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Perto dos seus ídolos

terça-feira, novembro 24th, 2009

No final dos anos 90 os meus ídolos eram, muitas vezes, ícones antigos da música (alguns serão eternamente). Vê-los pessoalmente não era uma tarefa fácil e recorri a alguns artifícios, que me renderam uma canseira danada. Nos mesmos anos 90 eu era uma metaleira de plantão e fui a todos os shows de rock que rolaram por aqui entre 89 e 97, depois eu fui embora, traí o movimento e voltei pop.

Eu ia em todas as tardes de autógrafos que rolaram na falecida Woodstock, no Anhangabaú e em lojas na Galeria do Rock. Peguei autógrafo e, claro, tirei foto com Anthrax, W.A.S.P., Motorhead, Metallica, Quiet Riot, Deep Purple, Ozzy Osbourne só para citar alguns. Eu frequentava com meu ex-namorado, com quem fiquei 7 anos ouvindo hard-rock & heavy metal, o extinto bar São Paulo, que ficava numa ruela perto da Oscar Freire, trocando ideias com o Viper, Angra, Poseidon, etc.

Os festivais eram o Hollywood Rock, Rock’n Rio, M2000 Summer Concert, que rolava em Santos, Close-up Festival, além de bater carteirinha em shows no Olympia, onde vi Faith No More, Pantera, The Mission, Marilyn Mason, Steve Vai, Joe Satriani, etc; e em grandes estádios como no Morumbi, onde assisti Nirvana e lembro de ter comentado que poderia morrer feliz na época (ainda bem que não morri!). Música que não tivesse guitarra, baixo, bateria e vocal não era música para mim.

Que bom que os anos passaram. Eu não nego minha veia metal, tanto que adoro incluir rock bem pesado nos meus sets. O Rage Against the Machine está entre o meu top10 de melhores shows que assisti. Hoje sou mais eclética, aprendi a gostar de música eletrônica, virei fã de eletrorock e meus ídolos já não são tão inalcansáveis. Eles são conhecidos, mas não lotam estádios.

Rage Against the Machine

Rage Against the Machine

Criamos uma fantasia em cima dos nossos ícones e até sinto saudades deles. Eu não tenho qualquer problema em admitir meu lado tiete e colaria no Iggy Pop, David Bowie, Thom Yorke, Trent Reznor só para tirar uma fotinho com qualquer um deles.

Iggy Pop

Iggy Pop

Hoje o que eu ouço está mais acessível. Eu sempre fico feliz como criança quando consigo trocar figurinhas com alguns dos meus atuais ídolos. Ter hospedado o Larry Tee na minha casa foi, por exemplo, fantástico. De repente, o produtor daquela música que fazia eu dançar na pista até o quadril doer, estava ali sentado no meu sofá, folheando minhas revistas, abrindo minha geladeira. Foi assim com o Soulwax, Diplo, Designer Drugs, Dat Politics, Squeak E. Clean, The Bloody Beetroots entre outros. Lembro-me até quando o Iggor Cavalera foi pela primeira vez na minha casa, afinal eu fui grande fã do Sepultura. Vê-lo sentadinho no meu sofá discutindo formato de festas foi daquelas experiências que, ah, não tem preço.

Ola Persson, Larry Tee e eu

Ola Persson, Larry Tee e eu

Nem sempre os meus ídolos vem tomar uma cervejinha aqui em casa, mas hoje só o fato de poder trazê-los para tocar em festa minha, já é uma satisfação e alegria que não tem fim. A lista nesse caso é grande. Jantar com Yelle, passar a tarde com o The Raveonettes e o último grande ídolo que trouxe foi o Yuksek, que produziu um dos álbuns que eu mais curti em 2009, Away from the Sea, e foi quem me inspirou para esse post.

Yuksek

Yuksek

Eu gosto dessa aproximação, pois acaba sendo uma quebra de uma projeção que fazemos dos nosso ídolos, que muitas vezes chegamos a colocar num altar de tão distante que ele parece ser. E, de repente, ele está ali ao seu lado, conversando, rindo como qualquer outra pessoa.

