quiser importar a lista inteira para o seu leitor de feeds, baixe o arquivo OPML no The Social Networker.

- Tales of the unexpected: ensaio lindo (pra variar) da revista Vogue inglesa de dezembro com colaboração de Tim Burton, Helena Bonham Carter e o fotógrafo Tim Walker em “Tales of the unexpected”. A capa da revista tem a Kate Moss clicada pelo Nick Knight.

- Scenes from Antarctica: uma coleção de 32 fotos lindíssimas da Antarctica.

- Fantasia: filme dirigido pelo Nick Knight.

Paranoid House

sábado, março 15th, 2008

Trabalhar com arquitetura é uma experiência quase sociológica, principalmente quando o objeto de projeto é a casa do cliente. A arquitetura institucional, comercial, industrial, ou qualquer outra, lida acima de tudo com o atendimento e a organização de espaços eficientes para cada atividade. Eficientes no sentido prático, estético, sinestésico e ergonométrico. A arquitetura residencial avança sobre um campo bem mais nebuloso e muito menos científico que é o do sonho. Quando alguém coloca a mão no bolso para construir e/ou decorar o espaço que vai chamar de ‘lar’, ela inclui neste investimento uma série de expectativas indizíveis que cabe ao arquiteto decifrar.

A casa é onde nos protegemos e nos abrigamos. Onde comemos, dormimos, descansamos. Todas as atividades mais básicas acontecem lá. Mas a casa funciona também como o símbolo máximo de quem somos, ou quem queremos ser. A partir dela organizamos todo o nosso cotidiano, nossas investidas na cidade, nossos horários, nosso hábitos. Lá guardamos o que gostamos, recebemos quem gostamos, contamos a nós mesmos nossos mais obscuros segredos. Alguns usam a casa para trazer o mundo para perto, outros a usam para excluírem-se dele. E ninguém está a salvo da saudade de casa.

Eu categorizo três tipos de casa: a casa-abrigo, a casa-palco e a casa-lar.

A casa-abrigo em geral mostra desleixo por todos os cantos. Móveis velhos e malcuidados (quando os hão), paredes nuas, falta de qualquer senso estético e desconhecimento completo da palavra conforto. Nesse tipo de casa o destaque certo é a TV, pois quem mora assim apenas dorme e toma banho lá. O tempo livre indoors é preenchido com a preguiça mórbida da televisão.

A casa-palco é o oposto. Vestida com a metidez de tudo que está em voga agora, ou o que já foi moda láaaaaa atrás, e hoje de apoia na muleta do ‘clássico’, essa casa tem um apuramento de detalhes assombroso. Seja nas alvíssimas superfícies minimalistas, ou nos maneirismos das coleções de bibelôs em cristaleiras de jacarandá, tudo tem seu lugar, perfeitamente espanado, e o visitante se sente automáticamente um intruso. É neste ligar que sentamos com a postura ereta na ponta do sofá, e sempre tem um chá com biscoitos a nossa espera (alguém pensou em Desperate Housewives?).

A última, a casa-lar, é aquela que combina o sofá italiano com a mancha de vinho do último aniversário. O quadro da Beatriz Milhazes está na mesma parede que a foto da primeira comunhão. O piso de mármore reflete as cortinas bordadas que a avó fez. A palavra de ordem aqui é conforto, e quem chega pela primeira vez já pode se jogar no sofá e tirar os sapatos. Aqui perigamos cair na maior cafonália possível, ou beirar o esnobismo das revistas de decoração, mas sempre haverá aquela coleção de bugigangas divertidas ou a marca de pé do filho na parede para contar um pouco a história do dono e nos deixar mais íntimo daquele espaço.

Toda essa dissertação surgiu porque ando reparando que atualmente as pessoas andam com um referencial deturpado das categorias acima. Muitas delas chegam pedindo uma casa-lar, mas na hora do vamos ver elas querem a casa-palco. Muito branco, muito bege, nada de bolhas nas paredes, por menor que sejam. Grandes estresses na hora da entrega da obra, brigas homéricas sobre o risco da maçaneta da lavanderia, lágrimas molhando o lascado da madeira. Essas pessoas se tornam muito infelizes com os pequenos detalhes, e deixam de ser felizes no contexto global, que é a premissa da última categoria.

Daí entra o papel do arquiteto-psicólogo, que tem que lidar com todas as inseguranças e as frustrações que as pessoas trazem do mundo para dentro de seus lares, e ali as querem compensar. Talvez hoje a arquitetura deva ser feita com receita médica, e eu que estou atrasado (ou careta) demais. Sou do tempo que lar se construía com história, não com Botox nas paredes. Também sou do tempo que em TOC era coisa de hospício, e não manchete da capa da Vogue.

Rapidinhas

sexta-feira, junho 1st, 2007

Amy Winehouse

Uma das queridinhas atualmente é a Amy Winehouse, que tem um talento indiscutível. Se voce é um dos que faz parte dos fãs desta inglesa de vocal poderoso não deixe de ouvir o podcast dela.

Podcast Rebel! Eupodo

E depois de uma longa ausência voltamos com nosso podcast. Dessa vez contando com a presença do duo de electro Noblesse Oblige, que fez uma passagem rápida pelo Brasil se apresentando duas vezes no Clube Glória, na Orgasmo em Porto Alegre e fechando com uma canjinha na Rebel! no Vegas. O podcast foi feito regado a vinho, muitas risadas, muitas bobagens e tiração de sarro. Ouça e assine nosso podcast!

Digitalism

Veja o vídeo “Pogo”, o segundo single do CD “Idealism” do Digitalism que sai agora no dia 11 de junho:

Paul Poiret & Steven Meisel

A Vogue americana traz um ensaio belíssimo feito pelo Steven Meisel inspirado no trabalho de Paul Poiret, que foi o estilista que livrou a mulherada dos temíveis espartilhos (que são ótimos em momentos bem específicos). Vale conferir o ensaio e também se deleitar com a biografia do estilista que está disponível no site.

Mais uma revista

Como a maioria sabe, um dos meus maiores vícios é comprar e baixar revistas. Hoje vi no blog Groselha a dica de uma revista portuguesa, a DifMage, que é super bacana com uns editoriais bem bacana. Disponível gratuitamente para download.