Para fechar esse post nada como algo inédito, afinal atualmente ter algo inédito para compartilhar não é nada fácil. Nessa última passagem do Yuksek por São Paulo, o Ola gravou o set dele inteiro e finalmente liberamos ele para que todos possam ouvi-lo. O set está em 128kbps, mas logo mais disponibilizaremos no perfil da Crew, no Soundcloud, com qualidade decente. Aguardem!

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Yuksek DJ Set @ Festa Crew – Clube Glória (SP)

Crew 2 anos – parte II

domingo, novembro 15th, 2009

Não canso de dizer como eu amo fazer festa, mesmo estando longe de ser uma atividade rentável quando você trabalha com clubes mais “undergrounds” (odeio esse termo, mas não vem nada melhor à cabeça).

Já são 4 anos na ralação com a noite e, às vezes, uma vontadezinha de me aposentar dela. Aí rola aquela festa de arromba em que vejo todo mundo pulando, gritando, rindo e volto atrás na minha decisão. Comentei que no ano que vem eu pararia por completo, mas já desisti. Vou abrir mão de algumas coisas e focar em outras, pois haja saúde e tempo para dar conta do recado. E nem sempre dou.

Na sexta-feira rolou a parte II da festa de 2 anos da CREW, que não tem jeito,  é minha festa xodó. Eu estava bem tensa como sempre. Quem me conhece bem sabe o estado em que fico nas horas que antecedem uma festa. O frio na barriga faz parte como num namoro. No dia que ele acabar é que eu vou de fato começar a me preocupar.

Foi uma sexta-feira cheia de opções na cidade. Tinha Ritchie Hawtin na Clash, Loco Dice no D-Edge, Sany Pitbull no Secreto, Baixaria & It’s Alive no Vegas, só para citar algumas boas festas que estavam rolando por aqui. Mesmo assim a festa rendeu bem, o clube encheu, mas sem aquele clima desagradável em que o calor fica insuportável e as pessoas mal conseguem dançar.

Quem abriu a noite foi o I’m the Machine, para uma pista vazia e gelada, mas que no final do set já tirava gritos e pulos do público que ia se formando na pista. Aí entrou o Fabilipo, que também chacoalhou o Glória e, na sequência, o Database, que foram os escolhidos para abrir a noite para o Yuksek. Fizeram um set incrível e terminaram de aquecer a pista. Aí o momento mais esperado, a entrada do Yuksek, que tinha deixado aquela vontade do público ver o live, mas tínhamos apenas o dj set para nos contentar. Quer saber? Ele se superou! Foi um dos sets mais incríveis que rolaram na CREW nesses dois anos.

Durante 1h35 de set Yuksek segurou a pista, que pulava e gritava loucamente. Tocou boa parte do seu último álbum, além dos vários remixes que fez. A boa notícia para quem perdeu, é que gravamos o set e logo mais disponibilizaremos aqui no blog para quem quiser ouvir.

Aí na sequência a área da pickup virou uma festa com Sexistalk, Roots Rock Revolution, Fabrizio e o Tchiello K., além de mim que não resisti em brincar com a mpc.

É esse tipo de noite que me traz uma felicidade tão grande, que é difícil pensar em largar tudo para ter uma vida mais calminha. Ver todo mundo saindo satisfeito de uma noite bacana, receber emails & mensagens agradecendo pela festa é algo que, como diria qualquer campanha do Mastercard, não tem preço.

Na sexta-feira várias pessoas se queixaram do valor de bilheteria da CREW, que do habitual R$ 20 saltou para R$ 30. Claro que isso me chateia, pois quem produz festas sabe o quanto custa trazer um gringo de peso. Quando faço pesquisas para saber quem o público quer ver tocar, a lista é imensa e tentamos na medida do possível atendê-la, porém quando conseguimos, as pessoas não compreendem que a noite pode custar 4 vezes mais do que o normal, especialmente um nome como o Yuksek, que tem sido headliner em grandes festivais, lançou um álbum aclamadíssimo e difícil encontrar uma data vaga na agenda do produtor francês.

Eu tenho um lema, que é nunca inviabilizar a noite para o público das minhas festas. Enquanto a maioria dos clubes cobram mais do que R$ 50,00 em noites com atração internacional, eu tenho fazer com que a gente consiga bancar a noite com uma lista de no máximo R$ 30,00, que foi o valor para ver o Yuksek. E conseguimos cobrar R$ 30,00 porque os vips são contadíssimos e os amigos também encaram pagar entrada. Acho justo, todo mundo contribuí com menos e mais pessoas tem acesso à festa. E, ao contrário do que imaginam, essas festas rendem menos para nós, justamente porque o preço da bilheteria aumenta apenas 50%, enquanto o custo da noite chega a se elevar em quase 200%.

Já tem um monte de festas por vir: a Top Top Top, no dia 20 de novembro no Vegas; a Crash, no dia 21 com o The Twelves no Glória e no dia 28 tem a última comemoração dos 2 anos de CREW, com Toxic Avenger, no Glória.

E uma coisa eu antecipo: prepare as emoções para março de 2010, porque uma das atrações mais aguardada por muita gente que conheço vai dividir uma noite grandiosa com a CREW. A outra notícia boa é que nessa estaremos em mais 3 cidades além de São Paulo com essa super atração. Aguardem, porque essa vai ser a maior das noites quebradeiras que já fizemos. E ainda digo, depois dessa vai ser difícil a gente se superar, mas não desistiremos.

Vida longa à ótima noite paulistana. Fico bem feliz por fazer parte num pedacinho dela.

PodCrew novo no ar

quinta-feira, novembro 12th, 2009

Nossa, o novo podcast da CREW está no ar e animadíssimo. Desconfio que foi feito sob alto efeito alcóolico. A ideia foi falar bastante da nossa super festa, que rola amanhã no Glória, com Yuksek (ai, estamos super na babação mesmo, porque todo mundo da CREW é mega fã).

O Fabrizio lançou até desafio para alguém fazer uma versão technobrega de alguma música do Yuksek! Hehehehehehe… ouve o restante para entrar na nossa animação e a do nosso apresentador Fabrizio, que realmente estava super empolgadinho. Ouve lá, baixa também e manda para os amigos e inimigos.

PODcrewST NOV2009! by festacrew

A lista para a CREW, de amanhã, está rolando solta – R$ 30 – festacrew@gmail.com.

Yuksek in da house

quinta-feira, novembro 5th, 2009

Confirmadíssimo. Dia 13 de novembro o produtor francês Yuksek é o nosso ilustre convidado para a segunda parte das comemorações de 2 anos da festa Crew.

Já falei por aí, mas vale o repeteco aqui no blog. A partir de 2010 queremos usar a Crew para várias ações envolvendo design, música e vídeo. A ideia é até o final do ano ter um grupo bem bacana de artistas relacionados à essas áreas fazendo parte da Crew.

Yuksek

A primeira delas é nosso concurso para abrigar um novo DJ residente na festa, seja ele de onde for, desde que tenha o perfil similar aos atuais djs residentes e claro, à própria festa. A Crew também teve um filho com a festa Bang! no D-Edge, a Whoa! que passa a ser quinzenal e nasce na próxima terça-feira.

Estou aqui pulando de alegria, pois o Yuksek é um dos meus produtores favoritos e sempre foi sonho tê-lo tocando na Crew, mas o máximo que tínhamos conseguido até então era a presença dele em uma das edições, que foi no final de semana que ele veio ao Brasil para tocar no Haagen Dazs. Não vai ser live, afinal faltou verba, a equipe dele para live é grande e o cachê mais que o dobro, mas não tenho dúvida de que o dj set não vai deixar nada a desejar. Vai ser de fato comemorar os nossos 2 anos com chave de ouro (tá, super babação de ovo, mas eu babo mesmo!!!).

O line-up da noite se complementa com Roots Rock Revolution, Database, Tchiello K., Fabilipo, Fabrizio Martinelli, I’m the Machine e Sexistalk. Eu fico rebolando na caixa de som!

Quem cuida da parte visual da festa é o VJ Robson Victor, que faz um revival dos melhores momentos desses 2 anos de festas.

A lista amiga é de R$ 30,00 – festacrew@gmail.com e anota aí: dia 13 de novembro, a partir das 23h59!

E dia 28 de novembro encerramos nossas comemorações com o Toxic Avenger, mas essa é outra história, que eu conto depois.

Ônibus da Crew no Planeta Terra: promoção rolando!

segunda-feira, outubro 19th, 2009

Está chegando a hora para o Planeta Terra e todo mundo contando os dias. Enquanto isso eu tento lotar o busão da Crew, mas a disputa por lá está acirradíssima. Todo mundo agitando para ter seu próprio ônibus.

crewbus(2)

A mecânica, que parece ainda não estar clara para muitos, funciona assim:

- o ônibus mais votado ganha 1 ingresso + 5 para distribuir entre seus passageiros
- caso ele vá para a segunda fase, a disputa passa a ser entre os passageiros sem ingressos, que concorrerão a 15. Os passageiros ganharão de acordo com os votos recebidos, ou seja, os mais populares levam.

Para esquentar a brincadeira e incentivar a carona no nosso busão, eu decidi sortear convites para as próximas festas que terei no decorrer de outubro e novembro. Serão 2 ingressos por festa.

UPDATE – GANHADORES:

- 1 par para a festa Crash @ Gloria com Tahiti 80, no dia 24/10 – Ganhador: Renato Nemr
- 1 par para a última edição da Crew @ D-Edge, no dia 27/10 – Ganhadora: Svetlana Bianca
- 1 par para a festa Halloween Party, a Volta @ Gloria com os djs Zegon & Squeak E.Clean, no dia 31/10 – Ganhador:Renato Campana
- 1 par para a festa com Yuksek @ Gloria, no dia 13/11 – Ganhadora: Joana Dambrós
- 1 par para a festa Crew @ Gloria com Toxic Avenger, no dia 27/11 – Ganhador: Bruninho Hoera

Os nomes estarão na lista vip no dia da respectiva festa. O sorteio aconteceu da seguinte forma:

- peguei a lista de todos as pessoas que estavam no ônibus por ordem de chegada
- retirei os integrantes da Crew
- numerei os nomes
- joguei no random.org o número de pessoas
- o número gerado era correspondente ao número da pessoa na lista

Delicinhas musicais para hoje

sábado, outubro 17th, 2009

Está de matar esse clima vai-e-vem de primavera/verão/inverno, hein? Resolvi fazer uma listinha de tudo de bacana que ouvi/vi durante essas últimas semanas relacionado à música.

O primeiro é o trailer do álbum novo do “The Decemberists“, The Hazards of Love, que é poético, lindo e inspirados. Estou adorando essa nova fase em que as bandas tem feito trailer dos seus novos álbuns (vide Noah and the Whale).


Here Come The Waves: The Hazards of Love Visualized Trailer
from The Decemberists on Vimeo.

Na próxima semana tem duas bandas francesas dando uma rápida passagem em São Paulo, o Tahiti 80 e Chateau Marmont. Vale a pena ouvir as duas bandas, o Tahiti 80 já é bem conhecido por aí, já o Chateau é uma banda menor, mas que tem um electro francês delicioso. O Tahiti 80 aproveita a passagem por aqui e dá uma canja na minha festa Crash, no sabadão (24.10), no Glória. Já anota aí…. infelizmente vamos ficar devendo o show.

Tahiti 80

Tahiti 80

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All Around (Yuksek Remix) – Tahiti 80

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Heartbeats (Soulwax Remix) – Tahiti 80

Outra música que fez sucesso aqui a semana toda foi “Building all is love”, da Karen O and The Kids. É linda e me lembra momentos felizes, aliás já viu quem são os “the kids”? A lista é impressionante, dá uma olhada e baba (porque eu babei e morri de inveja da Karen O por estar reunida com esse pessoal):

Bradford Cox (Deerhunter)
Brian Chase and Nick Zinner (YYYs)
Dean Fertita (The Dead Weather, The Raconteurs)
Aaron Hemphill (Liars)
Greg Kurstin (The Bird and the Bee)
Jack Lawrence (The Dead Weather, The Raconteurs)
Oscar Michel (Gris Gris)
Imaad Wasif (New Folk Implosion, Alaska)

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Bulding all is love – Karen O and The Kids

Aliás, o trailer do filme Where The Wild Things Are é com a música “Wake Up”, do Arcade Fire, que é sempre tão boa e me lança a momentos nostálgicos.

Where the wild things are

Where the wild things are

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Wake Up – Arcade Fire

Quem reapareceu com música nova foi o LCD Soundsystem, a “Bye Bye Bayou”, também com uma pegada de música “feliz”. Calminha, relaxante e gostosa de ouvir. A notícia é que em março de 2010, o LCD lança seu terceiro álbum. Oba!

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Bye Bye Bayou – LCD Soundsystem

Claro que no post não poderia faltar da última do Thom Yorke, que agora lança uma por semana e deixa todo mundo enlouquecido (o cara é gênio), “Hearing the Damage”, que eu acho que é uma das minhas favoritas dele.

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Hearing Damage – Thom Yorke

E tem três músicas que eu tenho ouvido bastante e tocado em quase todos os meus sets. Dos três artistas, somente um eu gostava de fato, mas quem disse que a gente não muda, não é? Nesse caso eu acho que quem mudou de fato foram eles.

O primeiro é o Tiesto, que lançou recentemente o álbum Kaleidoscope e surpreendeu muita gente que não curte o produtor (inclusive eu) com um disco inovador, que conta com convidados bem inusitados e sonho de muuuitoos produtores: Bloc Party, Sigur Rós, Calvin Harris, Tegan and Sara e Nelly Furtado, que comparado com os trabalhos anteriores, parecia algo inconcebível. Ouvi repetidamente desde o lançamento a música “I feel it in my bones”, com participação das irmãs Tegan and Sara. A música é irresistível.

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I feel it in my bones – Tiesto & Tegan and Sara

O segundo é Felix da Housecat, que também nunca figurou entre meus artistas favoritos, mas me surpreendeu com a deliciosa e irônica canção “We all wanna be Prince”.

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We all wanna be Prince – Felix da Housecat

O último é o Digitalism, com “Taken Away”, que já ganhou remixes do Justice (o que eu menos gostei), MMMathias e o melhor de todos, do Gooseflesh, que faz a gente sair dançando loucamente pela pista (ou pela casa). Ouça aí todas as versões, inclusive a original, que para mim perde para o remix do Gooseflesh.

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Taken Away – Digitalism (radio edition)

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Taken Away – Digitalism – remix Justice

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Taken Away – Digitalism – remix MMMathias

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Taken Away – Digitalism – remix Gooseflesh

Curti muito a música “Mistake”, do Moby, que ganhou remix do Yuksek e Lifelike, o meu favorito. Já faz tempo que ando ouvindo por aqui, especialmente esse remix do Lifelike, que é fantástico e ontem, como eu abri a noite na Top Top Top, eu consegui tocá-la no meu set.

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Mistake – Moby – remix Lifelike

Quem também acalmou meus ouvidos durante a semana foi Florence and the Machine. Até falei dela no meu outro blog “Achado do Dia“. A música da semana é “You’ve got the love”, com o remix do The Xx, outra sensação de 2009.

Florence and the Machine

Florence and the Machine

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You’ve got the love – Florence and the Machine – remix The Xx

O The Twelves fez um remix delicioso para a música “Blue Skies”, da banda Noah and the Whale, que inclusive está entre as favoritas do Hype Machine, figurando como a 15ª favorita do dia.

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Blue skies – Noah and the Whale – remix The Twelves

Já soltei por aí minha fase “dubstep” depois que aterrissei na festa Baixaria, né? Desde então tenho ouvido algumas coisas de dubstep por aqui, especialmente indicadas pelo Ola, que é fã do estilo. Aí vão minhas favoritas: “Night by Night”, do Chromeo, que ganhou remix do Skream; “I’m not your toy”, da La Roux, remixada por Nero; “I remember”, Deadmau5, remixado pelo Caspa e “Cruel Intentions”, do Simian Mobile Disco, remix do Joker. Depois me conta se você também se rendeu. Até o Miike Snow ganhou um remix dubstep do Caspa para a música “Black and Blue”.

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Night by Night – Chromeo – remix Skream

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I’m not your toy – La Roux – remix Nero

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I remember – Deadmau5 – remix Caspa

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Cruel Intentions – Simian Mobile Disco – remix Joker

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Black and blue – Miike Snow – remix Caspa

E vou fechar o post com o vídeo belíssimo feito pela Chebel, My Girls, que foi feito a partir de colagens de cenas fotografadas por ela, além de vídeos com amigas e a própria Chebel. As cenas das ruas foram filmadas em Buenos Aires. Como eu disse para ela, vídeo feito por quem anda bem apaixonada. Lindo de chorar e com trilha é “Mango Tree”, dos australianos Angus and Julia Stone.


myGirls
from renata chebel on Vimeo.

França e eu, eu e França

quinta-feira, julho 30th, 2009

Eu amo a França. Ponto. Sou fã da literatura, do cinema, da filosofia, do teatro, da música, da moda e amo o país. Resisti em admitir que a França é um dos meus países favoritos. Ponto. Admiti.

Esse ano meu plano era passar meu aniversário em Berlim, que é uma das minhas cidades favoritas no mundo e adoraria voltar lá no verão, mas quando vi, eu estava marcando minha passagem para 10 dias em Paris. Eu vou, eu volto, eu vou. Paris é a cidade que eu queria estar sempre. Adoro Londres, mas Paris é quem me derrete. Eu entendo a cidade, tenho meus cantos favoritos e quase suporto o mau humor dos franceses. Não é a toa que eu tenho uma única tatuagem e essa seja em francês. Poesia. Rimbaud. Poucas palavras resumindo o que sou.

eu&rimbaud

Meu apartamento atualmente tem referências francesas em todos os cantos. Não é pretensão. É paixão. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que eu pisei em solo francês. Não foi em Paris. Foi numa pequena estação no sul do país, em que eu saí do trem e bem caipiramente fiquei pulando e gritando para a minha amiga: ESTOU NA FRANÇA! Bem caipira mesmo.

A primeira cidade em que me estabeleci na França foi Nice. Depois disso passei por pequenas cidades e claro, várias vezes por Paris. Cada vez (não foram tantas, ok?) que vou à Europa, Paris é minha parada obrigatória e é sempre onde gasto mais tempo. Apenas por um motivo. Eu amo estar em Paris. Por isso sou adepta do ano da França no Brasil e tenho feito disso meu evento particular. Fiz a festa “ano da França na Lalai”, em que quase 40% dos presentes eram franceses. Tenho alugado diariamente meus filmes prediletos e outros que não conheço de produções vindas de lá. No cinema minhas escolhas tem se reduzido à França e assisti todos os filmes que tem PARIS no título.

Na terça-feira fui na livraria Martins Fontes, que aliás, eu confesso que é minha favorita e saí de lá com 5 livros novos de autores franceses, sendo na maioria autores contemporâneos.

Reparei que a maioria dos artistas que tenho trazido para tocar aqui são franceses. São meras coincidências. Thieves Like Us não é francês, mas sua base é na França. E tem uma lista infinita que quando analiso, me dou conta de que mais do que 50% também vem de lá. Chego a acreditar que a França deveria era me patrocinar! hahahaha…

Para quem, assim como eu, tem uma queda pela cultura francesa, aí vão pequenas dicas de como aproveitar um pouquinho do que a França tem a nos oferecer aqui em São Paulo. Claro, que se você é obsessivo como eu, já foi em tudo, mas caso a França não é exatamente o lugar que mais lhe diga alguma coisa, aproveite e curta um pouco. Vale a pena.

Leia “O convidado surpresa”, de Gregóire Boullier, que é o autor da fatí­dica carta de rompimento a Sophie Calle, que desencadeou a exibição “Sophie Calle: Cuide de você”, que está em cartaz até 7 de setembro no Sesc Pompéia.

O livro, apesar de narrar a história da noite em que Gregóire conhece Sophie Calle, não é exatamente sobre ela que ele fala, mas talvez pela exposição estar por aqui, o que a mídia tem explorado é que o livro é sobre a noite em que ele a conheceu. Não é verdade. Sophie é mera coadjuvante na história. Gregóire narra com paixão a tentativa de esquecer um grande amor e tentar entender o rompimento. Ou melhor, a fuga do seu amor sem qualquer explicação. Ele fala da sua angústia de anos em tentar entender o porquê. Na oportunidade que tem para o confronto, ele se encolhe na sua blusa de “malha rulê” e na sua dor-de-cotovelo e acaba tendo uma noite não muito confortável. A parte boa é que o desfecho traz conclusões inesperadas, que traz um entendimento do rompimento que ele procurava (ou se consolou com o que achou para fechar a sua história).

Eu recomendo a leitura, pois isso muda um pouco a ótica de quem analisa a exposição da Sophie Calle, que para mim é resultado bonito de um final de relacionamento em que ela transformou quase em novela mexicana. Não quero tirar os méritos da Sophie, afinal ela é uma grande artista e a exposição é grandiosa em todos os sentidos (fiquei quase 2 horas por lá), mas não deixa de ser uma “punhetação” de alguém que levou um fora e não conseguiu entendê-lo. A sua escolha foi ter mais de uma centena de mulheres interpretando a tal carta de rompimento e achei várias das conclusões bem feministas. Para mim as mais sensatas foram da Victoria April, palhaça, mãe da artista, adolescente (que resume a carta e um sms “ELE SE ACHA”) e da escritora. Algumas soaram cansativas e dramáticas demais. Admiro quem consegue transformar sua dor em arte e foi o que ela fez. Mas, ah… não dá para desmerecer seu sofrimento, afinal parece que ela realmente amou demais mr. X, ou Gregóire Boullier, que foi quem dividiu a mesa com ele no Flip, em Parati, para autografar seus respectivos livros. Basta olhar para a foto e sacar que mr. Boullier, apesar de todas suas angústias com a vida, não passa muito de um Don Juan.

Claro que a exposição abre para participação do público, que pode enviar sua própria releitura da carta para, quem sabe, fazer parte da exposição em algum momento. Vale a leitura do livro e vale a visita à exposição.

Filmes obrigatórios: 2 Dias em Paris, Dans Paris e Paris. Todos tem a cidade como participante da história de alguma forma, sendo que em “Paris”, ela praticamente ganha o papel de protagonista. Afinal Paris tem história suficiente para o papel. Dos três, o meu favorito é “Paris”, pois achei o filme despretensioso, agradável e filme para sentir e não pensar.

E claro, para entrar no clima, nada como ir jantar e/ou almoçar em algum restaurante francês na cidade. Tem vários e alguns a preços bem acessí­veis. Aproveita e dá uma passada no post que eu fiz sobre eles e não deixe de ir no Robin des Bois comer mexilhões de entrada.

Produção musical francesa está em alta há algum tempo. Vide Kitsuné e EdBanger, que nos trouxeram os mais variados tipos e vários deles aterrissaram no último ano no Brasil. Sábado tem Thieves Like Us, que apesar de ser uma mistura de nações, tem residência na França. Em setembro tem Jane Birkin, que toca com Caetano Veloso nos dias 3 e 4 no Sesc Pinheiros. No dia 17 quem toca no Sesc Pompéia e no dia 19 no Circo Voador (RJ) é o Sebastian Tellier, além de tocar no Coquetel Molotov (em Recife) com Zombie Zombie e François Virot. As 3 atrações são obrigatórias. Anota aí e entre todos os dias no site do Sesc para não perder o início da venda dos ingressos, que costuma esgotar sempre no máximo no segundo dia.

E a lista de músicos franceses bons para ouvir é gigante: Serge Gainsbourg, Françoise Hardy, Charlotte Gainsbourg, Dat Politics, Yelle, SebastiAn, Yuksek, Daft Punk, Air, m83 entre outros.

Leia Rimbaud, Baudelaire, Flaubert, Proust, Racine entre tantos outros clássicos, além de Muriel Barbery (o ótimo “A elegância do ouriço“), Raymond Queneau (com Zazie no Metrô, que virou filme), Olivier Dam com A Salvo de Nada, Paris de Colin Jones e Paris é uma Festa de Hemingway e A Sombra da Guilhotina de Hilary Mantel. A lista de escritores franceses de tirar o fôlego é interminável.

E ainda tem o vinhos, os queijos, as artes plásticas e mais uma infinidade de coisas em que eu poderia gastar dias aqui escrevendo loucamente.

E eu assumo, esse é um post de declaração de amor à França, onde eu espero voltar muitas vezes e quem sabe, viver um pouquinho por lá.

Yuksek, o geniozinho do electro francês.

terça-feira, outubro 28th, 2008

Nessa onda atual do novo house francês que teve início mais poderoso com o Daft Punk e onde a Ed Banger acabou tendo uma visibilidade enorme por causa do Busy P, o manager do Daft Punk e seu selo de coisas interessantes que acabou aparecendo na rabeira do sucesso da dupla, um nome que se destaca como sendo o produtor dos produtores, o cara que todo mundo respeita demais, o cara com talvez os melhores remixes pra bandas de rock, é Yuksek. Suas produções não faltam nos setss de nsnhum dos grandes djs mundo afora e agora no Haagen Dasz Mix Music, vamos ver um de seus super elogiados sets. Sorte nossa. Mais um ponto pro festival!

Aqui, um remix de “Homecoming” pros também franceses The Teenagers.

Quer ir no Haagen Dazs Mix Music?

segunda-feira, outubro 27th, 2008

Como todos estão carecas de saber, eu estou trabalhando na promoção do festival Haagen Dazs Mix Music. E topei porque o festival tem a ver comigo (assim como o Planeta Terra, em que sou uma das embaixadoras do evento). Gosto do line-up e formato. Já cogitei trazer todos os artistas que vão tocar no dia, mas acabou não rolando.

Apesar das agendas de shows estarem lotadas, são poucos os formatos diferenciados e com escalação de primeira. E aí estão dois eventos que estão mandando bem! O Haagen Dazs, que estreou bem no ano passado trazendo o Booka Shade, e este ano mexeu no formato para deixá-lo mais acessível e apostando numa boa escalação, mas com nenhum nome mainstrean, que tem um monte de gente dando um dedinho para ir ver. E claro, o fato de ser um evento open-bar com direito a vodka, coquetéis, cerveja, refrigerante, água e claro, muito sorvete.

O Haagen Dazs Mix Music acontece no próximo sábado, dia 01/11, na Vila dos Ipês com as atrações: Database, VHS or Beta Deejays, The Glimmers, Yuksek e Uffie & Feadz.

Então se você curte electro, electrorock, hip-hop, batidas funks, muita rebolação e beber sem preocupação, se joga!! Conta aí pra nós porque você merece ganhar um convite para ir na faixa no Haagen Dazs!! As duas melhores respostas levam o convites.

A resposta sairá na quarta-feira e as frases poderão ser postadas até amanhã, 28/10, às 19h!  E capricha porque vale a pena!!!

Aproveitando o post, amanhã (terça-feira) já tem o primeiro aquece para o festival na festa Crew @ D-Edge. Mulher até 1h não paga e lista é R$ 15 com email para festacrew@gmail.com.

Eu & Häagen Dazs

sexta-feira, outubro 3rd, 2008

No dia 11 de outubro eu completo três anos como promoter (como já disse no post anterior). Eu nem tinha me dado conta disso e sinceramente parece que estou nessa há mais tempo! Afinal foram 3 anos bem movimentados, acertos e erros, festas boas e algumas (poucas) ruins, muita gente nova. E o balanço é ótimo, melhor ainda quando vem acompanhado de reconhecimento.

E como presente de aniversário eu fui convidada pela produção do Häagen Dazs Mix Music, que acontece no dia 01 de novembro na Vila dos Ipês, para ser a RP do festival. Eu topei porque gostei do novo formato e também porque são atrações que eu queria muuuitooo que tocassem na festa Crew, pois é a nossa cara.

O festival acontece exatamente um dia depois da festa de 1 ano da Crew, que vai acontecer no Glória com Nokia Mob Jam, trazendo a dupla Flosstradamus (Chicago), que eu vi ao vivo no Lollapalooza e aviso: eles fazem a pista tremer! Mas este é assunto para outro post!

Acabei, obviamente, topando o convite e estou bem animada, afinal esse é o primeiro trabalho grande que pego e a cura da ressaca da festa da Crew vai ser por lá, afinal quem vai na Crew e gosta do som, não tem como não ir no Häagen-Dazs.

No line-up tem VHS or Beta (que eu perdi no Lollapalooza), Uffie & Feadz (que eu também vi ao vivo e a Uffie tem uma performance incrível), Yuksek e The Glimmers. Precisa mais? E claro que temos um representante da Crew lá: o Database!!

Enquanto o Häagen-Daz Mix Music não vem, você pode se jogar na área VIP da festa V3 (b-day Vegas) hoje na Flex.

E vamos concordar que os dois eventos prometem!!!